31 dezembro 2011

Iemanjá Areia Branca R/N 30/12/2011



A Yaloeixá Francisca Edwirgens de Yansã convida  todos á partir das 16:00Hs deste sábado dia 31/12/2011 para participar da entrega da panela da Mãe Iemanjá, que sairá do tradicional terreiro de santa bárbara, que fica localizado a rua: mestre Silvério barreto n° 782 bairro são joão que vai ate a praia de baixa grande para agradecer a mãe Iemanjá por todas as bênçãos.

Muito axé para todos

29 dezembro 2011

Professora umbandista sofre intolerância religiosa em escola pública

Maria Cristina Marques
Esta é uma notícia daquelas que me fazem ferver o sangue.
Uma professora de escola pública, umbandista, foi proibida de lecionar sobre a África aos seus alunos. Por quê? Por que a diretora, evangélica, e os pais de alunos evangélicos acham ruim que ela tenha dado uma aula sobre um livro de umbandismo.
Maria Cristina Marques, professora de Literatura Brasileira da Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé – RJ, tentou lecionar sobre o livro “Lendas de Exú”, de Adilson Martins — que é uma obra recomendada pelo Ministério da Educação. Diz ela, em notícia-crime ao Ministério Público, que ela teria sido proibida pela diretora da escola, Mery Lice da Silva Oliveira, evangélica da Igreja Batista, de lecionar naquela unidade.
Depois do episódio, ela chegou a ser ameaçada pelas mães de alunos evangélicas a não dar mais aula sobre a África.
“Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.

Maria Cristina Marques, professora, 48 anos
Acho questionável ensinar um livro de umbanda numa sala de aula pública, mas sendo homologado pelo Ministério da Cultura é até aceitável. Não gostei mesmo foi das atitudes dos evangélicos nesse caso.

CCIR protocola projeto para construção do Museu da Umbanda

foto_site

Após mais de dois meses polêmicos por conta da derrubada da casa onde a Umbanda foi fundada, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) protocolou, na manhã de hoje, 03 de novembro, projeto para que a Prefeitura de São Gonçalo possa tombar o terreno, que já foi vendido a um militar, a fim de reconhecer a importância do solo sagrado, e orientar os primeiros passos para a construção do Museu da Umbanda. Representantes umbandistas, católicos, judeus e candomblecistas estiveram no ato para apoiar os seguidores do segmento. Ninguém daquela prefeitura recebeu a CCIR, apenas o coordenador de Comunicação orientou o grupo sobre o local que deveriam se dirigir para finalizar os trâmites.

Reconhecimento

Para Marilena Mattos, vice-presidente do Movimento Umbanda do Amanhã (MUDA), a criação do museu é essencial para a história das religiões. “É importantíssimo ter um local em que todos possam conhecer a história da Umbanda, que disponibilizem biblioteca, sala multimídia e que, enfim, a religião seja respeitada e difundida”, disse.
Segundo o interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, era realmente necessário protocolar o documento e aguardar por um parecer da prefeita, Aparecida Panisset. “Ninguém vai deixar de fazer o museu por omissão ou por falta de projeto. Nesta proposta, busca-se que a casa onde Zélio Fernandino de Moraes deu início aos cultos seja reconhecida como um lugar sagrado e que todos possam saber mais sobre a Umbanda”, comentou o sacerdote do Candomblé, que estranhou Panisset não receber a Comissão. “Esta semana, ela estava num programa de rádio e foi questionada sobre a proposta. Também perguntaram se ela receberia os religiosos, e ela respondeu que não sabia como estava sua agenda. Um assunto tão importante deve ser tratado de forma clara e com muita conversa”, declarou.


Judeus e católicos parceiros

Diane Kuperman, diretora de Diálogo Inter-religioso da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj), apoiou os umbandistas e explicou. “Nossa religião preserva a memória. Desta forma, concordamos que todos os segmentos devem ser resguardados. Este museu é importantíssimo para os fiéis da Umbanda”.
Padre Gegê, da paróquia Santa Bernadete, declarou que a construção compõe a própria História do Brasil. “Faz parte da vida de cada brasileiro. A Umbanda é uma religião deste País, e é preciso manter essa chama acesa para que mostremos o respeito ao próximo e não se apague parte de nosso passado”, opinou.
A CCIR estudará a possibilidade de fazer ato simbólico em 14 de novembro no município. A intenção é chamar atenção um dia antes à comemoração do nascimento da religião com uma lavagem das escadarias da Prefeitura organizada por seguidores da Umbanda.

UMBANDA DO BRASIL

A noventa e nove anos surgia no plano astral a Umbanda no Brasil. 

O grande responsável por esta façanha é o médium Zélio Fernandino de Moraes, que na época contava com dezessete anos, que manifestou com o Caboclo da Sete Encruzilhadas e foi anunciado uma nova religião chamada Umbanda. Perguntaram ao Caboclo: o que é a Umbanda? O Caboclo respondeu: "a Umbanda é a manifestação do espírito para caridade". Este fato histórico aconteceu em Neves bairro da cidade de Niterói - RJ situado à rua Floriano Peixoto, nº 30. 
Então surgiu no Brasil a única religião consagrada pelo povo espírita, que até hoje conta com mais de cinco milhões de adeptos. 
Participe você também desta corrente, fazendo a nossa tão querida Umbanda crescer, crescer e cada vez mais, crescer!

27 dezembro 2011

Misturada de nascença

Misturada de nascença
Quando surgiu no Rio ao final do século 19, "a religião brasileira" já misturava teologias. Do candomblé (versão brasileira de crenças africanas) ela manteve o sincretismo religioso, os paralelos entre deuses africanos e santos católicos. Para completar, adotou rituais indígenas já presentes em muitos terreiros e explicou tudo com o espiritismo de Allan Kardec, recém-importado da França. Dessa junção afro-católico-tupi-espírita nasceu a umbanda. Para muitos, a data de nascimento é 15 de novembro de 1908, quando o médium Zélio Fernandino de Morais teria incorporado o Caboclo Sete Encruzilhadas pela primeira vez. Rejeitado pelos espíritas, que o viram como hospedeiro de uma entidade inferior, Zélio fundou a primeira casa de umbanda.

A capacidade de absorver elementos como um mata-borrão resulta em um panteão que parece, sem a menor sombra de brincadeira, o bar do primeiro filme "Guerra nas Estrelas": seres de toda a galáxia religiosa em singular comunhão espiritual. É óbvio que um credo de tamanha expansão não prescinde de Jesus. Cristo é Oxalá, filho de Obatalá, o criador, e se destaca nos altares. Junto dele estão os orixás, quase sempre na imagem de santos católicos, e as entidades, espíritos que se manifestam nas giras (principal diferença para o candomblé, no qual quem desce à Terra são os orixás).

24 dezembro 2011

toque do Nosso Pai Oxalá

Neste dia 23/12/2011 foi realizado o toque do Nosso Pai Oxalá na Casa de Umbanda Pai José de Aruanda na cidade de Areia Branca/RN, mantendo a tradição do saudoso Pai de Santo José Jaime 

Veja algumas fotos







 Muito Axé pra todos

A Casa De Umbanda Pai José de Aruanda deixa sua mensagem ao Blog Mariano de Xangó

FELIZ NATAL
Pra vocês, Amigos,
Que fizeram do sol seu guia,
De cada manhã um lindo dia
De cada noite uma canção!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que fizeram da Estrela D`alva
Seus caminhos:
Deram comida aos passarinhos
E repartiram com o homem seu pão!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que tiveram um gesto amigo:
Um papo, um alento e deram abrigo
E estenderam suas mãos!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que fizeram da dor a esperança;
Que fizeram sorrir uma criança
E que amaram de coração!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que viveram a pobreza a fundo
Nas manjedouras do mundo
E não deixaram o tempo ir em vão!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que são amigos, e pra vocês,
que ao inimigo presentearam com
Seu perdão!

FELIZ NATAL
Pra vocês, Muito Axé Axé Axé
Pra vocês, Amigos que são Gente!

Mensagem de Natal

 
A todos os amigos e frequentadores do BLOG MARIANO DE XANGÓ, nós, dirigentes e componentes da corrente da Sexta-feira na casa de umbanda pai José de Aruanda, desejamos, a todos um FELIZ NATAL, cheio de luz e paz, que o nascimento do nosso PAI OXALÁ, se faça presente no coração de cada um de nos, florescendo em amor, saúde e felicidade.
Desejamos também que o ano que se inicia, seja repleto de realizações, e que as pedras que aparecerem pelo caminho sejam facilmente contornadas, uma vez que tenhamos sempre muita fé no coração, e nos guias, e principalmente, na nossa UMBANDA, acreditando que nós somos capazes de realizar nossos sonhos e conquistas. Felicidades.
 
Mariano de Xangô 
Muito Axé para todos!!!
 

23 dezembro 2011

UMBANDA ( RESPEITO SIM - TOLERÂNCIA NÃO )


A RBU é a primeira Rede Brasileira de Umbanda, e tem como propósito unir os Umbandistas e mudar a imagem que a sociedade possui da Umbanda.

A RBU não tem Presidente, chefe ou algum comando central, e não aceita qualquer tipo de estrutura hierárquica autoritária; toda a força de rede está justamente na união de seus integrantes.
A RBU entende que a força do Movimento Umbandista são os Umbandistas, são aquelas pessoas que estão nos Templos de Umbanda espalhados pelos vários municípios de nosso País.
A RBU é uma iniciativa do Núcleo de Estudos Espirituais Mata Verde - Templo de Umbanda ( www.mataverde.org ).
Venha participar desta grande rede.
Junte-se a nós.

Oxalá criou o mundo e tudo que existe nele-(Oxalá = Jesus Cristo)


Oxalá
No começo, o mundo era todo pantanoso e cheio d`água, um lugar inóspido,sem nenhuma serventia. Acima dele havia o Céu,onde viviam Olorum e todos os Orixás,que às vezes desciam para brincar nos Pântanos insalubres. Desciam por teias de aranhas penduradas no vazio.
Ainda não havia terra firme, nem homem existia. Um dia Olorum chamou à sua presença Oxalá, o Grande Orixá. Disse-lhe que queria criar terra firme lá em baixo e pediu-lhe que realizasse tal tarefa.
Para a missão,deu-lhe uma concha marinha com terra, uma pomba e uma galinha com pés de cinco dedos.
Oxalá desceu só no pântano e depositou a terra da concha.Sobre terra pôs a pomba e a galinha e ambas começaram a ciscar.
Foram assim espalhando a terra que viera na concha até que terra firme se formou por toda parte.
Oxalá voltou a Olorum e relatou-lhe o sucedido.
Olorum enviou um camaleão para inspecionar a obra de Oxalá e ele não pôde andar sobre o solo que ainda não era firme.
O camaleão voltou dizendo que a Terra era ampla , mas ainda não suficientemente seca.
Numa segunda viagem o camaleão trouxe a notícia de que a Terra era ampla e suficientemente sólida, podendo-se agora viver em sua superfície.
O lugar mais tarde foi chamado Ifé,que quer dizer ampla morada.
Depois Olorum mandou Oxalá de volta a Terra para plantar árvores e dar alimentos e riquezas ao homem. E veio a chuva para regar as árvores.
Foi assim que tudo começou. Foi ali, em Ifé,durante uma semana de quatro dias, que Oxalá criou o mundo e tudo que existe nele. 


22 dezembro 2011

Um Feliz Natal Para Todos Meus Irmãos de Fé


O que é o Natal? Uma festa cristã? Um momento de troca de presentes que movimenta o comércio?
No Natal sentimos essa vontade sincera de nos perdoarmos, de perdoarmos a todos que nos magoaram. Lá dentro de nosso ser vibra uma freqüência de Luz intensa que nos impele a sermos mais sentimentais, saudosos do que já se foram e dos que não podem estar conosco. Mesmo sem querer nossos sentimentos mais puros de amor, união, solidariedade, perdão... pulsam dentro de nós. Alguns tentam fugir dizendo que não suportam a ‘hipocrisia’ do Natal, mas mesmos esses sentem e sabem que o momento é sublime, apenas se ressentem demais para poder se entregar a ele de peito aberto. Outros se rendem a essa vibração Luminosa e se entregam a ela e a vivem em toda sua intensidade, vendo renascer em suas vidas a esperança, a união, o afeto, o Amor. É Nosso Sagrado Pai Oxalá a derramar sobre cada um de nós seus eflúvios de Amor Incondicional.
Que nesse Natal possamos nos entregar a essa Luz e possamos acima de tudo perdoar a tudo e a todos! Que possamos amar e simplesmente estar juntos! Que possamos fazer com que esse planeta vibre a Luz Cristalina de Pai Oxalá, certos de que o maior presente que podemos proporcionar a nossos amigos e familiares é o nosso Amor!

Desejo a todos os meus Irmãos de Fé, Amor e de Luz que tenham um Natal pleno de Amor e que a Luz Divina se faça presente em toda sua plenitude em seus corações!! Desejo Muito Axé para todos!!!


  

20 dezembro 2011

Vereador evangélico doa seu carro para construção do Museu da Umbanda


Em audiência pública realizada na noite de ontem, 09 de dezembro, na Câmara Municipal de São Gonçalo, o vereador Amarildo Aguiar (PV) doou seu carro no valor de R$ 85 mil para a construção do Museu da Umbanda. Evangélico, o parlamentar fez o anúncio em plenário lotado de fiéis da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), ansiosos pela resolução do tombamento do solo sagrado onde Zélio Fernandino de Moraes - que também foi vereador daquela Casa nos anos de 1970 - anunciou a Umbanda, em 1908. Aguiar fez o manifesto após uma série de reclamações da mesa diretora por não ser recebida pela prefeita, Aparecida Panisset, e ressaltar que a CCIR tem buscado o diálogo desde o início da derrubada do imóvel. Nenhum outro vereador compareceu ao encontro.
“Estamos aqui em nome da Comissão. Desde que toda esta história começou, buscamos o diálogo, pois não demonizamos e nem excluímos qualquer pessoa. Mas não podemos obrigar a prefeita a nos receber. Estamos nesta audiência pública porque, por algum motivo, o vereador Amarildo sentiu-se sensível à causa. Em nome da Comissão, quero, desde já, agradecer e ratificar que não haverá desistência em relação ao tombamento do lugar onde a Umbanda nasceu”, disse o interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, babalawo Ivanir dos Santos, que compôs a mesa junto ao vereador, à fundadora da CCIR, Fátima Damas, senhora Márcia D´Oxum e ao presidente da União Espiritualista de Umbanda do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Novo.
“Se a Prefeitura de São Gonçalo não resolver o problema do Museu da Umbanda, quero, diante de todos, colocar meu carro quitado no valor de R$ 85 mil para ajudar a construir o espaço, que para os brasileiros é muito importante”, declarou Amarildo, que foi aclamado.
“Proponho que se faça uma rifa a fim de mobilizar todos. É importante que se faça, também, uma comissão com pessoas responsáveis para convencer o proprietário do local a desapropriar o imóvel. O ato de doação deste carro é muito mais simbólico que material. O vereador segue a mesma religião da prefeita. No entanto, ele nos recebeu desde o início, preocupou-se com o caso e marcou esta audiência hoje. Isso mostra que quem quer faz. Por que ela não fez?”, questionou o babalawo.
Casa derrubada por interferência da Prefeitura
Em meio a tantas falas, o vice-presidente da Associação de Moradores de Neves - bairro onde localiza-se o imóvel -, Sidnei Valle declarou ter conversado sobre a importância do local com o novo dono do terreno e que o proprietário prometera pensar no que fazer para não prejudicar os religiosos. Contudo, com uma ligação de alguém da Prefeitura, resolveu derrubar. “O dono da casa disse ser kardecista e me prometeu que conversaria com a filha para tentar, pelo menos, preservar a frente da casa, já que a importância religiosa era grande. Quando vi que tinham derrubado, o questionei. Ele disse que houve interferência da Prefeitura de São Gonçalo e não quis se estender sobre o caso”.
A fundadora da CCIR e presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (Ceub), Fátima Damas, fez um alerta aos que assistiam à sessão. “Por volta de 1930, a Umbanda era perseguida pela polícia. Hoje, somos perseguidos por neopentecostais que querem impor uma ditadura religiosa no País. Aquela casa é minha vida, minha fé. Em épocas de eleições, esses políticos invadem nossos terreiros, nossas casas de santo para pedir votos. Chegou a hora de olharmos por quem olha por nós. Não votem em pessoas que não querem saber de vocês. Peço ao senhor Amarildo que lute pela desapropriação daquele lugar”.
O interlocutor da Comissão finalizou a audiência lembrando que o encontro era para mobilizar o Legislativo e lamentou a ausência de outros vereadores. “Ninguém não ousaria não tombar uma sinagoga, templo católico ou evangélico. O que acontece em São Gonçalo é muito estranho, porque até mesmo o Miguel Moraes, que é um parlamentar engajado na questão racial e sabe que o racismo é base para esta intolerância, não está aqui. Está preocupado em ser vice na chapa. Mas conseguiremos, através do Amarildo, mostrar a força de nossa união”.
O vereador prometeu também, no encontro, criar título legislativo com o nome de Zélio de Moraes e propor Projeto de Lei para garantir a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa no município gonçalense.
Ao fim, todos cantaram uma oração a Oxalá e o Hino da Umbanda, além de um louvor cristão.
audiencia-publica-vereador-01
Em audiência pública realizada na noite de ontem, 09 de dezembro, na Câmara Municipal de São Gonçalo, o vereador Amarildo Aguiar (PV) doou seu carro no valor de R$ 85 mil para a construção do Museu da Umbanda. Evangélico, o parlamentar fez o anúncio em plenário lotado de fiéis da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), ansiosos pela resolução do tombamento do solo sagrado onde Zélio Fernandino de Moraes - que também foi vereador daquela Casa nos anos de 1970 - anunciou a Umbanda, em 1908. Aguiar fez o manifesto após uma série de reclamações da mesa diretora por não ser recebida pela prefeita, Aparecida Panisset, e ressaltar que a CCIR tem buscado o diálogo desde o início da derrubada do imóvel. Nenhum outro vereador compareceu ao encontro.
“Estamos aqui em nome da Comissão. Desde que toda esta história começou, buscamos o diálogo, pois não demonizamos e nem excluímos qualquer pessoa. Mas não podemos obrigar a prefeita a nos receber. Estamos nesta audiência pública porque, por algum motivo, o vereador Amarildo sentiu-se sensível à causa. Em nome da Comissão, quero, desde já, agradecer e ratificar que não haverá desistência em relação ao tombamento do lugar onde a Umbanda nasceu”, disse o interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, babalawo Ivanir dos Santos, que compôs a mesa junto ao vereador, à fundadora da CCIR, Fátima Damas, senhora Márcia D´Oxum e ao presidente da União Espiritualista de Umbanda do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Novo.
“Se a Prefeitura de São Gonçalo não resolver o problema do Museu da Umbanda, quero, diante de todos, colocar meu carro quitado no valor de R$ 85 mil para ajudar a construir o espaço, que para os brasileiros é muito importante”, declarou Amarildo, que foi aclamado.
“Proponho que se faça uma rifa a fim de mobilizar todos. É importante que se faça, também, uma comissão com pessoas responsáveis para convencer o proprietário do local a desapropriar o imóvel. O ato de doação deste carro é muito mais simbólico que material. O vereador segue a mesma religião da prefeita. No entanto, ele nos recebeu desde o início, preocupou-se com o caso e marcou esta audiência hoje. Isso mostra que quem quer faz. Por que ela não fez?”, questionou o babalawo.

Casa derrubada por interferência da Prefeitura

audiencia-publica-vereador-02
Em meio a tantas falas, o vice-presidente da Associação de Moradores de Neves - bairro onde localiza-se o imóvel -, Sidnei Valle declarou ter conversado sobre a importância do local com o novo dono do terreno e que o proprietário prometera pensar no que fazer para não prejudicar os religiosos. Contudo, com uma ligação de alguém da Prefeitura, resolveu derrubar. “O dono da casa disse ser kardecista e me prometeu que conversaria com a filha para tentar, pelo menos, preservar a frente da casa, já que a importância religiosa era grande. Quando vi que tinham derrubado, o questionei. Ele disse que houve interferência da Prefeitura de São Gonçalo e não quis se estender sobre o caso”.
A fundadora da CCIR e presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (Ceub), Fátima Damas, fez um alerta aos que assistiam à sessão. “Por volta de 1930, a Umbanda era perseguida pela polícia. Hoje, somos perseguidos por neopentecostais que querem impor uma ditadura religiosa no País. Aquela casa é minha vida, minha fé. Em épocas de eleições, esses políticos invadem nossos terreiros, nossas casas de santo para pedir votos. Chegou a hora de olharmos por quem olha por nós. Não votem em pessoas que não querem saber de vocês. Peço ao senhor Amarildo que lute pela desapropriação daquele lugar”.
O interlocutor da Comissão finalizou a audiência lembrando que o encontro era para mobilizar o Legislativo e lamentou a ausência de outros vereadores. “Ninguém não ousaria não tombar uma sinagoga, templo católico ou evangélico. O que acontece em São Gonçalo é muito estranho, porque até mesmo o Miguel Moraes, que é um parlamentar engajado na questão racial e sabe que o racismo é base para esta intolerância, não está aqui. Está preocupado em ser vice na chapa. Mas conseguiremos, através do Amarildo, mostrar a força de nossa união”.
O vereador prometeu também, no encontro, criar título legislativo com o nome de Zélio de Moraes e propor Projeto de Lei para garantir a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa no município gonçalense.
Ao fim, todos cantaram uma oração a Oxalá e o Hino da Umbanda, além de um louvor cristão.

FESTA DE IYEMANJÁ 2011 em Areia Branca R/N



Areia Branca/RN, prepara-se para mais uma festa em louvor a grande MÃE Iemanjá. 
 O ILÉ ASÉ DAJO ÍYA OMÍ SABÁ preparou uma rica programação sócio/religiosa.

PROGRAMAÇÃO SOCIAL
28 e 29/12/2011 - Encontro que homenageia as mulheres do Brasil e de Religião de Matriz Africana com o Tema: A Saúde da Mulher.

PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA
30/12/2011 
06:00h - Batismo para os filhos da Casa
19:30h - Siré Campal (Culto aos Orixá)

31/12/2011
16:00h - Cortejo (procissão) pelas Ruas e Avenidas com entrega do presente à Iyemanjá no Rio Ivipanim.
Obs.: Saída do ILÉ ASÉ DAJO ÍYA OMÍ SABÁ (Rua: Duque de Caxias, nº 362 - Centro - Areia Branca/RN)

Agradecer o blog http://axedovale.blogspot.com/  pela a informação 

17 dezembro 2011

Famílias atendidas Voluntários do Barracão de Pai José sobem o morro para fazer a caridade

Além de doações, um ombro amigo.


Voluntários do Barracão de Pai José, sobem o morro para fazer a caridade e conhecem de perto a realidade de famílias muito carentes.

Tão importante quanto doar alimentos, brinquedos e roupas para as pessoas mais carentes é ouvir seus problemas, fazer um contato para conhecer suas necessidades de perto e acima de tudo doar um pouco de carinho, tempo e atenção.

 
Mãe Silmara com Dona Aparecida e suas netas Bruna e Juliana, “são poucos que vem até aqui nos ouvir”..
Quem nos deu este exemplo de dedicação e entrega foi o pessoal do centro jundiaiense de Umbanda “O Barracão de Pai José de Aruanda”, através do trabalho da Vice-presidente da entidade Silmara Falasco, que juntamente com associados da casa, literalmente subiu o morro do Jardim São Camilo para conhecer de perto as famílias assistidas pela Associação dos Moradores da Fernão Dias Paes Leme, entidade que atende os necessitados da região da Vila Aparecida e Jardim São Camilo, presidida por Adilson Aparecido Ferreira Dias.
Silmara, que buscou a região mais carente do bairro, explicou que o objetivo é conhecer os problemas do dia-a-dia destas famílias e tentar amenizá-los não só na época de festas e sim durante todo o ano. “É impressionante a garra e a coragem que estes pais de família precisam ter para conseguirem subsistir nas condições precárias em que vivem, seria muito interessante que mais e mais entidades, religiosas ou não, que possuem fins filantrópicos, viessem conhecer esta realidade de perto”. Comenta Silmara, que não esconde o cansaço, pois muitas casas só se têm acesso a pé e subindo ladeiras íngremes, que poucos da cidade estão acostumados.

O trabalho foi realizado durante dois dias, onde foram entregues alimentos (cerca de 300 kg) panetones e brinquedos especialmente seleciona-dos para as crianças destas famílias, de acordo com a idade de cada uma. “A gente se emocionava, os pais das famílias choravam, acho que os únicos que riam a toa eram as crianças” brinca Ariane Ibiapino, uma das voluntárias.

 
Subidas muito íngremes eram o
único modo de acesso as casas mais simples.

Dona Maria de 60 anos cria seis netos, dois deles são gêmeos, assim como Dona Aparecida que cuida da Bruna e da Juliana e nos declarou emocionada que foram poucas as vezes que alguém se propôs a fazer esse trabalho com ela. Outra assistida, Leonilda, vive em uma casa de madeira, mas sonha em reformá-la com alguns tijolos ganhados, agradeceu emocionada a visita e convidou: “quando a casa estiver bonita vocês voltam para conhecer”.


Dona Maria e seus netos recebendo os brinquedos e alimentos.

 
Mas o pessoal do centro garantiu que estarão de volta sim, com a casa reformada ou não, segundo Jacy Campos, uma das voluntárias do Barracão, a maior lição aprendida nesta empreitada foi que a esperança nunca morre e o que move esta gente guerreira a continuar lutando é exatamente seus sonhos.

Esta ação faz parte da distribuição dos mais de 800 brinquedos novos arrecadados pelos filhos de santo do Barracão, que também conseguiu 300 kg de alimentos não perecíveis, 200 panetones e mais de 1000 brindes.
Além destas famílias visitadas pessoalmente (num total de 16 casas) também foram entregues brinquedos em creches e na festa anual do bairro, realizada pela Associação dos Moradores da Fernão Dias Paes Leme.

SCIESP e OAB doam brinquedos ao Barracão.

Evento do SCIESP e da OAB de Jundiaí rende importante doação para a campanha de Natal do Barracão de Pai José.

O ciclo de palestras “1ª Semana Jurídica na Área Imobiliária em Jundiaí”, realizado pela agência regional do Sciesp em Jundiaí (Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo), com o apoio da 33a. Subsecção da OAB através de seu presidente Dr. Alexandre Barros Castro, rendeu importante quantidade de brinquedos novos que foram doados para a tradicional campanha de Natal do centro umbandista O Barracão de Pai José de Aruanda, entidade que atende famílias carentes cadastradas da região do Jardim São Camilo, onde graças a esta doação, estas famílias terão presentes para comemorar o Natal com suas crianças.

 
Da esquerda para a Direita: Jorge Cerqueira - diretor municipal do Sciesp, Silmara Falasco - vice-presidente do Barracão de Pai José, Dra. Simone Piccolo Avallone - comissão de Cidadania e Ação Social da 33ª Subsecção da OAB, e Dr. Alexandre Barros Castro - presidente da 33ª Subsecção da OAB

“Atendemos a estas famílias com cestas básicas durante o ano todo, e nesta época sempre tentamos incluir brinquedos nestas cestas, o que não é nada fácil, por isso estamos muito agradecidos aos organizadores do evento, em especial ao Diretor da SCIESP Jorge Cerqueira, ao Dr Alexandre Barros e a Dra Simone Avallone da OAB” comenta Silmara Falasco, vice-presidente do Barracão de Pai José. 

O evento que aconteceu na semana de 07 a 11 de novembro, contou com os palestrantes Dr. Edgar de Jesus, (tema da palestra: Tribunal de Arbitragem), Dr. Orlando Bortolai Junior, (tema da palestra: Cautela na Compra e Venda de Imóveis), Dr. João Carlos José Martinelli, (tema da palestra: A Locação Perante a Nova Lei de Falências), Dr. Luiz Carlos Branco, (tema da palestra: O Contrato de Corretagem e o Novo Código Civil), e Dr. Benedito Ferraz, (tema da palestra: Como Realizar Transações Imobiliárias com Segurança).

Além do alto nível das palestras despertar grande interesse por parte dos profissionais jundiaienses do setor, a 1ª Semana Jurídica teve entrada franca mediante a doação de um brinquedo novo, o que viabilizou a ação social e garantiu o grande sucesso de público em todos os cinco dias do evento.

15 dezembro 2011

OBALUAIÊ/OMOLU NA UMBANDA - 17 DE DEZEMBRO - DIA DE SÃO LÁZARO


Orixá da transição para a vida astral. Orixá de transformação energética. Senhor dos segredos da vida e da morte. Mestre das Almas. Atua no condicionamento físico e espiritual, na cura das doenças do corpo e da alma.

Não raro, discriminado em muitos terreiros de umbanda, Omolu é cultuado na umbanda como o orixá residente no cemitério que é o responsável pela triagem dos mortos.
Normalmente quando um médium ou filho-de-santo o incorpora no terreiro, tem sua cabeça coberta por um pano da costa em sinal de tradição e respeito, pois o orixá geralmente nunca mostra o rosto em razão de suas feridas, algo que é explicado pela sua mitologia.
Os exus que atuam no cemitério lhes devem obediência. A falange mais conhecida é a dos Caveiras, empregados diretos do orixá.
Anteriormente muito temido, atualmente Omolu é reverenciado em muitos terreiros de umbanda como um orixá extremamente importante, possuindo vários filhos-de-santo, que normalmente são de caráter fechado, aparentando emocionalmente mais idade.
Em alguns ritos, e em especial no candomble, Omulu (ou Omolu) costuma ser confundido ou "mixado" com Obaluaiê. Entretanto, ao menos para a Umbanda, trata-se de dois orixas distintos.
Obaluaiê, geralmente associado a São Lázaro, é o Orixá "médico" com poder sobre todas as doenças e, embora seus domínios sagrados sejam no cemitério (ou Calunga pequena), estes encontram-se acíma do nível da terra.
Já Omulu ou Omolu, é o Orixá responsável por guiar e auxiliar as pessoas na passagem de seu desencarne (morte) e pode ser associado a figura mítiga do barqueiro ou do homem com a foice. Apesar de seus domínios, a exemplo de Obaluaiê, também se encontrarem no interior dos cemitérios, Omulu, ou Omolu, reina do nível da terra para baixo, onde encontram-se, efetivamente os corpos sepultados.

14 dezembro 2011

JUREMA

Considerada a mais popular e poderosa ritualística de Encantaria brasileira o ritual da Jurema (hoje bastante miscigenada devido aos fatores já explicados), é no nordeste, tão popular quanto o frevo e o samba no Rio de Janeiro.
Jurema (Acacia Nigra), é a árvore sagrada dos indígenas brasileiros há milênios. Nela concentram-se todos os valores fitoterápicos e místicos de um ritual que de uma certa forma, influenciou todos os demais no Brasil inteiro. Dezenas de encantados e mestres espirituais do ritual da Jurema povoam as “Casas de Nação” (candomblés) os quais não podem negar-lhes “espaço”. A Jurema por ser um ritual totalmente brasileiro é o único que se equipara aos seus congêneres africanos por ter sua própria Raiz e Origem. A raiz, é a árvore com suas folhas, casca a raízes – A origem é Monan, deus supremo dos Tupis,Caetés, Tabajaras, Potiguás, Tapuias, Pataxós e outras nações indígenas. Seus protetores eram (até a chegada do branco), Tupan, Yara, Caapora, Curupira, Boiúna, Mo Boiátatá, Jaguá, Rudá, Carcará e outros mais. Eram de tribos diferentes, mas cultuavam os mesmos deuses aos pés da mesma árvore: JUREMA.
Com a miscigenação entre os indígenas e o branco e entre indígenas e o negro miscigenaram-se também, suas culturas, seus arquétipos, seus usos e costumes. Com o aparecimento “caboclo” (mestiço), apareceram também os encantados resultados desta mestiçagem. O ritual da Jurema, vulgarmente chamado de “Catimbó”, devido ao uso de cachimbos durante a prática, é cercado de preparos e cuidados especiais respeitanto-se prioritariamente a ancestralidade de cada um ou da própria raiz em torno da qual realiza-se a prática. Esta por sua vez, obedece à vínculos locatícios chamados de “cidades da jurema”, cada uma com seu nome. O ritual tanto pode ser feito sobre uma mesa com pode ser feito no chão. As forma são distintas, com objetivos as vezes diferentes.
Os ingredientes e apetrechos usados nos rituais de Jurema são os seguintes:
Cachimbos confeccionados à mão de diferentes troncos de árvores Fumos feitos com folhas de tabaco misturadas com folhas de diferentes árvores (dependendo da intenção do “trabalho”) Maracá (chocalho indígena) para invocar os mestres encantados Pequenos troncos de Jurema sobre os quais acende-se velas (dependendo do número de “Cidades” as quais serão invocadas – (preferencialmente 4 cidades) Sineta de metal nobre para invocação dos Mestres - (no passado era com caxixi) 2 ou mais copos altos e largos com água Toalha vermelha ou branca se for na mesa e vermelha se for no chão.

ALHANDRA, a Cidade Sagrada

A cidade sagrada da Jurema é ALHANDRA na Paraíba, entre João Pessoa e Recife. Este é o MARCO ZERO da Jurema no Brasil e também, centro de romarias de milhares de pessoas anualmente. Dentro de Alhandra estão outras três outras cidades sagradas conhecidas por Acais, Tapuiú e Estiva. Lá também estão os túmulos de vários mestres famosos no Brasil inteiro. Maria do Acais, Damiana Guimarães e Zezinho do Acais, fizeram a fama desta cidade que contém a Jurema de Cangaruçu por todos respeitada neste Brasil. Nenhum mestre da Jurema deve o pode ser tratado como se fosse um Egun ou Exu!
Mestres famosos da Jurema:

Mestra Maria do Acaís (Maria Gonçalves de Barros)
Mestre José Pilintra (José de Aguiar dos Anjos)
Mestre Major do Dia
Mestre Cabeleira (Dom José do Vale)
Mestre Zezinho do Acais
Mestre Cangaruçu
Princesa de Leusa
Mestra Maria Elisiara
Mestra Joana Pé de Chita (Joana Malhada)
Mestra Damiana Guimarães
Mestre Emanoel Maior do Pé da Serra (Emanoel Cavalcante de Albuquerque)
Mestre Manoel Cadete
Mestre Marechal Campo Alegre
Mestre Arcoverde
Mestre Tertuliano
Mestre Malunguinho
Mestra Piorra
Mestre Carlos Velho (José Carlos Gonçalves de Barros)
Mestra Maria Solomona
Mestra Judith do Barracão
Mestra Maria Padilha
Mestre Antônio Macieira
Rei Eron
Mestre Cesário
Mestra Jardecilia ou Zefa de Tiíno
Mestre Tandá
Mestra Izabel
Mestre Zé Quati
Mestre Casteliano Gonçalves
Mestra Fortunata do Pina (Baiana do Pina)
Mestre Nêgo do Pão
Mestra Maria Magra
Mestre Candinho

13 dezembro 2011

Religiosos de Inhoaíba vão pedir o tombamento da imagem de ex-escrava.


Religiosos depositam oferendas no local durante o ano inteiro Foto: Thiago Lontra




Os sinais do tempo já estão presentes por todo o corpo. Consomem, com mais intensidade, as mãos e até as roupas, bem sujas e empoeiradas. Ainda assim ela resiste em uma espécie de cativeiro, que a protege contra um outro tipo de escravidão, a da intolerância.

É dessa forma, trancada em uma casinha branca na Praça Adolfo Lemos, em Inhoaíba, que sobrevive parte da história do bairro, representada na imagem da escrava Tia Maria do Sul de Minas. Outra parte está na escultura em bronze de Tio Quincas, o escravo mais antigo de lá, que está entre os 40 monumentos com revitalização prevista pela prefeitura até o fim do ano.

Segundo a Secretaria municipal de Conservação, a casa de Tia Maria não pertence ao órgão. Mesmo assim, receberá pintura.

— Se não fosse eu a ajeitar essa casa, a prefeitura é que não faria isso. A imagem faz parte da praça e também deve ser conservada — esbraveja a mãe de santo Lenir Rosa de Souza, de 60 anos, a mãe Rose, que é a atual guardiã da praça conhecida no bairro como Praça de Preto-Velho.

Há dez anos, é ela a dona da chave do portão de ferro da casa que abriga a imagem de Tia Maria, a escrava cultuada pelos umbandistas como os pretos-velhos, os espíritos de escravos que incorporam na Umbanda. O mesmo acontece com a imagem de Tio Quincas.

Só que a dele, segundo a secretaria de Conservação, passa o ano nos porões da Administração Regional de Campo Grande e só visita a praça no dia 13 de maio, o dia da Abolição dos Escravos, quando os pretos-velhos são festejados. Os umbandistas dizem que isso previne a intolerância.

— Recebi a chave de um morador que tomava conta da casa e hoje é cristão. Por isso sei que a imagem do Tio Quincas é uma réplica, pois a original foi roubada. Até a de Tia Maria já sofreu com uma maluca que cismou de chutar as obrigações depositadas ali. Vou pedir proteção, o tombamento — diz mãe Rose, sobre a conversa que quer ter com a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR).

Segundo o presidente da comissão, babalaô Ivanir dos Santos, o tombamento da imagem só pode ser feito, quando alguém fizer o pedido primeiro ao órgão, o que será feito em breve.

Gratidão ao preto-velho na Praça Adolfo Lemos
A imagem em bronze do escravo Joaquim Manuel da Silva, o Tio Quincas ou Paizinho Preto, foi inaugurada no dia 13 de maio de 1958 pelo escultor Miguel Pastor, que queria homenageá-lo por sua popularidade no local. Já a de Tia Maria ainda é um mistério.

A prefeitura diz que os moradores a puseram ali. Já Mãe Rose acredita que ela também foi esculpida por Miguel Pastor. Só que para homenagear as mulheres, pois Tia Maria, segundo ela, era ama de leite do filho do senhor de engenho da fazendo do bairro.
— Miguel Pastor era espírita. Por isso desenhou o ponto de um preto-velho com pedras portuguesas na praça. Já Tio Quincas não gostava de espiritismo.
Ela emenda:
— Já vi uma mulher cair de joelhos, aos prantos, em frente à imagem, para agradecer pelo desfecho feliz do sequestro da filha — conta Rose.

A Praça Adolfo Lemos foi inaugurada no dia 13 de maio de 1958 com a escultura de Tio Quincas, que nasceu em 1854 e morreu com 109 anos. Segundo a secretaria de Conservação, ele participou do evento.
— Além do morador que me deu a chave, um pai de santo que me via fazendo cultos na praça me levou à subprefeitura e, desde então, passei a cuidar dela.

Até porque foi um pedido que um preto-velho me fez — diz Rose.
A data e os monumentos coincidiram com a fé dos umbandistas. Mãe Darci de Oxumarê diz que tem festa nessa data todo ano.

— Os terreiros vêm à praça louvar — conta.
O obelisco de Tio Quincas também recebe oferendas nesse dia.

FONTE- EXTRA.GLOBO

Oração a Pai Xangó

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O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins