28 janeiro 2016

Na tarde do último domingo (10), milhares de pessoas participaram da celebração das Águas de Oxalá no Sítio Histórico de Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR).

Celebração das Águas de Oxalá pede paz entre as religiões
aguas oxala

Na tarde do último domingo (10), milhares de pessoas participaram da celebração das Águas de Oxalá no Sítio Histórico de Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR).

O evento acontece há mais de trinta anos na cidade e, de acordo com a organização do ato religioso, os povos de matriz africana pedem ao orixá que os proteja e que a sociedade tenha mais tolerância com as religiões afrodescendentes.

De acordo com o sacerdote e membro organizador da festa, Alexandre L’omi L’odó, o evento “é um pedido de paz entre as religiões, uma luta contra a intolerância religiosa. Esse pedido, que você vê com tanta força, com tanta gente acontecendo, se torna real porque é a materialização de todos os bons pedidos. Então é muito forte participar dessas águas de oxalá, pois são as águas da vida e são as águas que nos lavam, que nos purificam para um novo ano”, explicou.

Depois da lavagem do adro da Igreja da Sé, o cortejo seguiu por várias ruas de Olinda, levando cada vez um número maior de pessoas que cantavam e dançavam ao som do afoxé. Para a ialorixá Beth de Oxum as Águas de Oxalá é um ato importante por mostrar que o povo de matriz africana ainda é forte.

“A igreja tomou as câmaras federais, o senado, as televisões e as casas das pessoas, mas nós ainda somos muitos e nós ainda somos fortes. Os povos de matriz africana precisam conviver com o direito ao credo, com direito à religiosidade. A gente não pode mais conviver com tanta intolerância, com a TV aberta de nossa casa satanizando o que a gente tem de mais sagrado. Eles querem tirar o orixá da alma brasileira, mas isso eles não conseguem, pois está na essência do nosso povo”, disse.

Acompanhe a nossa reportagem especial nas Águas de Oxalá.

24 janeiro 2016

No ultimo dia 20 de Janeiro de 2016, foi realizado o toque do Sr. Oxosse na Casa de Umbanda Pai José de Araunda!


Orixá da Caça e da Fartura !!!

Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando farpas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes. O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos melhores caçadores
falharam em suas tentativas. Ela foi consultar Ifá para Òsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para ela preparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas), èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios). A mãe de Òsotokànsosó fez então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: "Que o peito da ave receba esta oferenda". Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada pela mãe do caçador, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: "Oxossi! Oxossi!" (caçador do povo). A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje. Oxossi.


































  
  




  


  

  






  

















Muito Axé para todos!

Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

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Ass: Mariano de Xangó
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O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins