26 fevereiro 2016

Na noite de ontem, no Teatro Nair Belo, realizou-se a Cerimônia de Posse do Conselho Municipal de Direitos Humanos.

Pai Evandro Fernandes representando os conselheiros... — em Teatro Nair Belo.


Na noite de ontem, no Teatro Nair Belo, realizou-se a Cerimônia de Posse do Conselho Municipal de Direitos Humanos.
Este é um avanço cristalizado e de indução de políticas públicas, um momento extremamente importante que se abre sob a cidade de Limeira. Parabéns a todos os conselheiros, em especial ao Pai Evandro Fernandes que vem honrando as religiões de Matriz Africana aqui no interior. Vai ter Umbanda nos Conselhos sim! Vai ter fio de contas nos espaços públicos sim! Axé a todos!



















22 fevereiro 2016

O QUE É PEDIR AGÔ?

O QUE É PEDIR AGÔ?

‘É um termo utilizado nas religiões afro-brasileiras e Umbanda, que significa pedir licença ou permissão, em outros momentos este termo traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo. Tudo que realizamos no terreiro tem que ter Agô dos Guias Espirituais da corrente e dos nossos. Quando pedimos Agô, nosso Ori – Eu Interno – autoriza a assistência dos falangeiros, harmonizando-nos dentro da Lei de Pemba e de Xangô, sinalizando ao Astral que aceitamos os ritos e liturgias a serem realizados. Assim devemos ceder a nossa passividade mediúnica, angariando proteção e cobertura espiritual.


Exemplos do uso da palavra Agô:

Agô de Exu,
Caminhos abertos para a realização da bem aventurança e corpo fechado para enfermidades, cortes e demandas.

Agô de todos os Orixás,
Para a saúde, abundância e prosperidade em nossos caminhos.

Agô a todo “povo da banda”; Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Boiadeiros, Ciganos…
Para sempre termos a misericórdia da atuação deles nos trabalhos.

Ogãs - São aqueles que cantam, os responsáveis pela orientação das curimbas (cânticos) e os que tocam atabaques.


OGÃS



São aqueles que cantam, os responsáveis pela orientação das curimbas (cânticos) e os que tocam atabaques.

ATRIBUIÇÕES DO OGÃ

preparar o atabaque;
cuidar do atabaque;
puxar todas as curimbas do terreiro, mediante a orientação do Babalorixá. O Ogã precisa ser feito no santo para saber diferenciar os toques próprios de cada Orixá e falange;
conhecer os pontos da gira mediante a orientação do Babalorixá;
preparar novos Ogãs, ensinando-lhes o uso e o trato dos atabaques.

TIPOS DE OGÃS

A palavra “Ogã” significa originalmente “aquele que bate, toca e canta”. Entretanto, com o passar dos tempos, torna-se cada vez mais difícil achar um Ogã que ao mesmo tempo “bata” corretamente para todas as vibrações e igualmente cante. Então surgiram as denominações:
Ogã de canto – aquele que só emite as curimbas;
Ogã de atabaque – aquele que “bate” em busca das vibrações;
Ogã de caboclo – embora já não seja mais realizada, a preparação do Ogã de caboclo refere-se a uma segurança muito importante para aqueles que, pelo toque dos atabaques, atraem as diversas falanges.

Normalmente, o Ogã não desenvolve sua mediunidade de incorporação, julgando muitos que até não a possua, embora na maioria das vezes tal fato não seja verdadeiro, pois, quando um médium se dedica mais a um tipo de mediunidade, os outros tipos diminuem, não significando que não existam. Assim , batendo e cantando para os Orixás e falanges, o Ogã torna-se um imã importantíssimo. Dessa forma, há necessidade de preparação, não pura e simplesmente como Ogã, que é amplamente realizada, mas sim no tocante ao assentamento do seu guia-chefe.

Todo médium tem um guia, mesmo que não tenha a mediunidade de incorporação desenvolvida e assim, para o Ogã, além da preparação normal, ou seja, o cruzamento para todos os Orixás e falanges, deve haver o assentamento para o seu guia-chefe, que deverá ser identificado pelo Babalorixá ou Ialorixá, o que permitirá maior firmeza ao Ogã, isolando-o de qualquer negatividade.

Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu e Ngomana nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum,Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominaçãoJeje.No Candomblé Jeje os Ogãs são classificados como:

PEJIGAN que é o primeiro Ogã da casa Jeje. O mais velho de todos os Ogãs é geralmente o mais sábio.

RUNTÓ é o segundo, que é o tocador do atabaque Rum.

AXOGUN é um ogã de suma importância no Candomblé, pois é o responsável pela execução sacrificial dos animais votivos, e é um especialista no que faz.

No Candomblé Ketu os Ogãs são classificados como:

ALAGBÊ – O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.

OGÃ GIBONÃ – Zelador da casa de Exu, outro ogã de suma importância, pois seus conhecimentos ajudam na firmeza da casa.

OGÃ APONTADO – Pessoa apontada como possível candidato a Ogã. Equivalente ao Ogã suspenso.

OGÃ SUSPENSO – Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogã, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogãs da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas as obrigações para ser um Ogã.

Há também outros Ogãs como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.

No Candomblé Bantu os Ogãs são classificados como:

Tata NGanga Lumbido – Ogã guardião das chaves da casa.

Kambondos – Ogãs. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba – Ogã responsável pelas folhas.

Tata Kivanda – Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji – Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.Tata Mavambu – Ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher menstrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não menstruar mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).

Xicarangoma – O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos

13 fevereiro 2016

Mãe Menininha do Gantois – Um Símbolo do Matriarcado



122 anos do Nascimento de Mãe Menininha

Falar sobre o matriarcado no Brasil é suscitar um de seus ícones vivenciais, em específico Mãe Menininha do Terreiro do Gantois. Acerca disso, essa que passa a fazer a construção narrativa dessa redação, teve a oportunidade de conviver e assim ouvir muitas histórias sobre a mesma, além de ter o privilégio de ser portadora de uma “genética espiritual”, oriunda das práticas do Candomblé que lá se realiza. Não longe, essa carga espiritual e mesmo de uma cultura emanada da África também simboliza a continuidade de mais seis gerações, que agora pertencem à presença matriarcal que ora tive o presente de receber.
Mãe Menininha nasceu em 10 de fevereiro de 1894, na cidade de Salvador, Bahia. Ela era de origem africana, atestada por sua árvore genealógica originada por Akala (Iyá Maria Júlia da Conceição Nazareth) e Okarinde Francisco Nazareth), negros africanos da cidade de Abeokuta, localizada em terras iorubás do sudoeste nigeriano – onde se cultua Iemonjá. Destes dois africanos nasceu Iyá Pulchéria Maria da Conceição, sucedendo-a a seguir Iyá Maria da Glória Nazareth, mãe carnal de Maria Escolástica da Conceição Nazareth – Mãe Menininha do Gantois – sua herdeira no Axé e a quarta Iyalorixá do Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê (Gantois). A quinta Iyalorixá do Terreiro foi sua filha Iyá Cleuza Millet, sucedida por sua irmã, Iyá Carmem de Oliveira, hoje na importante missão de dirigir o lendário Terreiro do Gantois.
Mãe Menininha foi um referencial de mulher negra que lutou pela sobrevivência de seu povo e ainda teve a sabedoria de criar, em um tempo muito difícil, no qual negros, principalmente homens, estavam à margem do mercado de trabalho, desgastados pelo tempo, pelas lutas e por sua situação racial, já não mais podendo ser o cerne da família. Sob esse aspecto tem-se que:
Ao homem negro, despreparado e marginalizado do processo de industrialização nascente, restam as tarefas sociais mais humilhantes e as marginalizadas. Neste contexto, a mulher negra tomará a si a responsabilidade de manter a unidade familiar, a coesão grupal e preservar as tradições culturais, particularmente as religiosas. Apesar das condições subumanas que a escravidão/”liberdade” legou à população negra, as mulheres negras lograram encontrar maiores opções de sobrevivência do que o homem negro. Elas foram para as cozinhas das patroas brancas, foram para os mercados vender quitutes, desenvolveram todas as estratégias de sobrevivência e assim criaram seus filhos carnais e seus filhos de santo. Abrigaram seus candomblés, adoraram suas divindades, cantaram, dançaram, e cozinharam para elas.¹

Ao lutar pela sobrevivência, Mãe Menininha, acaba por criar uma espécie de sistema de sustentação, a partir de 1922, quando assume a direção do Gantois. A partir da década de 1930, a perseguição aos candomblés vai perdendo força, no entanto, uma Lei de Jogos e Costumes condicionava a realização de rituais à prévia autorização policial, limitando o horário de término dos cultos às 22 horas. Mãe Menininha teve atuação fundamental nas articulações para a derrubada de tais regras inibidoras, demonstrando serem muito antigas as tradições que requeriam dedicação de significativa parcela dos afrodescendentes. Dando seqüência à sua atuação enquanto principal representante da cultura religiosa de berço africano ela foi abrindo as portas do Gantois aos brancos e católicos, postura que, até hoje, é vista com certo estranhamento inclusive por outras Casas de Culto aos Orixás². Assim, esta venerável senhora angariou simpatia de núcleos sociais importantes da sociedade, não só modernizando o Candomblé, como também criando novas possibilidades de preservação e, sobretudo, sustentação das atividades desenvolvidas no Ilê Axé como um todo.
Noutras palavras, para os seus ela foi política quando necessário, para ajudar e proteger a organização de uma Casa e de um sistema dirigido por mulheres.
Isso repercute em muito na atualidade, na qual a figura da mãe, na sociedade, ainda dirige suas vidas e a de suas famílias no exemplo brasileiro. O que ocorria no interno da Casa de Candomblé (terreiro) vinha ao externo, principalmente, porque a representatividade do matriarcado e sua experiência veio a ajustar as formas de sustentar as famílias.
Nessa ordem, o terreiro sempre foi um espaço se resistência, acolhimento, alimentação e sustento; e, mãe Menininha era um pouco de tudo isso. Dizem que ela brincava de construir bonecas em forma de Orixás com folhas de bananeiras e sementes, o que pode pressupor a auto-afirmação de suas origens, mas que resguardava também uma forma de sustentação financeira, já que poderiam ser vendidas, assim como os quitutes das filhas de santo nos tabuleiros das baianas que iam as ruas.
Das memórias vivenciadas por essa narradora, o tabuleiro da baiana, como o de minha avó, ajudou a difundir que o lucro da venda deveria ser prosperado, pois era parte para comprar as mercadorias e parte para o próprio sustento. Reservava-se ainda uma parte, até mesmo como forma de agradecimento, para as celebrações de seus orixás, assim não se dispersando o foco do principal.
Nas histórias, com que houve oportunidade de conviver e ouvir, os mais velhos juntavam uma porcentagem dentro dos mealheiros (espécie de cofre de barro) cada qual para seu Orixá e, quando chegavam as celebrações, aqueles cofrinhos eram quebrados, desta maneira cooperando para a preservação da memória dos costumes.
Dos ensinamentos de sustentação, a individualidade cedia lugar a necessidade de sobrevivência de um coletivo, pois naquele período todos tinham dificuldades, principalmente pela condição de negros, num país que muito tardiamente tinha libertado esse contingente. Nesse aspecto, para manter a casa, que se tornava coletiva, a maioria de mulheres dispunha de sua força humana para solidificar uma idéia de benefício comum. Para isso, algumas costuravam, outras lavavam, engomavam e assim as muitas “Marias do Candomblé” sustentavam e administravam a vida.
A partir de uma frente de formação de base de uma comunidade coletiva, Mãe Menininha teve visão e sensibilidade quando abriu as portas da Casa para a comunicação e relacionamento com o Estado brasileiro e seus representantes. Atraindo para dentro do Candomblé, para o conhecimento dessa cultura, os artistas, intelectuais e pessoas públicas, assim instaurando o gene do etnoturismo, outra forma de sustentação.
O etnoturismo equalizava a busca dos turistas que adoravam ver as celebrações das divindades e com isso começavam a assistir o candomblé, as festas públicas (sem acesso as cerimônias internas, exclusivas de pessoas da Casa). E com isso alguns resolviam ajudar. Daí também decorre o cruzamento e assimilação cultural, pois alguns jovens, pertencentes ao terreiro, ao demonstrarem suas habilidades, acabavam por ser demandados a tocar percussão com grandes artistas viabilizando, assim, oportunidades de trabalho que os favoreciam, afastando-os da marginalidade social. Abriram-se espaços também para que grandes quituteiras viessem a cozinhar paras as festas do Ioiô Oimbô (homem branco), hoje cozinhando para buffet’s.
Mãe Menininha fazia de sua casa um território neutro e próspero. Tanto assim que em sua partida fez com que dois inimigos políticos, da cidade de Salvador, Waldir e Josaphat, mantivessem uma trégua naquele momento em respeito ao amor, conferindo à eminente Senhora um enterro com honrarias de Chefe de Estado.
A matriarca Menininha, sem duvida foi a Grande Mãe em todos o sentidos da palavra, uma grande líder RELIGIOSA e POLÍTICA pois um verdadeiro líder age como ela; nasce para cuidar e dar conta de sua família, mas também acaba por ajudar, de alguma forma, os parentes, dando o exemplo de quem nasceu para educar e transmitir amor a um povo, abdicando de uma vida social.
Como disse Jorge Amado:
Na Bahia existe uma mulher que não possuindo nada, não sendo rica, não tendo nenhum posto, não mandando na política, não sendo cardeal, não sendo revestida de nenhum desses falsos poderes, detém um poder real que provem do povo, provem dela ser uma expressão provavelmente, hoje, a maior do povo baiano.

Mãe Menininha do Gantois, aclamada, cantada e contada em verso e prosa é esta grande Senhora de Oxum, líder espiritual e social de todo um povo sofrido que, arrancado de suas terras, em meio a todo tipo de agressão e transgressão, com sua fé inquebrantável sobreviveu, e mais do que isso, preservou a memória de seus ancestrais e vem, em exemplo de infinita perseverança, louvando seus Orixás. Esta Senhora de Oxum, mãe de todas as crianças do axé, sempre lhes resguardou com seu carinho e afeto, certa de que tal dedicação é apenas um elo da corrente maior, na continuidade da nossa religião.

Há dois provérbios Iorubás que gostaria de citar:
Ó ni òwe na:
Olùwo a, ku Onísègun a r`Orun
Adahunse ko ni gbe le.
Diz o provérbio:
O adivinho morre, o médico é mortal,
O mágico não vive para sempre.³
Obrigado por ter me ensinado a magia de crer que é possível vencer ainda que a luta seja difícil; por me ensinar a compreender os que pensam diferente de nós; por acreditar na magia de ser bom fazendo o bem, e por crer que enquanto houver crença que uma arvore é uma divindade sempre existirá a presença dos ancestrais e orixás. Obrigada por ter feito, ainda que por pouco tempo, parte de minha vida e que eu possa lhe causar o mínimo de orgulho por dar continuidade a seu trabalho, o que já me faria contemplada.

Olorun ni iberu, Olorun énia.
Só há respeito para com Deus se houver respeito pelas pessoas.

Créditos da postagem: Iyá Márcia D’Oxum
Yeye Adunni Ijumu (Iyá Doce Mãe Ijumu)

BIBLIOGRAFIA

1 – CARNEIRO, Sueli; CURY, Cristiane. O Poder Feminino, p. 26.
2 – OLUANDEJI in Homenagem as Mulheres, p.2.
3 – ECHEVERRIA, Regina; NÓBREGA, Cida. Mãe Menininha do Gantois, p. 251, Corrupio e Ediouro, 2006.

O Ministério Público do Paraná quer que as escolas públicas e particulares de Guaraqueçaba ensinem de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

Promotor exige ensino de História Afro-brasileira e Indígena em Guaraqueçaba

Imagem do livro A Arte Guarani-Mbya de Guaraqueçaba, Aldeia Kuaray Guata Porá, de Daniel Conrade

O Ministério Público do Paraná quer que as escolas públicas e particulares de Guaraqueçaba ensinem de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

De acordo com o Jornal dos Bairros, editado em Paranaguá, o promotor de Justiça Rafael Carvalho Polli ajuizou inquérito civil para que as instituições de ensino municipais, estaduais e provadas no Município incluam o estudo na grade curricular como disciplina obrigatória.

De acordo com a Promotoria, é necessário que sejam respeitados e ensinados nas escolas “diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da África e dos africanos e a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil”. Além disso, o MPPR ressalta que o aspecto brasileiro social, cultural, político e econômico, são itens importantes para a formação do Brasil, que devem ser ensinados nas escolas.

Segundo o promotor, o “racismo institucional” pode ser visto na sociedade atual, nos aspectos relacionais vigentes em muitos casos, como algo que demonstra um preconceito muitas vezes inconsciente, demonstrando ignorância e a presença de esteriótipos racistas. A Promotoria afirma que as instituições não podem ficar inertes perante evidências claras de desigualdade racial.

No inquérito civil, o MPPR investiga se a matéria está sendo aplicada nas escolas particulares e públicas de Guaraqueçaba. A decisão pode criar precedentes para outros municípios do litoral. A Secretaria de Educação do município, assim como escolas estaduais e particulares, deverão se posicionar oficialmente em 15 dias sobre a questão.

Com informações do Jornal dos Bairros



03 fevereiro 2016

Eu sou filha de Yabá Yabá é minha mãe A rainha do tesouro Oh doce Yabá no fundo do mar


Eu e minha esposa tivemos na praia para prestar uma pequena oferenda para a rainha do Mar, a nossa Mãe Yemanja, já que aqui na nossa região comemoramos no dia 31 de dezembro, mais foi muito bom esse momento com minha esposa ao lado desse mar lindo de mãe Iemanja.



Vou tomar banho de mar
La na praia da Jurema
Vou pedir pra Yemanjá
Pra me tirar desse dilema
Sarava Yemanjá 
E as falanges do mar
Vou botar no seu presente
Rosa branca e espelhinho
Pó de branco e um pente
Pra ela abrir os meus caminhos





Eu fui na beira da praia 
Pra ver o balanço do mar 
Eu vi um retrato na areia
Me lembrei da sereia
Comecei a chamar
Oh Janaína vem ver 
Oh Janaína vem cá 
Receber suas flores 
Que venho lhe ofertar





Iemanjá é uma orixá muito respeitada e cultuada. Por ser a mãe de quase todos os orixás também tem poderes sobre a fecundidade. É grande protetora dos pescadores e jangadeiros.

Iemanjá é força da natureza que tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto.

Iemanjá é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos,mãe de todas as cabeças humanas.

Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de “sincretismo” encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais “manifestações pagãs” em suas propriedades.

Para quem diz que não existe intolerância religiosa no Brasil, dá uma olhada nesses números! Basta de impunidade! Mais Respeito!


As denúncias no Disque 100 de crimes de Intolerância Religiosa crescem no país.

No último Balanço das Denúncias de Violações de Direitos Humanos, houve um crescimento de 273% nas denúncias de Intolerância Religiosa de 2015 sobre o ano de 2014.

Precisamos continuar lutando por nossos direitos, por nossa liberdade de culto e denunciando toda e qualquer forma de discriminação e intolerância contra as religiões de matriz africana.

Basta de impunidade!

Mais Respeito!

Confira a matéria na página da SEPPIR clicando no link abaixo:

Confira os dados completos do Balanço das Denúncias de Violações de Direitos Humanos clicando no link baixo:

Quem é que já viu a Rainha do Mar? (Praia Do Meio Natal - R/N)

Mais uma linda apresentação da Nação Zambêracatu
Odoyá














Terça dia 02 de fevereiro é dia de Iemanjá, dia de saudar a mãe de todas as orís(cabeças) e dia de Homenagear a nossa eterna Rainha Iracema Albuquerque ou Okum Ayò, o mar de alegria que imperou na Nação Zambêracatu durante três anos consecultivos e nos ensinou sobre amor, alegria e coletividade!!! No mesmo dia as 17h povos de terreiro e de religião de matriz africana se encontrarão na praia para fazer o presente para Iemanjá! Vai ser um momento lindo!!! Venha saudar Iemanjá!!!

Data: 02/02/2016
Hora: 16h
Local: Praia do meio (estátua de Iemanjá)

Créditos dos Registros: Alessandra Loiza Medeiros.


















Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Praia Do Meio Natal - R/N

Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins