18 maio 2017

Hoje Haverá um Xirê em Comemoração aos 90 anos Dessa Grande Sacerdotisa Maria Pinheiro de Yemanja, Ela e a matriarca do Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá uma das sacerdotisas mais antiga da nossa cidade, Areia Branca – R/N, mulher de muita ciência que devimos ter muito respeito, Ela e Uma Lenda Viva da Nossa História.

Sacerdotisa Maria Pinheiro de Yemanja


















Sacerdotisa Maria Pinheiro de Yemanja








Em 27 de setembro do ano de 1992, Maria Pinheiro, aos 65 anos de idade decidiu transformar a sua casa residencial em uma casa de cultos religiosos. Ela já vinha a alguns anos ligada à religião de matriz africana, tendo ocupado o cargo de mãe pequena (segundo cargo dentro da hierarquia de um terreiro) numa das casas de culto mais tradicionais da cidade: a casa que pertencera á Yalorixá Francisca Andrade de Souza (conhecida como Mãe Tiquinha d’Omolu – in memorian), exercendo esse cargo e, ao se desligar do aludido terreiro passou a dar assistência espiritual em sua moradia onde atendia pessoas que davam credibilidade aos seus serviços incorpóreos.

O tempo foi passando e Mãe Maria continuou com seu ofício religioso de dar atendimento àqueles que buscavam ajuda espiritual através da sua pessoa, contudo, o espaço que dispunha para realizar tais ritos era muito pequeno e sem cômodo, surgindo daí a idéia de ampliar esse espaço e formar uma espécie de agregação espiritualista e partindo desse princípio nasceu a Irmandade do Reino de Yemanjá Sòbá (Ilé Iyá Olokun Asé Ìyá Sobá), cuja prática ritualística era o culto a nação nagô, herdado do Babalorixá Pai Nino da Mustardinha.

Nos biênios de 2002 á 2004 adaptou sua casa á nação angola, já que o culto ao nagô aqui em Areia Branca e em nível de estado do Rio Grande do Norte estava em fase de extinção e, para dar seguimento a casa dentro de uma doutrina candomblecista, amoldou seu cerimonial a nação angola através da Yalorixá Lúcia Edjan de Lima Pipoca (Lúcia de Óyá Karasí d’Mãn) vinda da cidade do Guarujá/SP. Mas a convivência com essa sacerdotisa durou pouco por razões que prefiro omitir por motivos que não vêem ao caso, havendo a quebra de vínculos com a mesma, bem como abrindo mão da doutrina espiritualista advinda dela. Em julho de 2004 encontrou por meio do Babalorixá Melquisedec da Rocha (Melquisedec t’Sangó) a pessoa certa para cuidar da sua ori (cabeça espiritual), sendo este, desde então, o seu zelador espiritual e orientador, sacerdote mor da sua casa de axé, o Ilé Asé Dajó Ìyá Omí Sàbá, adaptado a nação ketu raiz do Asé Gantois.

Maria Pinheiro é responsável pela vinda do culto aos orixás de candomblé, bem como a introdução da nação ketu raiz Gantois aqui na cidade de Areia Branca, quando abriu as portas da sua casa de axé para dar entrada a esse rito sagrado advindo do solo fértil da nossa mãe África para fertilizar o solo salgado dessa salinésia que é Areia Branca.

Mulher forte que sabe o que quer e luta pelos seus ideais. Mulher perseverante que acredita no que faz e faz o melhor que pode em prol da sua religião e da cultura afro brasileira.
Hoje ao longo dos seus 83 anos de idade Mãe Maria de Yemanjá Sàbá ainda encontra forças para lutar pela preservação do culto espiritualista na missão que Deus lhe confiou.

Serra de suma Importância todos prestigiar este grande momento!


Fonte: Noamã Jagun

O Blog Mariano de Xangó Parabeniza neste dia muito especial, uma grande sacerdotisa a Sacerdotisa Maria Pinheiro de Yemanja.

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O QUE SÃO OGÃNS?

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Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins