30 janeiro 2014

História de uma pombagira- Guardiã Maria Padilha das Almas



Dona Maria Padilha das almas tem um temperamento bem mais forte e

dominador que as outras entidades da falange Maria Padilha.

As médiuns, que trabalham regularmente com a ela, "coincidentemente"
também costumam ser mulheres extremamente fortes e decididas.

Essa entidade nos passa o poder e o orgulho típico da falange Maria
Padilha.



Muitas vezes, devido à sintonia cármica, suas médiuns passam por muitas
dificuldades em seu primeiro casamento, causando grandes decepções.

Mas devido à força da entidade, dão a volta por cima e conseguem
encontrar o amor, já mais maduras e senhoras de si mesmas.

Dona Maria Padilha das Almas, devido à tramas de intrigas, abandonos
assassinatos e suicídios, que foram recorrentes em muitas de suas
existências, trabalha na linha das almas, ajudando a almas perdidas
a encontrarem o caminho de volta à luz.


Pontos Cantados :

Abre essa cova eu quero vê tremer,

Abre essa cova eu quero ver balancear,

Maria Padilha das Almas,


O cemitério é o seu lugar,

É no buraco que a Padilha mora,
É no buraco que a Padilha vai morar.

QUANDO EU TOCO TAMBOR,
EU SÓ TOCO PRA ELA,
SEU OLHAR É SERENO,
SEU OLHAR ME FASCINA,
ELA VEM GIRANDO NA LINHA DAS ALMAS,
É A MARIA PADILHA!

29 janeiro 2014

UMBANDA E CARIDADE


Dizem por aí que a Umbanda não é caridade! Que é normal se cobrar pelas palavras amigas de um Preto-Velho, pela energia revigorante de um Caboclo, pela pureza de uma Criança ou pela proteção de um Exú. Que devemos cobrar pelo que nos foi dado gratuitamente.
A mediunidade é um dom, mais que um dom, um presente divino. Uma forma de atingir o coração das pessoas mais necessitadas e lhes encher de carinho e segurança.
Afinal, a Umbanda também é amor! Amor pelos encarnados e pelos desencarnados.
Amor por ajudar aos necessitados. Amor pela caridade, pois a Umbanda é acima de tu-
do amor pela caridade!
Desde que foi revelada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, a caridade foi colocada como alicerce da Umbanda. Pois a Umbanda é louvação à Deus. E Deus é amor e caridade. E todas as entidades que estiverem dispostas a trabalhar em prol da humanidade terão seu lugar em um verdadeiro terreiro de Umbanda. Afinal, a Umbanda é serviço prestado ao próximo, é se esquecer do orgulho humano e aprender a ser humilde. Aprender a respeitar o sofrimento alheio como se fosse o nosso próprio sofrimento.
Ser Umbandista é ter sempre o coração aberto ao novo. Pois a Umbanda é filha do preconceito, e na Umbanda não se deve existir discriminação. Somos todos iguais! Em gênero, cor (todos somos da raça humana) e classe social!
Na Umbanda não há distinção entre os encarnados e nem entre os desencarnados. Afinal, somos todos filhos de Deus. E todos merecemos ser tratados com amor e dedicação.
Na Umbanda todos temos o direito de buscar e obter o auxílio necessário para nossa evolução. Pois evoluir é necessário. E não há meio melhor de se evoluir do que coma prática da caridade, do que sendo caridoso. Como diz Pai Pery, “fazer caridade é importante,ser caridoso com o irmão é essencial”. Ser Umbandista é ser caridoso!
Então meus irmãos, não se iludam! Não se deixem enganar por quem diz que devemos pagar para obter auxílio em um terreiro de Umbanda. Não se deixem enganar por quem diz que a Umbanda é uma fábrica de desejos e lhes promete tudo com prazos. Pois a Umbanda, também é merecimento.
Seja caridoso meu irmão, e então serás Umbandista. Umbandista de corpo, alma, mente e coração.
Umbandista a serviço da caridade.

28 janeiro 2014

Pai Bobó de Oyá - descendente do Axé Oxumarê, fundador do Ilê Oyá Mesan Orun (SP), um dos primeiros terreiros de Candomblé baiano em sua expansão para o Sudeste.


Pai Bobó de Oyá - descendente do Axé Oxumarê, fundador do Ilê Oyá Mesan Orun (SP), um dos primeiros terreiros de Candomblé baiano em sua expansão para o Sudeste.

A trajetória de Pai Bobó no Candomblé teve início em 14 de junho de 1.933, quando Yewa de Mãe Cotinha, a primeira mulher a ascender ao trono da Casa de Òsùmárè, informou que ele havia sido escolhido por Yánsàn, para carregar consigo a força dos ventos, elemento primordial desse Òrìsà.
Todavia, era uma época de grande repressão. O Candomblé era perseguido pela polícia e alvejado por outras denominações religiosas e, internamente, o machismo dos Ogans e predominância da figura feminina nos Terreiros da Bahia, cerceava a iniciação de homens Adosu – o caso de Pai Bobó.
A iniciação de José Bispo como Adosu, era fundamental, pois o Òrìsà já havia dito que seria necessário. No entanto, como submetê-lo a todos os processos de iniciação, sem expô-lo aos comentários dos Ogans da época, bem como, aos olhares recriminatórios da soberania feminina?
Yewa de Mae Cotinha sempre muito astuta criou uma estratégia. Durante uma cerimonia interna, Jose Bispo foi apontado como Ogan, era a justificativa para ele entrar no Honkó e fazer suas obrigações. Dessa forma ele foi recolhido, passando por todo o processo de iniciação como um iyawo. No chamado dia do orùko, algo que no Terreiro de Òsùmarè sempre foi restrito, teve na ocasião um número ainda menor de participantes, sendo permitido vislumbrar a saída, somente as pessoas com os cargos mais elevados da Casa. Nascia assim, Oya Gere, Orùko de Pai Bobó, nome que representa o resgate da sua origem e herança africana.
Porém, para que ele não sofresse com a discriminação da época, havia a necessidade de apresentá-lo à comunidade. Assim, José Bispo saiu nos braços de Oya Biyi, Yánsàn de Maria da Encarnação, mãe biológica de Mãe Simplícia de Ògún. Era uma forma de assegurar a determinação do Òrìsà e salvaguardar aquele jovem dos comentários jocosos (além de ser homem iniciado – adosu, filho de um Òrìsà feminino – Ayaba, algo quase inconcebível à época).
Mesmo antes de ser iniciado, Bobó se mostrava uma pessoa extremamente ligada ao Candomblé. Nascido e criado nas redondezas da antiga Mata Escura, atual bairro da Federação, frequentava diversos Terreiros da chamada Linha 15 e estava sempre disposto a aprender. A sua fé era tamanha, que ele não se cansava de repetir: "Quem sou eu para enfrentar o vento? Se é da vontade de Yánsàn, minha vida é dela", relatam os mais antigos da Casa de Òsùmàrè.
A sua dedicação ao Asè e o carinho com a sua casa, rendeu a Pai Bobó o acesso a vários ensinamentos. Era um filho zeloso e estava sempre presente nas obrigações do Terreiro. O ditado foi confirmado. "Um bom filho, com certeza será um bom pai".
Assim, na década de 50, 17 anos após ter sido iniciado, José Bispo dos Santos, saiu de Salvador rumo ao sudeste do País, precisamente ao Rio de Janeiro, vivendo por lá durante sete anos. No Rio, Pai Bobó se destacou como grande sacerdote, estabelecendo fortes laços de amizades com os Babalòrìsàs da região, tais como Joãozinho da Gomeia e Waldomiro Baiano.
Apesar de ter conquistado o respeito no Rio de Janeiro, foi em São Paulo que ele fincou suas raízes e, em 1.957, fundou uma das primeiras Casas de Candomblé do Estado, o Ilé Oya Mésan Orùn.
Foram 33 anos conduzindo o seu Terreiro com grande dedicação, fé e amor, iniciando centenas e centenas de filhos. Pai Bobó ganhou notoriedade sendo respeitado e reverenciado como grande sacerdote do Candomblé em SP, preservando os ensinamentos ora aprendidos em Salvador.
Com efeito, podemos asseverar que José Bispo dos Santos, o querido Pai Bobó, foi um dos grandes responsáveis pela expansão do Candomblé da Bahia para o Brasil. Hoje, seus filhos espalhados por todo o território nacional, reverenciam o seu nome e sua tradição, contribuindo assim, para a perpetuação da sua história.
Em 1.993, Pai Bobó foi levado pelos ventos de sua mãe Yánsàn, retornando para o lugar onde a vida se reinicia. Em verdade, Pai Bobó voltou para os braços de Oya, mas a força, energia e o grande Asè de Oya Gere, continuam vivos, não somente no Terreiro de Òsùmàrè, mas em cada filho desse que foi, um dos maiores sacerdotes da história do Candomblé.
Terreiro de Òsùmàrè
 

26 janeiro 2014

1a. Caminhada Contra a Intolerância Religiosa em Limeira (TUPJAET Avante filhos de fé)

 
Atenção! 
No próximo domingo dia 26 de Janeiro de 2014, estaremos realizando junto com a Escola Legislativa Limeira a 1a. Caminhada Contra a Intolerância Religiosa em Limeira. Saída da Praça Luciano Esteves às 09:00hs. Daqui a pouco divulgaremos o cartaz oficial do evento. Participe você também e vamos juntos vencer a Intolerância!

Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins