15 novembro 2017

15 de Novembro Dia Nacional da Umbanda, Hoje dia 15 -11-2017 a Umbanda Completa 109 Anos de Historia, Salve Zélio Fernandino de Moraes e Salve O Caboclo das Sete Encruzilhadas!


ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES


O nome de Zélio Fernandino de Moraes está absolutamente vinculado à história da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e da Umbanda. Sua história, desde a doença da qual foi acometido com 17 anos e a Sessão na Federação Espírita do Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1908 na qual se deu a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas até a fundação em sua residência, no dia seguinte, da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade são feitos registrados em quase toda literaturaque trata da Umbanda, sobretudo em seus primórdios.

Também encontramos registros de sua breve atividade como político na Câmara de Vereadores de São Gonçalo, com a atuação focada na oferta de escolas públicas gratuitas, de sua atividade como farmacêutico, do preparo - ainda jovem para o curso da Escola Naval.

No aspecto da atividade religiosa, é frequente a fala sobre sua atividade na fundação e direção da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e das Tendas de Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Guia, Santa Bárbara, São Pedro, São Jorge, São Jerônimo e Oxalá, assim como seu papel marcante na fundação da Federação Espiritista de Umbanda, atual União Espiritista de Umbanda do Brasil, trabalhando para a implantação e aceitação dos trabalhos dos Caboclos e Pretos Velhos no ambiente social do início do século XX.

De fato são grandes seus feitos e sua história. Contudo, conforme ele próprio dizia a partir dos ensinamentos trazidos pelo Chefe - o Caboclo das Sete Encruzilhadas, tais registros não constituem o que de fato tem importância em sua passagem pela Terra. Mais do que o culto à sua personalidade, frequentemente lembrada com distinções, medalhas e honrarias até hoje, Zélio pedia que lembrássemos que a Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade e que a humildade é a forma mais sublime da prática do Evangelho do Cristo e, portanto, para praticar ao amor ao próximo. Este pensamento é, em si, o que melhor o descreve.



Zélio de Moraes e sua esposa, Maria Isabel

Reunião dos dirigentes das Tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, presidida por Zélio de Moraes na TENSP.

Zélio de Moraes
Zélio de Moraes, já com idade avançada mas presente no Terreiro. Observe-se, em seu peito, a Guia do Chefe - o Caboclo das Sete Encruzilhadas.


A PRIMEIRA TENDA DE UMBANDA



TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE

A manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, ocorrida na Federação Espírita de Niterói em 15 de novembro de 1908 e a fundação, no dia seguinte, da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, na Rua Floriano Peixoto n° 30 (Neves, São Gonçalo - residência de Zélio de Moraes) constituem o marco fundador da Umbanda.

Tal fato reflete-se na vasta literatura dedicada à Umbanda, presente em livros, revistas, páginas da internet, em trabalhos acadêmicos (artigos, dissertações e teses). Observa-se também, pelo reconhecimento oficial do poder público, desde as diversas homenagens prestadas por Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas à figura de Zélio de Moraes até a promulgação por parte da Presidência da República da Lei 12.644 de 17 de maio de 2012 que institui a data de 15 de novembro como o Dia Nacional da Umbanda, a ser comemorado anualmente em todo o país (leia aqui texto na íntegra).

No dia 15 de novembro de 1908, em uma Sessão da Federação Espírita do Rio de Janeiro à qual o jovem Zélio de Moraes (na época com 17 anos) havia sido levado devido a um grave problema de saúde que os médicos não conseguiam curar, manifestou-se pela primeira vez o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Iniciada a Sessão, começaram a se manifestar diversos espíritos de negros escravos e indígenas nos médiuns presentes, sendo esses espíritos convidados a se retirar pelo dirigente José de Souza (Zeca) que os julgava atrasados sob o ponto de vista espiritual, cultural e moral. Foi então que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, enviado nesta missão por Santo Agostinho, proferiu um discurso de defesa das entidades que ali estavam presentes uma vez que estavam sendo discriminadas pela diferença de cor e classe social, características dos espíritos enquanto encarnados vivendo sob os desígnios da sociedade terrena.

Os dirigentes da reunião espírita tentaram afastar o próprio Caboclo das Sete Encruzilhadas, quando então este avisou que, se não havia espaço ali para manifestação dos espíritos de negros e índios considerados atrasados, seria fundado por ele mesmo, na noite seguinte, na casa de Zélio, um novo culto onde tais entidades poderiam exercer a missão da caridade. Perguntado sobre se alguém iria participar deste culto, veio a resposta: "Botarei no cume de cada montanha que circula Neves, uma trombeta tocando, anunciando a presença de uma Tenda Espírita onde o Preto e o Caboclo possam trabalhar".

Às 20 horas do dia seguinte, em 16 de novembro de 1908, em meio a uma pequena multidão de amigos, parentes, curiosos e kardecistas presentes na Sessão do dia anterior, apresentou-se novamente o Caboclo das Sete Encruzilhadas, declarando que se iniciava a partir de então um novo culto espírita no qual Pretos Velhos e Caboclos poderiam trabalhar.

Determinou que a humildade visando a prática da caridade seria a característica principal do culto; que este teria como base o Evangelho Cristão e como mestre maior Jesus; que o uniforme utilizado pelos médiuns deveria ser branco; que todos os atendimentos seriam gratuitos, fundando, então, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, destinada a abraçar a todos os necessitados, assim como Maria abraçou o Cristo.

Seguindo as determinações do Chefe, modo como carinhosamente chamamos até hoje o Caboclo das Sete Encruzilhadas, e outras Entidades que posteriormente se apresentaram por intermédio de Zélio de Moraes, sobretudo Pai Antônio (Preto Velho) e Orixá Malet, constituiu-se o rito umbandista tal como mais de cem anos depois é ainda praticado na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, agora situada no município de Cachoeiras do Macacu, Estado do Rio de Janeiro.

Considerada a diversidade das práticas umbandistas atualmente observadas, em grande medida marcadas por diversos graus de sincretismo com outras práticas religiosas (sobretudo o candomblé), percebe-se com clareza que o ritual que ainda hoje é realizado na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade guarda a matriz originalmente estabelecida a partir da dissidência formalizada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas com relação à prática do espiritismo kardecista.

Nesse sentido, justifica-se sua designação, conforme dizia o próprio Zélio de Moraes, como espiritismo de umbanda, ou seja, uma prática fundamentada na incorporação mediúnica de Entidades, estabelecida doutrinariamente a partir das explicações emanadas pelos próprios espíritos tal qual organizado por Kardec em obras como O Evangelho segundo o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e A Gênese, com ritual diferenciado quando comparado ao realizado no âmbito das diversas Federações Espiritas Kardecistas.

Assim sendo, não são observadas práticas comuns em outras agremiações umbandistas, tais como o uso de atabaques, palmas, danças ou Sessões dirigidas por Exus. Por outro lado, durante os trabalhos são firmados no chão os Pontos Riscados com giz de pemba, velas, flores e bebidas específicas de cada uma das Linhas de trabalho, ecoando no ambiente as vozes dos presentes os Pontos Cantados: características inconfundíveis da Umbanda.

Tendo concluído a estruturação inicial da Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas determinou a fundação de outras sete Tendas, criadas a partir do corpo mediúnico da Tenda da Piedade, e da Federação Espiritista de Umbanda, atualmente designada por União Espiritista de Umbanda do Brasil (UEUB). Assim, passaram a existir com a função de difundir os ensinamentos do Chefe, praticando a humildade e a caridade, as seguintes Tendas: (1918) Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, (1927) Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia, (1933) Tenda Espírita Santa Bárbara, (1935) Tenda Espírita São Pedro, Tenda Espírita São Jorge, Tenda Espírita São Jerônimo e (1939) Tenda Espírita Oxalá, algumas delas ainda hoje em funcionamento.

A partir da década de 1940 iniciaram-se as atividades da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade na cidade do Rio de Janeiro, passando por vários endereços (Rua Teófilo Ottoni, Rua Borja Castro e Rua Dom Gerardo foram os locais que por mais tempo a abrigaram). Curiosamente, todas as sedes anteriores, inclusive a primeira, pelas quais a Tenda da Piedade já passou foram demolidas.

Ao final da década de 1960, com o afastamento de Zélio de Moraes da direção em razão de sua idade avançada, os trabalhos da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade foram continuados conforme as determinações do Chefe e das Entidades responsáveis sob a liderança de seus descendentes diretos, primeiramente as filhas Zélia de Moraes Lacerda seguida de Zilméa Moraes da Cunha. Atualmente, a Tenda é dirigida por Lygia Maria Marinho da Cunha (neta de Zélio de Moraes, filha de Zilméa), apoiada por seus filhos (bisnetos de Zélio) Marcelo Cunha dos Santos e Leonardo Cunha dos Santos (que atualmente ocupa o cargo de Vice-Presidente da TENSP).



A Guia dos Pretos ou Guia de Pai Antônio, ditada por Pai Antônio, esta Guia é utilizada por todos os membros do corpo mediúnico da Tenda da Piedade

Os pés descalços e a roupa branca são, até hoje, utilizados pelos trabalhadores da casa, conforme as determinações do Chefe.

magem do Chefe - o Caboclo das Sete Encruzilhadas, fundador Umbanda e da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

Cabana de Pai Antônio, fundada por Zélio de Moraes em meados da década de 1950, atual sede, situada em Boca do Mato, Cachoeiras de Macacu, RJ.

Residência de Zélio de Moraes, a primeira sede da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, na Rua Floriano Peixoto n° 30, Neves, São Gonçalo.

FOTOGRAFIAS HISTÓRICAS

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CONTRIBUIÇÕES



A Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade desenvolve suas atividades com o objetivo de promover a caridade, seguindo estritamente as orientações do Caboclo das Sete Encruzilhadas, apresentadas no dia de nossa fundação em 16 de novembro de 1908, na residência de Zélio Fernandino de Moraes e seguidas ao longo de toda nossa existência.


O rito, voltado exclusivamente para a prática do bem e orientado pelo Evangelho de Cristo, é fundamentado no amor ao próximo e na caridade para com todos os que necessitam, não importando seu credo, cor ou condição social e se encarnados ou desencarnados, é realizado seguindo o princípio da mais absoluta gratuidade em toda e qualquer atividade que envolva a Tenda e seu corpo mediúnico, seguindo o preceito tantas vezes proferido pelo Chefe – “Dai de graça, o que de graça recebestes”.


A despeito disto, a manutenção da casa (água, luz, instalações para o corpo mediúnico, materiais de limpeza) e os custos dos diversos elementos materiais utilizados em cada sessão (velas, bebidas, flores, ervas e outros) são suportados por contribuições mensais dos associados (trabalhadores da casa ou não) e por pessoas de boa vontade, cientes das necessidades existentes para o bom funcionamento da Tenda.


Neste contexto, não havendo outra fonte de recursos além das contribuições que recebemos, agradecemos humildemente o apoio daqueles que compreendem a importância de nosso trabalho e que desejam colaborar para a continuidade desta missão na Terra. Assim, caso tenha este desejo, pedimos que entre em contato conosco pelo formulário disponível em nossa página de Contato ou, se preferir, através do endereço tenda.nsp@gmail.com.














Umbanda, Quem És? - EMOCIONANTE

12 novembro 2017

Igreja Evangélica doa onze mil reais para reconstrução do barracão de Terreiro de Candomblé



Um gesto singular mostra a fé rompendo fronteiras – Igreja Evangélica doará R$ 11.000,00 (onze mil reais) para o barracão de candomblé da mãe de santo Conceição d`Lissá, incendiado há três anos, a ajuda vem em boa hora, será utilizada na reconstrução do espaço.

O diálogo inter-religioso prova que a união ganha força, a ação partiu da congregação evangélica em conversa com a CCIR – Comissão de Combate à intolerância Religiosa, que tem como interlocutor o Babalawô Ivanir dos Santos, e vem há anos chamando à razão da sociedade para a falta de respeito ao sagrado, principalmente, os sofridos pelas religiões de matrizes africanas.

Frente às violências perpetradas por grupos ditos evangélicos aos terreiros de candomblé e umbanda no Rio de Janeiro, e diante da destruição do terreiro de Conceição d´Lissá em Duque de Caxias, em 2013, a então presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio), Pastora Luterana Lusmarina Campos Garcia, teve a ideia de promover a reconstrução do mesmo. Aprovada pela diretoria do CONIC-Rio, e uma campanha de reconstrução foi iniciada. (…)

Essa ação contou com a CCIR, que viabilizou o contato e a comunicação entre as pessoas e organizações envolvidas neste processo. Mais do que a reconstrução do espaço físico, esta ação reconstrói relações e afirma que é a partir da solidariedade que é possível estabelecer a paz, a comunhão e o amor entre as diferentes religiões.

“Onde uns destruam, outros ajudam, temos que combater todas as ações de ódio, preconceito, racismo e intolerância religiosa, nos unir em prol das diversidades, liberdades, pluralidade e humanidades para que juntos possamos construir, efetivamente, um país das liberdades e diversidades respeitando as alteridades”
atesta o Ivanir dos Santos
Entenda o caso

Em 2014 – O segundo andar do barracão – Cazo Kweceja Gbe, da mãe Conceição d`Lissá, foi incendiado no bairro Jardim Vale do Sol, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite do dia 26 de junho, registrado na 62º Delegacia de Polícia. E não foi o primeiro incêndio e muito menos foi o primeiro caso de violência patrimonial que a casa sofreu. Esse foi o sexto atentado contra a casa e sua dirigente, que também foi vítima de uma tentativa de homicídio. Conceição afirma “que há cunho religioso, já que sua vida é pautada na questão religiosa”.



Fontes:http://www.revistapazes.com

15 de Novembro de 2017 Comemoramos o dia da Umbanda e do Umbandista.


Aldeia de Caboclos

8ª Semana da Umbanda na cidade São Paulo

Vamos todos juntos realizar uma grande confraternização, engira e oração com as bênçãos dos nossos queridos e amados Caboclos.
Liderantes da Umbanda também estarão presentes para essa grande confraternização em comemoração ao dia da Umbanda e do Umbandista, Lei 15.323/2010.

Traga seu templo, amigos e familiares para comemorarmos juntos o nosso dia!!!

Data: 15 de Novembro de 2017
Início do evento: 13:00
Local: Clube Escola Mooca – Rua Taquari, 635 - Mooca, São Paulo - SP- Zona Leste


Entrada Franca
Traje Branco - Entrada 1kg de alimento não perecível

INFORMAÇÕES:
www.aldeiadecaboclos.com.br
aldeiadecaboclos@gmail.com
Fones: (11) 2796-4374
(11) 94726-7609
(11) 94785-5874

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Fonte:
Evandro Fernandes

11 novembro 2017

Atenção Dirigentes Espirituais: Orientações importantíssimas tanto para o Candomblé quanto para a Umbanda. Dr. Hédio Silva Júnior

Criança no Terreiro: Advogado das religiões afro-brasileiras, no STF, orienta sacerdotes e sacerdotisas



Recentemente, em Tatuí (SP), uma sacerdotisa de candomblé foi condenada a 7 anos de prisão. Na justificativa, a juíza utilizou da alegação de envolvimento de criança em "rituais religiosos" e decretou a prisão da sacerdotisa desde a denúncia.

Dr. Hédio Silva Júnior, mestre em direito pela PUC-SP, Ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo e notório advogado das religiões afro-brasileiras no STF, alerta sacerdotes e sacerdotisas, e propõe procedimentos que visam resguardar os templos afro-religiosos e garantir os direitos à dignidade e liberdade religiosa de crianças e adolescentes.



Silva Júnior, afirma que a educação religiosa da criança e do adolescente é de total responsabilidade dos pais/mães ou responsáveis, e que não há nenhuma legislação que proíba a presença dos mesmos em rituais religiosos, mas "há de se ter cautela" - comenta, tendo em vista as formas com que a intolerância religiosa tem atuado contra as religiões afro-brasileiras, no país. No caso de crianças e adolescentes, sugere autorizações prévias e disponibiliza dois importantes documentos: um modelo de declaração de pais/responsáveis, para participação em rituais "mais complexos", como define, por exemplo: "iniciações e bori", além de um modelo de comunicado ao conselho tutelar local, para preservação de direitos. 

Assista a entrevista completo, publicado na página da Olhar de um Cipó e, abaixo, acesse os modelos de declaração e comunicado.







10 novembro 2017

II Feira Étnica e Racial do RN‎


O Governo do Estado do Rio Grande do Norte por intermédio da Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (COEPPIR), da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc RN) em parceria com o Instituto Ancestral realizará no dia 17 de novembro de 2017, a II Feira Étnica e Racial do Rio Grande do Norte.

Através do artesanato, os povos tem o poder de transmitir os seus costumes e tradições com suas peças ricas em cores, formas e texturas. E para o seu segundo ano, a Feira Étnica e Racial contará com uma Virada Cultural com uma ampla programação de apresentações culturais.

A Feira fará parte da programação do Novembro Negro junto a campanha de Combate ao Racismo Institucional intitulada - RN SEM RACISMO.

Segundo a idealizadora da feira e Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Sargento Regina, “a Feira Étnica e Racial valoriza as culturas através da arte e apresentam um pouco da história e da cultura dos povos e comunidades tradicionais formadoras da sociedade do Rio Grande do Norte.”

A II Feira Étnica e Racial do RN conta com o apoio do Deputado Estadual Fernando Mineiro (PT), por meio de Emenda Parlamentar.


Fonte: 
Coeppir RN

08 novembro 2017

Candomblé não é moda! É ancestralidade e continuidade

Créditos: fora do Eixo!


Por Alexandre Magno da Gloria

São cada vez mais comuns notícias, revistas, desfiles que trazem à moda referências africanas como tendência. São estampas, formatos, texturas, cores, turbantes, colares, entre outros, que são comercializados aos montes e têm caído no gosto de uma parte considerável da população brasileira. Se, por um lado, isso pode ser visto com algo positivo, já que promove esta cultura gigantesca, riquíssima e milenar que foi tão marginalizada, demonizada e esquecida durante os quase 400 anos de escravidão no Brasil, por outro lado, tem criado também certa banalização da cultura negra, visando apenas um mercantilismo e não uma reflexão profunda de sua origem e do racismo presente em nossa sociedade, utilizando-se de falsos argumentos como a da democracia racial.

Segundo Andrei, como escreveu o poeta negro B. Easy em seu Twitter: “A cultura negra é popular, pessoas negras não são”. (1)

Estes comportamentos têm refletido também, não só no candomblé, mas, nas tradições de matrizes africanas de um modo geral. No Facebook, temos inúmeros testes como: “Descubra qual é o seu Orixá”, temos consulta aos búzios on-line, receitas de ditos banhos e oferendas para as Divindades yorubás, uma associação sem nexo destas divindades com a Astrologia e o misticismo em canais do Youtube, e por ai vai. Sem contar outros exemplos como as baladas com a tecnomacumba da cantora e compositora maranhense Rita Benneditto, bares e shows universitários com referência a mitologia dos Orixás, e toda a sorte de produtos para os mais diferentes fins.

Primeiramente, é importante destacarmos que o conceito de moda, remete a manias passageiras, já aí demonstra completa desconexão com os valores, legados e práticas dos cultos afro-brasileiros.

O Candomblé, termo genérico para definir diversos cultos e tradições, foi criado no Brasil por negros (as) que aqui foram escravizados, oriundos principalmente, de países atualmente conhecidos como Angola, Nigéria e República do Benim. Estes cultos de matriz africana são adaptações, interações e reinvenções das diversas formas de crer dos povos para cá trazidos, destacando-se como cultos de (re) afirmação e resistência dos valores e culturas negro-africana.

Tendo como principio o respeito à natureza, às pessoas, o culto à ancestralidade e o cultivo do Ìwà rere, o bom caráter, tornar-se de fato adepto destas tradições requer compromisso, respeito, dedicação, paciência, esforço, abdicação e a busca pela constante descolonização eurocêntrica que tanto tem descaracterizado as Divindades e o culto afro. Afinal, não há coerência em dizer-se adepto de um culto que valoriza a natureza se destruímos os recursos naturais apenas para saciarmos nosso consumismo desenfreado e valorizamos mais o ter do que o ser.

Não se pode querer se iniciar, por exemplo, para Ọ̀ṣun, apenas por vaidade, achando que esta Divindade vai lhe trazer grande fortuna e status, sem saber que em sua origem, a mesma está ligada a objetos de bronze, à água e à fertilidade e não ao ouro, narcisismo e futilidade.

Como o Bàbálóòrìsà Rodney (2) destacou brilhantemente em seu artigo, sincretismo à parte, Òrìsà não é Santo, o conceito e personalidade das Divindades de origem yorubá são completamente outro, deste modo, não adianta tentarmos compreende-los ou resumi-los facilmente com conceitos ocidentais.

Estes cultos são um legado histórico e que ajudaram diretamente a construir parte considerável da cultura brasileira. Conforme destacou Roberval Falojutogun (3): “(…) Inúmeras contribuições para a cultura brasileira foram e continuam sendo feitas pela religião dos Orixás, Vodum e Inquices oriundos destas casas religiosas, a exemplo dos acréscimos na linguagem oral, gestual e visual. Houve contribuições para a culinária brasileira, tornando-a uma das mais sofisticadas e apreciadas do mundo. A contribuição para a linguagem musical também é das mais primorosas.”.

A toda essa imensa religiosidade e cultura cabem respeito, reconhecimento e valorização. Um culto nunca deve ser banalizado ou transformado em modismo apenas para satisfazer a caprichos e tendências.

Ser de candomblé é reencontrar-se e reequilibrar-se com nossa própria natureza sagrada, para (re) aprender a compreender o mundo e as pessoas à nossa volta, renascendo através de ritos iniciáticos. E isso não é passageiro, é um compromisso para toda a vida.


Alexandre Magno da Gloria é Candomblecista, Iniciado para o Òrìsà Ògún, Graduando em Engenharia Ambiental da Universidade Cidade de São Paulo. Entusiasta do dialogo inter-religioso, atualmente, integra o projeto Mobilização. Possui conhecimentos básicos do Idioma Yorùbá. É membro do Fórum Permanente de Religiões de Matriz Africana da cidade de São Paulo, vinculado a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. Compõem o conselho editorial da Revista Senso.

 
Fonte: Ilê Axé Dajô Obá Ogodô e Rede De Jovens De Matriz Africana E Terreiros Do Rn 

Ontem, a noite foi de muita troca de saberes entre as religiões na Escola Municipal Claudino Leal - na Cidade Tabajara - Olinda, Pernambuco!


Ontem, a noite foi de muita troca de saberes entre as religiões. A Escola Municipal Claudino Leal, localizada na Cidade Tabajara, promoveu um encontro inter-religioso entre o espiritismo kardecista, catolicismo romano, evangélico anglicano, a Jurema Sagrada, a umbanda e o candomblé, com os alunos e alunas, numa perspectiva de aula coletiva sobre o respeito à diversidade religiosa.

Foi rico e proveitoso este ato, especificamente no Mês da Consciência Negra. Pudemos fazer boas falas e contribuir na formação de todas todos.

Obrigado irmão Reverendo Daniel Barbosa, pelo convite. Parabénsprofessor e irmão no axé Ricardo Brissant pelo acolhimento e atenção. Este agradecimento se estende aos demais professores e professoras que participaram da ação.

Salve a fumaça!











Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins