30 dezembro 2014

Festa de Iemanjá do Ilê Axé Xangô Ogodô em Jacarapé

Obrigada minha mãe Iemanjá por tantas conquistas e vitórias sob a sua proteção
Odo mi ô
Iyá Ojubonã Ana Julia D'Oxum











9ª edição do Encontro das Mulheres na casa Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá - Areia Branca R/N

9ª edição do Encontro das Mulheres
Tema: “A Mulher Negra e suas múltiplas cores na pintura do quadro da existência”

Data: 29 de dezembro 2014
Horário: 19:00h.
Local: em frente à sede do Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá, situado à Rua Duque de Caxias, nº 362 – Centro – Areia Branca-RNSiré Campal (culto de louvor ao orixá Yemanjá)



 Babalorixá Noamã Pinheiro da casa Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá - Areia Branca R/N

Babalorixá Noamã Pinheiro da casa Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá - Areia Branca R/N


Mesa composta por trés mulheres de fibra, Mãe Nina, Mãe Lucia e Mãe Kathia



O Babalorixá Noamã Pinheiro, Francilina Cruz(Mãe Nina), Mãe Lucia Helena Alves e Mãe Kátia Cruz debateram temas relacionados a mulher negra em encontro social
(Foto: Carlos Júnior)

Grupo cultural EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) apresentou dança africana e envolveu público presente na comemoração
(Foto: Carlos Júnior)

Grupo cultural EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) em momento de dança no encontro da mulher
(Foto: Carlos Júnior) 

Mesa de debate Francilina Cruz(Mãe Nina), Mãe Lucia Helena Alves e Mãe Kátia Cruz debateram temas relacionados a mulher negra em encontro social
(Foto: Carlos Júnior)

A mãe de santo Maria Pinheiro (à dir.) acompanhou o encontro (Foto: Carlos Júnior)

Vitor de Yimanja e Jaime de Xangó da Casa de Umbanda Pai José de Aruanda

Felipe de Oxossi  da casa Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá - Areia Branca R/N


 Trés Ogams de Muito Axé Mariano de Xangó, Bruno de Oxossi e Estêvão 

 Mesa composta por trés mulheres de fibra, Mãe Nina, Mãe Lucia e Mãe Kathia





 Grupo EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) formado pelas casas Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá e Casa de Umbanda Pai José de Aruanda de Areia Branca - R/N

 Grupo EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) formado pelas casas Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá e Casa de Umbanda Pai José de Aruanda de Areia Branca - R/N

 Grupo EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) formado pelas casas Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá e Casa de Umbanda Pai José de Aruanda de Areia Branca - R/N

  Grupo EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) formado pelas casas Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá e Casa de Umbanda Pai José de Aruanda de Areia Branca - R/N
Mariano de Xangó
 Grupo EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) formado pelas casas Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá e Casa de Umbanda Pai José de Aruanda de Areia Branca - R/N

Grupo EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) formado pelas casas Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá e Casa de Umbanda Pai José de Aruanda de Areia Branca - R/N

 Grupo EGBÉ ORÉ T´ASÉ (Amigos do Axé) formado pelas casas Ilé Ase Dajó Ìyá Omí Sàbá e Casa de Umbanda Pai José de Aruanda de Areia Branca - R/N





 matérias distribuindo no encontro  






Mulher negra: nem escrava, nem objeto

Uma das maiores particularidades do racismo brasileiro é o modo como o preconceito se esconde sob a máscara de um país racialmente democrático. Com a justificativa de que o Brasil não enxerga cor e que é composto quase totalmente por pessoas miscigenadas, discursos de ódio são reproduzidos a todo momento. O racismo dos brasileiros está na vida cotidiana, muitas vezes em atitudes sutis e comentários aparentemente inofensivos. Essa realidade cria limites muito palpáveis sobre as possibilidades e oportunidades das pessoas negras, podando as opções de quem podem ser e até onde podem chegar na vida.

Não é por acaso que uma das lutas atuais do movimento feminista negro é pela quebra de estereótipos; por meio dos estereótipos e papéis sociais impostos para as mulheres negras, a questão do racismo acaba empurrada para debaixo do tapete. Onde há discriminação e exclusão, levanta-se uma falsa admiração, que na realidade é objetificação sexual e exotificação da mulher negra. Ou seja, para cobrir o preconceito que vem sendo nutrido e espalhado há séculos, rotula-se a mulher negra com as poucas permissões que lhes são concedidas. Para gerar a consciência antirracista tão necessária, é preciso em primeiro lugar compreender a violência das caricaturas impostas às mulheres negras.

A ESCRAVA:

O estereótipo de mulher trabalhadora e incansável é um dos mais antigos e reforçados, vigorando há centenas de anos e se adaptando às mudanças econômicas e culturais da sociedade. Se séculos atrás a mulher negra era usada e explorada como trabalhadora braçal, supostamente dotada de resistência física infinita, na contemporaneidade esse papel continua sendo intenso, as mulheres negras ainda são exploradas em campos de trabalho escravo, que ainda existem nos dias de hoje. Muitas delas são obrigadas a trabalhar em condições precárias e perigosas em troca de um valor monetário insignificante, estando presente na grande maioria das cozinhas dos lares brasileiros, mas praticamente nunca como grandes chefs da gastronomia e sim como eternas subalternas, que vivem para servir as famílias brancas e ricas.

Não importa se querem sonhar mais alto ou se têm algum problema legítimo, se estão doentes ou passando por um período de luto – algo bastante frequente devido ao genocídio policial contra os homens negros -, as mulheres negras nascem e crescem com poucas alternativas. Para muitas, é difícil alcançar outra coisa além do trabalho doméstico para famílias brancas, geralmente em forma de faxinas pesadas e salários baixíssimos. A mulher negra é a maior trabalhadora de nossa nação, porém não possui seus esforços reconhecidos; ao invés disso, sua dignidade é barganhada com ameaças de demissão e risco de desemprego.

Mesmo na televisão, nas novelas ou nos filmes, a mulher negra só aparece para representar a escrava de tempos antigos ou a empregada doméstica atual. De que forma, então, pode se esperar que meninas e adolescentes negras consigam se ver em profissões adequadas, em vivências plurais e dignas? É por isso que tal estereótipo de guerreira e batalhadora é tão nocivo: sua existência poda o potencial e a autoestima dessas mulheres, servindo como grilhões de sua liberdade.

O OBJETO:

Para as mulheres negras que não são vistas como escravas do trabalho braçal, resta o rótulo do trabalho sexual – igualmente exploratório e limitado -, que existe sob a pretensão de elogio, atuando como uma exibição de pedaços de carne baratos e hipersexualizados, como se uma tendência à “promiscuidade” fosse característica genética.

Não é preciso pesquisar muito para encontrar em qualquer rede social uma enxurrada de charges e imagens que apresentam garotas negras como “vulgares” e irresponsáveis, que engravidam ainda na adolescência e não aprendem nunca a lição. Mesmo mulheres negras com um maior nível econômico, como por exemplo a atriz Taís Araújo, são vítimas da objetificação, como pode ser notado no próprio nome da novela da qual ela foi estrela, “Da Cor do Pecado”. Seja por meio de eufemismos ou discursos hostis, a mulher negra sempre transita entre a indesejabilidade e a exotificação: às vezes, é considerada tão feia e nojenta que todas as partes do seu corpo são causadoras de ojeriza, mas por outras consegue se enquadrar no papel de “mulata” sensual e provocante.

A questão é que exotificação não é elogio, é objetificação. Não há qualquer valorização ou prestígio em marcar todo um grupo de seres humanos como produtos com valores comparáveis. Isso é uma das formas mais perversas de racismo, pois está oculto e disfarçado, sendo frequentemente confundido com inclusão. No entanto, basta um pouco de senso crítico para perceber que a preta “da cor do pecado” não é verdadeiramente aceita em sociedade, ela é vista como o terror das pobres donas de casa, como a sujeita sem moral, oportunista e interesseira, que destrói casamentos e faz do mundo um lugar menos limpo. Essas afirmações podem soar muito fortes, mas essa é a realidade das milhares de meninas sexualmente abusadas, que apesar de serem crianças, não encontram defesa, pois desde a mais tenra idade são consideradas provocantes e feitas exclusivamente para o sexo.

O que esses estereótipos possuem em comum é a redução da mulher negra ao seu corpo, ou seja, às supostas características intrínsecas que possuem desde sua formação genética. Por serem retratadas como mais fortes e naturalmente mais sexuais, todos os tipos de violação de direitos humanos são impostos às meninas e mulheres negras.

Em pleno ano de 2013, no mês da Consciência Negra, ainda falta muito chão para que o Brasil consiga dar às suas cidadãs negras a valorização que merecem. Até que ponto as pessoas são capazes de refletir a respeito desses exemplos e trabalhar no enfrentamento do preconceito? Pode ser difícil ir além da superficialidade dos discursos de inclusão, mas sem a quebra de estereótipos, jamais será possível extinguir, ou mesmo amenizar o problema do racismo.

Fonte: Jarid Arraes - http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/2013/11/11/mulher-negra-nem-escrava-nem-objeto/

28 dezembro 2014

TUPJAET - Nossa Raíz!


Tenda de Umbanda Pai Joaquim D´Angola e Exú Tiriri

Congá da Tenda de Umbanda Pai Joaquim D´Angola e Exú Tiriri
TUPJAET
2014

Rua Evaristo Jacon, 424 - Pq. Manoel S.B. Levy - Limeira/SP
CEP: 13481-583
(19) 98378-1079
e-mail: tupjaet@hotmail.com
Atendimento aos Sábados das 20:00hs às 22:00hs

Fundação: 20/10/2001 em Osasco/SP
Está com sede em Limeira desde 2004

Dirigentes:

Pai Evandro César de O. Fernandes - Dirigente Espiritual - Babalorixá
Mãe Zilda Dias Fernandes - Dirigente Espiritual - Yalorixá
Mãe Carine Fernandes da Silva - Mãe Pequena - Morubixaba
Pai Édney O. Fernandes - Pai Pequeno - Morubixaba
Pai Alexandre Iwano - Pai Pequeno - Morubixaba

Pai Evandro

Mãe Zilda

Mãe Carine

Pai Édney

Pai Alexandre

Descendência/Raíz:


- Tenda de Umbanda Mestre José Pelintra e Sêo Tiriri - Pq. Edu Chaves - São Paulo/SP
Pai Aparecido Volpato (in memoriam)
Pai Aparecido Volpato

  Iniciei meu desenvolvimento na Umbanda e após
a abertura de minha casa, Pai Aparecido Volpato nos
auxiliou nos fundamentos e na formação da corrente mediúnica.
Pai Cido foi meu alicerce, saudades!
  

- Igreja Espiritual Cristã Maior de Presidente Altino - Presidente Altino - Osasco/SP
Pai Pedro Furlan (in memoriam) - fundada em 1948

Pai Pedro Furlan

Participei da corrente mediúnica e do curso de médiuns como um dos coordenadores, sai da casa com o grau de Abaré.
Sou eternamente grato à todo ensinamento recebido nessa casa!


- Tenda de Umbanda Pai Pena Branca Luz Divina - Jd. Joelma - Osasco/SP
Mãe Helena Souza (in memoriam)
(em breve: foto)

Participei da corrente mediúnica e auxiliei na orientação de médiuns iniciantes,
sai da casa com o grau de Morubixaba (Pai Pequeno).
Mãe Helena foi uma mulher guerreira e incentivadora!

Atualmente:

- Casa de Pai José da Costa - Praça da Árvore - São Paulo/SP
Mãe Almerinda - fundada em 1972

Mãe Almerinda e Pai Evandro
Hoje minha coroa está sob orientação dessa casa.
Minha amada Mãe Almerinda!

Casa descendente da Tenda de Umbanda Pai Joaquim D´Angola e Exú Tiriri:



- Templo de Umbanda Vovó Catarina e Baiano Zé do Côco - Carapicuiba/SP
  Mãe Dircéia Fernandes B. da Silva - fundada em 10/08/2008

Mãe Dircéia
Mãe Dircéia foi formada em nossa corrente mediúnica.
Mãe Dircéia, meu orgulho!



Diretrizes:

Em nossa casa praticamos a UMBANDA - Manifestação do Espírito para a Caridade!

- Não cobramos por consultas, passes ou trabalhos espirituais - Atendimento Gratuito;
- Não fazemos trabalhos de amarração ou qualquer trabalho de ordem trevosa que
prejudique o próximo;
- Não fazemos jogos oraculares: Búzios, Tarô, etc;
- Nossos trabalhos são voltados para a Luz, Evolução e Caridade;
- Durante as giras são realizados passes, desenvolvimento mediúnico e orientações espirituais;
- Visitando nossa casa procure vir com roupas claras e adequadas para um templo religioso;
- A prioridade de atendimento sempre será para as pessoas com problemas de saúde,
idosos, gestantes e crianças;
- Os cursos doutrinários para adultos aplicados em nossa casa são voltados para os
médiuns do terreiro;
- O curso Axé-Mirim poderá ser aberto para crianças umbandistas de outras casas, desde que
haja autorização e acompanhamento dos pais;
- Para aceitação de novos membros na corrente mediúnica, o interessado deverá primeiramente
participar do curso doutrinário por no mínimo 6 (seis meses) e obter autorização do
Guia Chefe da casa;
- Além do trabalho espiritual, nossa casa realiza trabalhos assistenciais à comunidades carentes
da região, para tanto, praticamos campanhas de arrecadação de alimentos através de doações;
- O portão abre para a assistência às 19:45hs e fecha às 20:10hs, reabrindo às 22:00hs
ao término dos trabalhos;
- Não é permitido fumar nas dependências do terreiro, o fumo só será permitido para uso ritualístico
das entidades.

Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins