30 junho 2014

Xire ao Orixá Xangó na CASA ILÉ ASE DAJÒ ÍYÀ OMÍ SÀBÁ Areia Branca 28-06-14

Que fica localizada na rua Duque de caxias centro, na cidade de Areia Branca RN/ que tem a frente o Babalorixá Noamã Pinheiro e sua Mãe Yalorixá Maria de Pinheiro (Maria de Iemanjá) ela e a matriarca de casa e uma das mais velha Juremira da nossa cidade mulher de muita ciência, que teve a presença do Babalorixá Melquisedec C. Rocha (Melquisedec de Xangó).

A Casa de Umbanda Pai José de Aruanda si fez presente para prestigiar o nosso pai Xangó 







 

Babalorixá Melquisedec C. Rocha (Melquisedec de Xangó).



Felipe de Oxossé 
Cacilda de Xangó

Babalorixá Noamã Pinheiro
Babalorixá Noamã Pinheiro





 Ogãs de muito axé
  Ogãs de muito axé
Babalorixá Noamã Pinheiro
Yalorixá Maria de Pinheiro (Maria de Iemanjá)
Babalorixá Melquisedec C. Rocha (Melquisedec de Xangó) e Yalorixá Maria de Pinheiro (Maria de Iemanjá)

28 junho 2014

TRF manda Google tirar vídeos de intolerância religiosa do AR

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF 2) determinou que o Google Brasil retire 15 vídeos do YouTube que disseminam preconceito, intolerância e discriminação contra religiões de matriz africana. A empresa tem até 72 horas, a partir da notificação do oficial de Justiça, para retirar o conteúdo do ar. Caso a determinação seja descumprida, o Google terá que pagar multa diária de R$ 50 mil.

Na ação civil pública, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC/RJ) alegou que a Constituição brasileira garante a obrigação de o Estado respeitar as liberdades (religiosa, de expressão, etc) e de zelar para que sejam respeitadas pelos cidadãos. A decisão também se baseou no direito internacional e “encontra limites na dignidade da pessoa humana de todos os indivíduos do grupo afetado por manifestações de teor discriminatório e destinadas a incitar o ódio e até a violência”.

Para a PRDC/RJ, “a imediata exclusão dos vídeos da internet restaura a dignidade de tratamento” que, com a veiculação do material, foi negada às religiões de matrizes africanas. Para o TRF 2, “a veiculação de vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio, da discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes africanas não corresponde ao legítimo exercício do direito à liberdade de expressão”.

Na liminar, o desembargador federal Reis Friede alega que “a liberdade de expressão não pode constituir (e, de fato, não constitui) autorização irrestrita para ofender, injuriar, denegrir, difamar e/ou caluniar outrem”. “Vale dizer, liberdade de expressão não pode se traduzir em desrespeito às diferentes manifestações dessa mesma liberdade, sendo correto dizer que a liberdade de expressão encontra limites no próprio exercício de outros direitos fundamentais”, acrescentou.

Para Friede, o direito de praticar livremente uma religião não inclui a liberdade para expor indivíduos de outras religiões a ofensas. “O reconhecimento da liberdade religiosa decerto que contribui para prevenir tensões sociais, na medida em que, por ela, o pluralismo se instala e se neutralizam rancores e desavenças decorrentes do veto oficial a crenças quaisquer.”

Armazenamento

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) entrou com um recurso para o Tribunal ordene que o Google armazene informações sobre data, hora, local e número do IP (Internet Protocol) dos usuários responsáveis pela divulgação dos vídeos. O pedido acompanha o que foi estabelecido pelo Marco Civil da Internet, que começou a valer nessa segunda-feira, 23. O objetivo é usar esse material em ações futuras para responsabilizar as pessoas que divulgaram o conteúdo com cunho de intolerância religiosa. [Da Agência Estado]
fonte: http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2014/06/27/trf-manda-google-tirar-videos-de-

Visite RBU - Rede Brasileira de Umbanda em: http://www.rbu.com.br/?xg_source=mg_mes_network


intolerancia-religiosa-ar/

25 junho 2014

Governo brasileiro cria canal 138 para receber denúncias contra racismo Data: 24/06/2014

‘Disque Racismo’ deverá ser efetivado nos próximos meses e funcionará em todo País por meio do número 138

Anúncio foi feito sexta-feira (20), em entrevista coletiva no Centro Aberto de Mídia João Saldanha (CAM), no Rio de Janeiro

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros, anunciou sexta-feira (20), em entrevista coletiva no Centro Aberto de Mídia João Saldanha (CAM), no Rio de Janeiro, a criação de um novo canal para recebimento e encaminhamento de denúncias sobre o crime de racismo.

O Disque Igualdade Racial ou Disque Racismo, deverá ser efetivado nos próximos meses e funcionará em todo país por meio do número 138. “O enfrentamento ao racismo e seus efeitos na vida das pessoas passou a fazer parte da agenda governamental a partir de 2003, quando foi criada a SEPPIR. Desde então, temos desenvolvido um conjunto de iniciativas, de agendas que se traduzem em planos e programas para segmentos da população negra no Brasil”, disse a ministra.

“Dentro do governo já existia a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, que acolhe da parte da sociedade denúncias de discriminação que são encaminhadas para os poderes de justiça, para que eles deem seguimento a essas denúncias. Para agilizar essas denúncias é que criamos o Disque Igualdade Racial, por meio do número 138. Neste canal, o Estado brasileiro dará uma resposta e uma distribuição mais ágil para a justiça”, completou ela. A ouvidoria já recebeu, desde 2011, 1.545 denúncias de racismo.

A criação do Disque Racismo é mais uma ofensiva do governo brasileiro, que foi pioneiro no mundo na ideia de criar uma Secretaria no primeiro escalão da administração federal, com status de Ministério, para tratar do assunto. Por ter sido o primeiro governo do mundo a institucionalizar a discussão de políticas de igualdade racial, o Brasil é referência internacional na área.
Nos últimos meses, a SEPPIR tem mantido contato com entidades ligadas ao futebol, aos árbitros e às torcidas organizadas para prevenir e conscientizar sobre o racismo, difundindo que tal prática é considerada crime imprescritível e inafiançável no País, com pena prevista de 1 a 5 anos de prisão e multa pela Lei 7.716/89.

Na coletiva, a ministra acompanhou o ex-árbitro de futebol Márcio Chagas da Silva, que foi vítima de racismo no início de março passado, quando apitava um jogo do campeonato gaúcho, em Porto Alegre. “Sofri muito com os xingamentos durante partidas, tive o carro depredado com pontapés na porta e bananas jogadas. Não fui só eu, também sofreram colegas em campo, como os jogadores Tinga, Arouca e Daniel Alves”, afirmou Márcio.

“Quase desisti do futebol em 5 de março, mas estava de cabeça quente. Conversei com minha família e resolvi ir até o fim daquele campeonato. Continuo no futebol, mas como comentarista esportivo. As pessoas se transformam quando a bola rola”, disse o ex-árbitro, que se aposentou recentemente. "Trazer à tona essas ocorrências é fazer com que as pessoas saibam o quanto é forte o racismo no futebol”, completou.

No Brasil, o futebol é reconhecido por toda a sociedade como lugar de excelência. A diversidade racial tem sido elemento determinante da excelência no futebol. Mas, a exemplo do futebol, o país pode fazer da diversidade racial um fator de excelência em todas as áreas da vida social. Para Luiza Bairros, a Copa no Brasil é uma oportunidade - "O Brasil está num lugar privilegiado para protagonizar esta campanha contra o racismo, também no futebol. São exemplos fortes e que nos colocam numa posição política confortável para propor que esta Copa seja a copa contra o racismo”.

O entendimento de autoridades do setor é que o racismo ainda presente no futebol é um reflexo das manifestações de discriminação que afetam a população negra - 50,7% dos brasileiros são negros ou pardos. "Só quem é negro sabe como machuca e como dói ser vítima de discriminação racial. Como se sente violado e violentado. Só quem passa por isso sabe o que é”, concluiu Márcio Chagas.

Em 2010, o Congresso Nacional aprovou o Estatuto da Igualdade Racial e nos últimos anos aprovou também leis que criam cotas para negros em universidades federais, nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e no serviço público. “Queremos que a discriminação não mais atue”, finalizou Luiza Bairros.

A Lei de Cotas nas universidades federais, instituída em 2012, ampliou a presença da população negra no ensino superior gratuito do país. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, o número de vagas reservadas para negros, pardos e indígenas subiu 225% entre 2012 e 2014: eram 13.392 vagas separadas para esse grupo naquele ano, e agora são 43.613 vagas reservadas. Para a ministra, “estamos pautando processos de mudança no Brasil. E este amadurecimento pode ocorrer também na Copa do Mundo”.

Coordenação de Comunicação da SEPPIR

24 junho 2014

24 - São João Batista - Louvação a Xangô


 XANGÔ, que foi a Primeira divindade iorubana a chegar ao Brasil com os escravos. É o Orixá da justiça. Conta a história que ele teria sido o Rei Oyo da Nigéria, após ter destronado seu próprio irmão.

Filho de Oxalá com Iemanjá, XANGÔ simboliza a iniciativa, o articulador e a justiça humana. Virilidade e paixão também são representados por este Orixá.

- Animais: Tartaruga e carneiro.

- Bebida: Cerveja preta

- Cor: Marrom

- Comemoração: 30 de setembro

- Dia da semana: Quarta-Feira

- Ervas: Erva de São João

- Flores: Cravos vermelhos e brancos

- Metal: Estanho

- Pedras: Pirita e jaspe

- Planeta: Júpiter

- Essência: Cravo

- Quizilas: Doenças e caranguejo

- Saudação: Kao cabecile

- Símbolo: Machado

- Sincretismo: Moisés, Santo Antonio, São Jerônimo, São Pedro, São Paulo e João Batista

- Pontos da natureza: Pedreira

- Lenda: Xangô lutava com inimigos que torturavam e matavam seus soldados. Ali, ele subiu em uma pedra e pediu ajuda a Orumila. Com seu machado duplo, começou a bater na pedra, brotando faíscas para matar seus inimigos. Portanto, o raio de Xangô matava todos os inimigos.

Quem significa a saudação kao kabecile
É uma expressão em nagô que significa "venham saudar o rei". 
Essa expressão é usada quando o Orixá Xangô vem em Terra, pois reza a lenda que ele foi um importante rei de Oyó, o qual governou de maneira muito justa, por isso sendo hoje o orixá responsável pelo trono da justiça divina.

22 junho 2014

Rio terá espaço oficial para religiões afro-brasileiras


O Rio deve ganhar o primeiro espaço oficial destinado à prática das religiões afro-brasileiras e com preocupação ambiental. Será no Avenida Edson Passos, no Alto da Boa Vista, dentro do Parque Nacional da Tijuca, uma área bastante usada por umbandistas e candomblecistas para a colocação de oferendas em culto aos orixás. Eles sofrem críticas porque os trabalhos podem poluir a floresta e provocar incêndios.

O projeto executivo do Espaço Sagrado da Curva do S ainda está sendo desenvolvido e, por isso, os custos não foram mensurados. Mas na quinta-feira, 10, o secretário Carlos Portinho participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio e, diante de diversos representantes de grupos religiosos, garantiu o andamento do projeto.

Portinho não sabe precisar quando seria a inauguração, pois o Fundo da Mata Atlântica, que reúne recursos de compensações ambientais depositados por empresas e que iria bancar a construção, ainda terá de aprová-lo. Os religiosos estavam apreensivos porque o secretário anterior, Índio da Costa, do qual Portinho era sub, titubeou, por pressão de parlamentares evangélicos. “O Índio me disse que iria suspender o projeto porque dois deputados evangélicos de seu partido não entendiam como dinheiro público podia ser usado para fazer um ‘macumbódromo’”, relatou o deputado Carlos Minc, antecessor na pasta e criador do projeto. Foi Minc, na condição de presidente da comissão da Alerj de combate às discriminações e preconceitos de cor, raça e etnia e procedência nacional, quem convocou a audiência. Ele está elaborando um projeto de lei que prevê a implantação de outros espaços sagrados em parques do Rio.

“Eu expliquei ao secretário que ‘macumbódromo’ é um termo pejorativo que só reforça o estigma, e que o dinheiro não é público, e sim oriundo de compensações ambientais. A ideia é dar liberdade, conforto e segurança às pessoas e proteger a floresta. Não é um gueto. Esse espaço consta do plano de manejo do parque há 14 anos.” “Foi criada uma polêmica como se fôssemos cancelar o projeto, mas isso não aconteceu. Qualquer projeto de viés ambiental, seja de que grupo for, é de interesse da secretaria”, assegura Portinho. A ideia é que o espaço sirva a dois propósitos: o enfrentamento da intolerância religiosa e a conservação da Mata Atlântica.

Pela maquete baseada na proposta inicial, a área teria por volta de dez mil metros quadrados e estruturas ao redor das árvores e margens dos rios, para que os rituais não poluam a área, além de coletores de resíduos religiosos. Os frequentadores serão orientados a usar materiais biodegradáveis nas oferendas, como folhas de bananeira e cuias de coco no lugar dos recipientes de barro, vidro e louça, a não abandonar alimentos na mata e a não acender velas, que podem dar início a queimadas. Uma sinalização especial mostrará recantos indicados para cada orixá, conforme sua relação com os quatro elementos da natureza.

“Esse espaço pode virar referência no Brasil. O fundamentalismo religioso e ecológico não compreende essa cultura, que vive da harmonia com a natureza. O mato, as folhas, as águas, as árvores, tudo isso é sagrado para nós, muito antes de a ecologia falar disso. Tem religião que usa cachoeira para batismos e ninguém fala nada”, esclarece o babalaô Ivanir dos Santos.

“Tem muita sujeira, sim, gente que vai nas lojas e deixa trabalhos na floresta sem entender o que está fazendo. Colocam vidros deperfume, garrafas, alimentos que provocam doenças”, diz Graça Nascimento, coordenadora do Movimento Inter-religioso do Rio. “Os orixás querem água limpa, ambiente saudável. As casas de umbanda e candomblé trabalham o cuidado com a natureza há muitos anos.”

Por: Claudio Alessandro Lino+
Tag: Destaque, Minha fé, Portal de Umbanda,Umbanda

19 junho 2014

14 junho 2014

Desembargador manda suspender vídeos ofensivos a religiões africanas

Em maio, representantes de umbanda e candomblé fizeram um ato em frente à Alerj para protestar contra postura de juiz - Luiz Ackermann

Decisão foi anunciada no início da noite desta sexta-feira por autores da ação na justiça
POR O GLOBO
13/06/2014 18:44 / ATUALIZADO 13/06/2014 21:21

RIO - A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e a Associação Nacional de Mídia Afro (ANMA) informaram, no início da noite desta sexta-feira, que o desembargador Roy Reis Friede, da 2ª Região do Tribunal Regional Federal, decidiu, em caráter liminar, pela retirada do ar de 16 vídeos ofensivos às religiões de matriz africana. O alvo da decisão é o Google, que tem, segundo a sentença, 72 horas para suspender a veiculação do material. Nos vídeos, que foram questionados pelas lideranças da umbanda e do candomblé no Rio, às religiões afro são atribuídos atos de bruxaria e satanismo. A decisão tem caráter liminar, ou seja, a ela ainda cabe nova sentença pois o mérito não foi analisado. Pela liminar concedida por Reis Friede, o Google terá que pagar multa de R$ 50 mil se descumprir a decisão judicial.

Em nota divulgada à imprensa, o presidente da ANMA, Márcio de Jagun, e o interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, comemoraram a decisão e disseram acreditar “que a atitude representa um avanço para todo o mundo, e que servirá de exemplo para todas as sociedades”. Os dois órgãos irão realizar, na próxima segunda-feira, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, um encontro para chamara atenção da sociedade e pressionar para que a decisão final, que terá que voltar à primeira instância, mantenha a liminar de Reis Friede.

- Esta é uma vitória do Brasil. As religiões de matriz africana fazem parte da cultura do povo brasileiro, independente de crenças. Essa semente do fascismo não pode dar frutos em uma nação como o Brasil - afirmou Ivanir dos Santos.

Já o presidente da ANMA elogiou as bases da decisão tomada pelo desembargador, mas ponderou que a avaliação do mérito do pedido de retirada do material do ar só será concluída com a palavra final do juiz. No caso, a decisão do desembargador deverá ser submetida primeiro a um grupo de outros desembargadores e, depois, o caso volta para as mãos do juiz Eugênio Rosa de Araújo, titular da 17ª Vara Federal. É o mesmo que, ao receber o pedido de retirada dos vídeos do ar, em ação movida ainda no início do ano, não somente negou a solicitação como também emitiu, em sua sentença, a opinião de que candomblé e umbanda não seriam religiões, pois, segundo ele, não têm a figura central de um Deus e também não possuem um livro em que se basear.

Márcio de Jagun destacou que a Constituição Federal foi uma das bases para a liminar concedida pelo desembargador:

- O relator fundamentou sua decisão na Constituição Federal, assim como nos princípios internacionais que estabelecem os chamados Direitos Humanos.

Na sentença, Reis Friede afirmou que “a liberdade de expressão (no caso das pessoas que aparecem nos vídeos difamando as religiões de matriz afro) não pode jamais constituir autorização irrestrita para ofender, injuriar, denegrir, difamar e/ou caluniar outrem.”


11 junho 2014

Um grupo de pais e mães de santo visitou o Congresso Nacional


Um grupo de pais e mães de santo visitou o Congresso Nacional nesta terça-feira pedindo que sejam respeitados os direitos constitucionais de praticantes das religiões de matriz africana. 
Os religiosos encontraram-se com parlamentares da Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro e divulgaram um documento em que pedem apoio dos defensores dos direitos humanos.



Fotos: Silvia Gomide

Integrantes da Umbanda e do Candomblé protestam em Brasília contra decisão judicial que negou pedido de retirada de vídeos com mensagem de intolerância religiosa do YouTube

Religiosos/as do Candomblé e da Umbanda ocupam Brasília hoje para exigir respeito e tratamento digno às religiões de matriz africana. Vindos de várias regiões do País, o grupo denuncia a sistemática violação do direito de crença e liberdade das minorias religiosas.
A mobilização foi motivada pelo repúdio à decisão do juiz titular da 17.ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Eugênio Rosa de Araújo, que negou o pedido de retirada de vídeos do YouTube com mensagens de intolerância contra religiões afro-brasileiras. Um dos vários episódios recentes trouxe à tona a discussão sobre o direito à liberdade de expressão.
Ao negar pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que fossem excluídos vídeos que ostensivamente atacavam as religiões de matriz africana e ofendiam seus praticantes, o juiz usou como argumento o direito à liberdade de expressão: “Tendo sido afirmado que tais vídeos são de mau gosto, como ficou expressamente assentado na decisão recorrida, porém refletem exercício regular da referida liberdade [de expressão]”, afirmou o texto da decisão publicado em 28 de abril.
Ponderar entre dois direitos fundamentais não é tarefa das mais fáceis, pois eles não são hierarquizáveis a priori. No caso em questão, contrapunham-se o direito ao livre culto religioso e o que garante a liberdade de expressão, ambos fundamentais e assegurados no Art. 5.º da Constituição. O juiz optou pelo segundo em detrimento do direito ao culto para justificar uma posição claramente racista. O que me faz questionar: esses direitos são mesmos inconciliáveis? O que a primazia de um sobre o outro revela?
A liberdade de expressão é um direito assegurado em inúmeros tratados internacionais, entre eles a Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948), a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (OEA, 1969) e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (ONU, 1966), dos quais o Brasil é signatário. O direito à liberdade de expressão aparece nesses documentos como um direito negativo, ou seja, ele não é provido pelo Estado, mas deve ser garantido por este.
No fundamento dessas ordenações está a premissa de que a garantia dessa liberdade deve favorecer os mais fracos, ou seja, garantir as vozes dissonantes, a multiplicidade de pensamentos, independentemente do establishment e das forças que operam o Estado. No caso em questão, os praticantes das religiões é que tiveram a liberdade de expressão negada. Vale ressaltar, inclusive, que a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público teve como base uma representação feita pela Associação Nacional de Mídia Afro.
Ocorre que, no Brasil, tal premissa tem sido diariamente desvirtuada para garantir justamente o contrário, a saber, o domínio pela ordem do discurso. Em outras palavras, são justamente os conglomerados de mídia, dentre os quais os formados pelas igrejas evangélicas aqui mencionadas, que mais têm se utilizado do direito à liberdade de expressão para garantir seus próprios interesses e para garantir a manutenção de sua própria ordem.
Na defesa do direito dos ofendidos, dos atacados e dos aniquilados (sim, porque pessoas são assassinadas ou culturalmente massacradas em consequência de discursos), vale jogar luz sobre o fato de que a liberdade de expressão não é um direito absoluto a ser garantido em detrimento dos demais direitos.
Os mesmos instrumentos internacionais citados acima também dizem que os países signatários devem normatizar a proibição da propaganda em favor da guerra; e a apologia do ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitamento à discriminação, à hostilidade ou à violência – o chamado discurso de ódio. O caso Rachel Sheherazade talvez seja o mais emblemático para exemplificar como esse discurso tem sido artificialmente confundido com a liberdade de expressão.
Diante dessas questões, fica claro que os países devem encontrar soluções normativas para assegurar a liberdade de expressão, mas também para evitar que ela infrinja outros direitos. O Pacto Internacional enumera, inclusive, passos para realizar a restrição à liberdade de expressão nesses casos. Em geral, trabalha-se a partir da velha “máxima” que diz: “o direito de um termina quando começa o direito do outro” -- que parece ter sido esquecida por aqui.
Por fim, vale lembrar que países como os Estados Unidos da América (EUA), a França e a Inglaterra possuem, para além de normativas de contenção do discurso de ódio, órgãos reguladores e diretivas específicas voltadas ao monitoramento desse tipo de violação dos direitos humanos nos meios de comunicação eletrônica de massa, inclusive a radiodifusão (rádio e TV). No Brasil, esse debate ocorre de forma enviesada, sendo erroneamente tachado como censura. Isso quando não é sumariamente interditado.
O mundo (ou pelo menos a parte que compõe o sistema das Organizações das Nações Unidas) construiu, nas últimas décadas, um entendimento comum sobre a necessidade de se conter o discurso de ódio. Desde os horrores do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial, por exemplo, foram criadas políticas de contenção do discurso contra cidadãos de ascendência judaica, em especial nos países onde houve maior migração desse grupo étnico, caso dos EUA.
A decisão, além de débil do ponto de vista jurídico, também é abjeta do ponto de vista cultural. Isso porque contribui para o reforço à estigmatização das religiões de matriz africana (e daí vale lembrar que o mesmo juiz, no texto inicial da decisão, havia colocado que tais manifestações não deveriam ser consideradas como religiões) e de seus praticantes, colocando, mais uma vez, a população negra, seus costumes e suas crenças, como algo do não humano e do não cultural, como se o “outro”, o “estranho” ou o “exótico” fôssemos nós – 51% da população desse país!

* Ana Cláudia Mielke é jornalista e integrante da Coordenação Executiva do Intervozes

09 junho 2014

♔-O Ilê Axé Dajô Obá Ogodô



♔-O Ilê Axé Dajô Obá Ogodô convida a todos para os festejos do Orixá Xangô, sábado a partir das 10h com oficinas sobre saúde da mulher, direitos trabalhistas, logo mais teremos o almoço e após o almoço seguimos a programação com oficinas de percussão e dança afro com a Nação Zamberacatu e o Pau e Lata com o Cortejo do Afoxé Estrela da Manhã, teremos também apresentação da MV cia de Dança do Mestre Vitor CDO. E depois de um dia intenso de atividades, as 18hs começamos a parte religiosa com o Xirê Xangô. Durante todo dia estará funcionando a nossa feira preta de economia solidária.


Sejam todos Bem Vindos!!!

Babá Obá Walê 
Melqui d´Xangô

Quem significa a saudação kao kabecile

É uma expressão em nagô que significa "venham saudar o rei". 
Essa expressão é usada quando o Orixá Xangô vem em Terra, pois reza a lenda que ele foi um importante rei de Oyó, o qual governou de maneira muito justa, por isso sendo hoje o orixá responsável pelo trono da justiça divina.

Xangô - Kaô Cabecilê

10 Procissão à Xangô. Tudo muito lindo, bem feito e valioso para todos nós umbandistas.






Muito Axé pra todos

Quem significa a saudação kao kabecile
É uma expressão em nagô que significa "venham saudar o rei". Essa expressão é usada quando o Orixá Xangô vem em Terra

06 junho 2014

A Mãe de Santo atual da Casa de Umbanda Pai José de Aruanda e Káthia Cruz (Mãe Kathia de Oxalá)

                                                       
Sacerdotisa Káthia Cruz 

queremos apresentar a toda a sociedade areia-branquense a nova zeladora da Casa Pai José de Aruanda, a professora Káthia Cillenne Cruz, brasileira, casada, pedagoga, domiciliada e residente nesta cidade á Rua Natal, Bairro Nordeste. Funcionária pública municipal, com 25 anos de experiência profissional, leciona o ensino fundamental menor. Já participou de vários cursos de formação contínua para melhorar suas estratégias como educadora, fez cursos de artes, reciclagem de jornal e também ministrou um curso de reciclagem de jornal. É casada com o também professor Francisco das Chagas Freitas e filha do professor e babalorixá Antonio Cruz e da modista Maria do Socorro Noberto. No ano de 1990, Káthia, foi á casa de cultos Pai José de Aruanda com intuito de fazer um tratamento espiritual e encontrou a resposta através do babalorixá José Jaime que viu por meio do oráculo que existiam determinadas energias negativas girando em torno da sua assistida, fazendo a dispersão de tais forças e despertando, assim, a sua espiritualidade. A partir de então ela passou a fazer parte do corpo mediúnico da referida casa e sob a orientação do sacerdote José Jaime, que doravante passou a cuidar da sua cabeça espiritual e lhe mostrar o caminho pelo qual deveria seguir. No inicio do ano de 2010, José Jaime outorgou a Káthia o cargo de mãe pequena (o segundo cargo dentro da hierarquia do terreiro), já a preparando para lhe substituir no futuro. ...E futuro vinha a cavalo e se fez presente, pois com a morte de Zé Jaime, ela assumiu de fato e de direito todo o patrimônio espiritual deixado por ele, depois de passar por rigorosos rituais de preparação, assumiu o referido terreiro, que apesar do luto de um ano, festejou a posse da sucessora e nova sacerdotisa da casa, perante a sociedade espiritualista da cidade de Areia Branca e Mossoró em data de 04 de setembro do corrente ano. Káthia, a vida não é como se quer e acreditamos que se dependesse das nossas vontades a história seria diferente, a gente a tinha escrito com nossas próprias tintas e colorido com nossas cores. Quando perdemos algo material tentamos recuperar, mas perder pessoas é outra coisa, elas não voltam, e é essa partida que nos torna impotentes. O universo é engraçado e macabro, pouco nos dá e muito nos tira, mas sempre há o desafio de está nele. Você ficou na orfandade espiritual quando perdeu seu pai de santo, mas, em contrapartida, ganhou a missão de cuidar de inúmeros filhos de santo (deixados por ele) que hoje lhe tem como mãe; ganhou também a responsabilidade de cuidar de cada um deles, pois são frutos do seu ventre imaterial. Sabemos que amas cada um deles como ama a seus filhos biológicos, com igual teor. Como diz a fábula do Pequeno Príncipe de Exupéry, somos responsáveis pelo que cativamos e a flor que colhemos ainda em botão deseja se abrir e perfumar do mesmo modo que as outras. Você é essa flor e perfumarás ao seu redor. Você é a flor, nascida num campo onde sementes já foram jogadas, mas somente ela conseguiu permanecer. Ainda é uma jovem flor, quase um botão, abrindo-se devagar, curtindo o sabor do orvalho da manhã e o frescor do neblinar da noite. E essa flor nasceu na sua vida, pois na sua alma ela já estava plantada e cultivada há tempos. Desejamos boa sorte nessa sua nova empreitada frente á Casa Pai José de Aruanda. 

Fonte: Noamã Jagun 
http://jornalaxeemnoticia.blogspot.com.br/

Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins