30 abril 2012

Pombagira Maria Padilha


É a Rainha do reino da lira, "Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu...” também conhecida como” Rainha do Candomblé” ou Rainha das Marias.

Rainha do candomblé não pelo culto africanista aos Orixás, senão por ser essa palavra o sinônimo de dança e música ritual.

Devemos dizer que a Pombagira representa o poder feminino feiticeiro, comparável com as Iyami Oxorongá dos iorubás. Ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus "escravos" ou empregados.

Em terras bantas é originalmente chamada de “Aluvaia-Pombagira", está é uma palavra africana de um idioma do povo banto (Angola), erroneamente confundido por algumas pessoas desinformadas com palavras do português “pomba um pássaro” e "gira sentido de movimento circular”.

Mulher de Exu rei das 7 Liras ou Exu Lúcifer como é conhecido nas kimbandas.

É bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina, mas também tem vidência, é certeira e sempre tem algum conselho para aqueles que estão sofrendo por um amor, mas também é usada a sua força para desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar várias doenças.

Mas não se engane, pois ela gosta de ser respeitada e admirada e é ponta de agulha, quem brinca com ela geralmente vai morar na sepultura.

Sua característica principal é ser uma pombagira festeira adora festas com ritualísticas e alegria daí ser chamada de rainha do candomblé.

Prefere bebidas suaves, vinhos doces, licores, cidra, champagne, anis etc...

Gosta de cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho, destaque, flores e perfumes, usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras etc...

Maria Padilha se divide em muitos outros caminhos, para melhor reverencia-la:

Maria Padilha Rainha dos 7 Cruzeiros da Kalunga

Maria Padilha Rainha das 7 Encruzilhadas

Maria Padilha Rainha dos Infernos

Maria Padilha Rainha das Almas

Maria Padilha das Portas do Cabaré

Maria Padilha Rainha das 7 Navalhas (ou facas)

Maria Padilha Rainha da Figueira

Entre tantas outras...

Então, já que tivemos a oportunidade de conhecermos um pouco mais dessa sedutora e misteriosa pombagira, vamos sempre lembra-la e admira-la não só por sua beleza mais sim também por seus feitos.

Larôie Pombagira.

Logùn Odè


Aspectos Gerais
DIA: Quinta-feira
DATA: 19 de abril
METAIS: Ouro e bronze
CORES: Azul-turquesa e Amarelo-ouro
COMIDAS: Axoxó e Omolocum
SÍMBOLOS: Balança, ofá, abebè e cavalo-marinho
ELEMENTOS: Terra (floresta) e água (de rios e cachoeiras)
REGIÃO DA ÁFRICA: Ilesá
PEDRAS: Topázio e Turquesa
FOLHAS: Oripepê e todas as folhas de Oxóssi e Oxum
ODU QUE REGE: Obará
DOMÍNIOS: Riqueza, fartura e beleza
SAUDAÇÃO: Logun ô akofá!!!


Origem e História

Logun Edé (lógunèdè) é o orixá da riqueza e da fartura, filho de Oxum e Oxóssi, deus da guerra e da água. É, sem dúvida, um dos mais bonitos orixás do Candomblé, já que a beleza é uma das principais características dos seus pais.

Caçador habilidoso e príncipe soberbo, Logun Edé reúne os domínios de Oxóssi e Oxum e quase tudo que se sabe a seu respeito gira em torno de sua paternidade.

Apesar de sua história, é preciso esclarecer que Logun Edé não muda de sexo a cada seis meses, ele é um orixá do sexo masculino. Sua dualidade se dá em nível comportamental, já que em determinadas ocasiões pode ser doce e benevolente como Oxum e em outras, sério e solitário como Oxóssi. Logun Edé é um orixá de contradições; nele os opostos se alternam, é o deus da surpresa e do inesperado.

Na Nigéria, a cidade de Logun Edé chama-se Ilesa e é uma das mais ricas e prósperas da África, mas o seu culto na região está em via de extinção. Para recuperar um pouco de sua história é preciso voltar à sua cidade, onde encontram-se seu palácio e seus principais sacerdotes.

Na África negra, dizem que Logun Edé seria na verdade Ólòlún Ode - o guerreiro caçador-, o maior entre todos os caçadores, pai de todos eles, inclusive de Oxóssi. E se observar-mos a cantiga de Oxóssi, veremos que expressão Omo ode, ou seja, filho do caçador, é constante, podendo inferir certa lógica nas histórias contadas pelos africanos. Vejamos um exemplo:

Omo Ode l’oní, omo Ode lúwàiyé
Omo Ode l’oní, omo Ode lúwàiyé.

O filho do caçador é o senhor,
O filho o caçador é o senhor da Terra.

Todavia, não podemos desconsiderar o processo cultural que deu origem ao Candomblé e as diferenças fundamentais que existem entre os cultos aos orixás no Brasil e na África. O Candomblé é um ‘resumo de toda a África mística’. Muitos deuses que na África mantinham a sua autonomia, no Brasil foram reunidos em um único orixá e divididos em diversas qualidades.

Oxum Yéyé Ipondá e Odé Erinlé são, respectivamente, as qualidades de Oxum e Oxóssi que se consideram os pais de Logun Edé. Nós brasileiros sabemos cultuar orixá muito bem, já adquirimos tradição própria que difere, evidentemente, da africana. No Candomblé brasileiro, Oxóssi e Oxum são os pais de Logun Edé, um deus único que encontra em sua paternidade uma forma de existir e residir, pois seu culto se mantém até hoje e é cada vez mais crescente no Brasil. Depois há quem diga na África que Logun Edé é, na verdade, uma altiva versão masculina da própria Oxum:

Lógunèdé? òsun ni!

Logun Edé? Ele é Oxum!

Uma bela cantiga fala do pai de Logun Edé, de sua força como caçador do respeito que inspira:

Silêncio!
Permaneçam em silêncio,
Ele é o caçador.
Senhor orixá afogue-me, não me fira,
Afogue-me com o entendimento do culto,
Orixá caçador das florestas.
Aquele que só usa uma flecha
E que jamais erra.
Somos filhos de Erinlé,
Somos filhos daquele que mata a caça.
Caçado das florestas
Que foi o primeiro a obter riquezas,
O primeiro a tornar-se rico,
Pai, caçador das florestas,
Seu arco e sua flecha
Originam-se da mais alta tradição.

A história revela que Oxóssi, feliz pelo filho vindouro, declarou a Oxum o seu amor e pediu a ela posse do menino:

-Oxum, por amor a você, quero que Logun Edé fique comigo, vou ensiná-lo a caçar. Comigo ele aprenderá os segredo da floresta.

Mas Oxum também amava Logun Edé e por maior que fosse seu amor por Oxóssi ela não poderia separar-se de seu filho então declarou:

-Logun Edé viverá seis meses com sua mãe e seis meses com o seu pai, comerá do peixe e da caça. Ele será Oxóssi e será Oxum, mas sem deixar de ser ele mesmo, Logun Edé: uma princesa na floresta e um caçador sobre as ondas!

Arquétipo dos filhos de Logun Edé

Os filhos de Logun Edé possuem as características de Oxum, ou seja, narcisismo, vaidade, gosto pelo luxo, sensualidade, beleza, charme, elegância.Tem também características em comum com Oxóssi, ou seja, beleza, vaidade, cautela, objetividade e segurança.

No entanto, há características de Logun Edé que não pertencem nem a Oxum nem a Oxóssi. Na verdade, ele reúne o arquétipo de ambos , mas de forma superficial. A superficialidade é a marca dos filhos de Logun Edé, porque eles, ao contrário dos filhos de Oxóssi e de Oxum não têm certeza do que são nem do que querem. As qualidades de Oxum e de Oxóssi se amenizam em Logun Edé, mas,em compensação, os defeitos se exacerbam. Dessa forma, os filhos de Logun Edé são extremamente soberbos arrogantes e prepotentes.

Mas algo não se pode negar: os filhos de Logun Edé são bonitos e possuem olho de gato, algo que atrai e repele ao mesmo tempo. São do tipo ‘bonitinho mas ordinário’. São mandões, os donos da verdade, os mais belos, cujo ego não cabe em si. Melhor não lhes fazer elogios em sua presença, a não ser que queira ver sua imensa cauda de pavão abrindo-se em leque.Quando têm consciência de que conseguem controlar seus defeitos, os filhos de Logun Edé tornam-se pessoas muito agradáveis.

Os filhos de Logun Odé não andam! Pairão sobre o ar!

28 abril 2012

Membros da CCIR comemoram São Jorge e Ogum

Nesta segunda-feira, dia 23, ficou provado, mais uma vez, que o santo mais querido pelos cariocas é São Jorge (ou Ogum nas religiões de matrizes africanas). A data foi celebrada por três casas parceiras da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa: União Espiritualista de Umbanda do Estado do Rio de Janeiro, comandado por Carlos Novo, em Niterói; Ilé Axé D’Ogunjá Caboclo Pena Verde, liderado por Pai Renato D’Ogunjá, no Cachambi; e Congregação Espírita Umbandista do Brasil (Ceub), presidido por Mãe Fátima Damas, cujo evento foi realizado no Campo de Santana, Centro do Rio.

“Aqui é um lugar histórico, onde as lavadeiras de Nanã Burukê cantavam suas corimbas e lavavam roupas nesse lago. A decisão de celebrarmos este dia aqui tem a ver com o fato de ser uma área pública onde as pessoas podem passear e se divertir. E ainda fica ao lado da Igreja Matriz de São Jorge”, disse Mãe Fátima.
Porém, algumas dificuldades na realização do evento ficaram evidentes, como a liberação de apenas um acesso ao local e a não abertura dos banheiros públicos. “O presidente da Fundação Parques e Jardins, Davi Lessa, nos deu autorização, porém não nos deu as condições ideais, dificultando nosso direito de professar nossa fé”, reclamou a sacerdotisa.
No evento, era possível achar pessoas de diferentes religiões. Sheik ‘Abd Ar-Rastiyd, de 60 anos, é muçulmano e apreciava a cerimônia. “São Jorge é um santo com muitos devotos no mundo inteiro. A Ordem dos Cavaleiros é conhecidíssima na Inglaterra. O povo da Síria, Líbano, Turquia, entre outros países, toma São Jorge como intercessor de Deus”, explicou o sheik.
Taís Coelho, 26 anos, se diz espiritualizada. Após assistir à missa na igreja, atravessou a rua e foi conferir de perto o ritual umbandista. “Tenho simpatia por Ogum desde os meus 15 anos. A mensagem que eu gostaria de deixar é que o respeito ao próximo seja posto em prática. Toda religião tem que ser respeitada, até mesmo a escolha de não seguir uma, como eu. Respeito e admiro todas as formas de expressar a fé”, falou.
Os irmãos André Luiz e Luiz André Clemente, 22 anos, fazem parte do Templo Espírita Ogum Megê e participaram da celebração. Ambos são umbandistas desde que nasceram, seguindo a tradição de duas gerações. “Antigamente, sofríamos preconceito na escola, já tivemos algumas dificuldades em entrevistas de estágio também. Mas vemos um futuro de mais tolerância entre as pessoas. O espaço na mídia aumentou, e isso faz com que as pessoas tenham orgulho em assumir sua orientação religiosa, seja umbandista ou candomblecista. É preciso respeitar as diferenças”, finalizaram.
Ao final, Mãe Fátima agradeceu a presença de todos e explicou que esta foi a forma que encontrou para dizer à sociedade que a Umbanda não tem ligação alguma com coisas ruins. “As pessoas vieram aqui e encontraram amor, caridade, fraternidade. Viemos para a natureza professar nossa fé e queremos ser respeitados como a religião do Brasil. Não quer dizer que somos melhores, porque a melhor religião é aquela que consegue transformar o homem. Chega de intolerância religiosa!”, pediu Mãe Fátima.


24 abril 2012

Festa do Senhor Ogum

A Casa de Umbanda Pai José de Aruanda que fica localizada na cidade de Areia Branca/RN realizou  Nesta Segunda-feira dia 23/04/2012 o toque de senhor  Ogum.

Simbologia:
Ògún é representado no Candomblé pela idá (espada); na Umbanda por S. Jorge. Dia: terça-feira, bom para viagens.
Oferenda:
Isu oyin: inhame assado regado com mel. Na Umbanda Ogum aceita cerveja.
Cores:
No Candomblé, verde e azul-rei;  na Umbanda vermelho e branco representando vitórias.
Características do Orixá:
Ògún é audaz e conquistador. Divide com Exu a função dos caminhos por é chamado de Oló Òpópó (Senhor das Estradas). Na Umbanda Ogum é conhecido como Rompe -mato, Matinada, Beira-mar e outros nomes. Saudação no Candomblé “Ògún yè pàtàk’orí”. Umbanda: Saravá Ogum!
Protegido por Ògún:
O cantor e compositor Jorge Vercilo é guerreiro como Ògún. Com mais de 15 anos de carreira, Vercilo já teve suas canções gravadas por nomes como: Caetano Veloso e Maria Bethânia. “Para sucesso use essência de Drakar”.
Exemplo de Vitória:
Antonio Carvalho tinha 15 anos quando desevonvolveu-se na Umbanda e passou a incorporar Sr. Tranca Ruas das Almas, Dona 7 Saias e o Caboclo Boiadeiro Menino. Em 1986 foi iniciado no Candomblé para Ògún e Oxum pelas mãos do Babalorixá Célio d´Obaluaiyê. Fez sua obrigação de 7 anos com a Yalorixá Nadia d´Oxum. Pai Antonio de Ògún vive para os Orixás e dirige o Ilê Axé Tola Meji Ti Ògún, em Nova Iguaçu.

veja algumas fotos

















muito axé para todos
mais fotos no nosso orkut (casa de umbanda pai jose de aruanda )
Cidade Areia Branca R/N

Templo de Umbanda Divina Luz ( Cabana de Pai João) Rua Silva Jardim. Nº 470 - Belém - São Paulo

HOMENAGEM AO ORIXÁ OGUM 2012



























22 abril 2012

Festa do Senhor Ogum


A Casa de Umbanda Pai José de Aruanda que fica localizada na cidade de Areia Branca/RN realizara Nesta Segunda-feira dia 23/04/2012 à partir das 19:30hs, a nossa homenagem ao Senhor Ogum, você e o nosso convidado.



   

O seu cavalo corre,sua espada reluz
Sua bandeira cobre todos filhos de Jesus O seu cavalo corre,sua espada reluz
Auê Ogum Iara aos pés da Santa Cruz 

Ogum não devia beber,
Ogum não devia fumar-2x
-A fumaça é a nuvem do céu,
A cerveja é a espuma do mar-2x
Ogum que tem suas bandeiras
Uma branca uma azul,e a outra é vermelha
A vermelha é de guerra,e a branca é de paz
-E a bandeira azul,é a bandeira do mar-2x



-Quem beira-rio,beira-rio,beira mar
Oque se ganha de Ogum,só Ogum pode tirar-2x
-Seu Ogum de Ronda,é quem vem girar
Vem trazendo folhas pra descarregar-2x



Ogum em seu cavalo corre,e a sua espada reluz-2x
-Ogum,Ogum Megê,sua bandeira cobre os filhos 
De Jesus,Ogunhê-2x 
Eu tenho 7 espadas pra me defender-2x
Eu tenho Ogum em companhia-2x 
- Ogum é meu pai ,Ogum é meu guia 
Ele vai baixar na fé de zambi da 
Virgem Maria-2x 

Muito Axé para todos 

Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
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''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins