30 agosto 2014

Hoje, celebramos 50 anos do nascimento do predestinado pelos Òrìsás ao Pai Òsùmàrè

O KU ÒJÓ ÌBÍ (Parabéns Bàbá Pecê).

Hoje, celebramos 50 anos do nascimento do predestinado pelos Òrìsás!!!

Em um domingo, aos 30 de agosto de 1964, na celebração ao Pai Òsùmàrè. Ainda pela manhã, após as oferendas que antecedem a cerimônia pública, a filha primogênita de Mãe Simplícia, Nilzete Austracliano da Encarnação, sentiu as dores do parto. Correram a chamar dona Sinhazinha de Oya, filha de santo do terreiro da Casa Branca, uma conhecida parteira residente na Vila América, localizada há poucas quadras do terreiro de Òsùmàrè. Mas, quando ela chegou, a criança já havia nascido. No primeiro momento em que veio a luz, Ògún tomou a criança nos braços e o apresentou para todos como o futuro Bàbálòrìsà da Casa de Òsùmàrè. A criança recebeu o nome de Sivanilton Encanação da Mata. Sua avó passou a chama-lo carinhosamente de “Pecê”,resultando- lhe esta alcunha.

As Ègbón mais velhas da Casa de Òsùmàrè relatam que Bàbá foi criado dentro da hierarquia do candomblé, desde pequeno foi sendo preparado para ser o futuro Bàbálòrìsàdo terreiro. Mas, mesmo ciente que ocuparia o mais alto posto hierárquico da Casa, nunca passou de cabeça em pé no meio de suas mais velhas, nem tão pouco sentou na mesma altura, sempre teve uma admirável educação de àse. ‘‘O Bàbá Pecê foi um bom filho, um bom Ìyáwó, por isso é um bom Pai”( Ègbón Cotinha de Òsàlà ).

Em 1991, Bàbá Pecê, assume a Casa de Òsùmàrè, contando com o apoio das mais antigas, que tanto aguardavam a profecia de Ògún, realizada no momento de seu nascimento. 
Baba Pecê perpetua o legado dos ancestrais conduzindo a Casa de Òsùmàrè com a mesma dignidade. Seu olhar contempla a todos, não só aos seus filhos e filhas de santo. Sua luta é em defesa da cultura e religiosidade africana e da união dos povos.

Bàbá Pecê, tornou-se uma referência na reivindicação pelo respeito religioso, disseminado o candomblé com fé e amor se tornou a maior liderança religiosa do seguimento. Conduz a maior comunidade de matriz Africana no Brasil com o mesmo olhar e carinho paterno para com todos os seus filhos, filhas, netos, netas, bisnetos, bisnetas, tataranetos, tataranetas..., etc..., sem distinção!

Exemplo de ser humano, homem pé no chão, o tamanho de sua grandeza espiritual é a mesma medida de sua humildade. Parabéns...

Sua benção Pai, vida longa!!!
FONTE: Facebook : Casa de Oxumarê

Dia da Consciência Negra. aprovado à unanimidade na Câmara Municipal da cidade. Seu texto determina como feriado municipal na capital potiguar o dia 20 de novembro,...


O dia 20 de novembro no Brasil representa um importante momento da história para grande parte da população, que é representada por negros e pardos. A data lembra a morte do líder Zumbi dos Palmares, que lutou pela libertação dos negros escravizados durante o período colonial no País.


A referida Lei, sancionada pelo Exmo. Sr. Prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, foi criada com base em projeto de Lei de autoria da vereadora Amanda Gurgel (PSTU), aprovado à unanimidade na Câmara Municipal da cidade. Seu texto determina como feriado municipal na capital potiguar o dia 20 de novembro, em comemoração ao Dia da Consciência Negra. 

mais um feriado municipal na cidade de Natal, conforme republicação, na edição do Diário Oficial do Município desta terça-feira, 26 de agosto de 2014, da Lei Nº 6.458, datada de 28 de abril de 2014. 


A capital potiguar ganhou um novo feriado municipal. Na edição da última terça-feira (26), do Diário Oficial do Município (DOM) o prefeito Carlos Eduardo sancionou a lei que determinada o dia 20 de novembro como feriado da Consciência Negra em homenagem ao aniversário da morte do líder negro e revolucionário Zumbi dos Palmares.

A medida entrou em vigor a partir da publicação no Diário Oficial. Com esta data, a listagem de feriados municipais sobe para 12. Neste ano, o dia 20 de novembro cai em uma quinta-feira.
O dia 20 de novembro relembra a morte de Zumbi dos Palmares, que aconteceu em 1695...

A data é considerada como uma ação afirmativa de promoção da igualdade racial e uma referência para a população afrodescendente dedicada à reflexão sobre as consequências do racismo e sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

O Brasil tem aproximadamente 1.209 comunidades quilombolas em 143 áreas já tituladas, segundo levantamento da Fundação Cultural Palmares, órgão do Ministério da Cultura. Elas estão em todos os estados, exceto no Acre, Roraima e Distrito Federal. As maiores populações de quilombolas estão na Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Pará.
A adesão ao feriado ou instituição de ponto facultativo é decisão legal de cada estado ou município. Mais de 700 cidades já adotaram o feriado, quando é comemorado o Dia da Consciência Negra.
Caso seja sancionado pela Presidência da República o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, será o primeiro feriado do País originário da mobilização do movimento negro e o nono feriado nacional, juntamente com as seguintes datas: 1º de janeiro (Confraternização Universal), 21 de abril (Tiradentes), 1º de maio (Dia do Trabalho), 7 de setembro (Independência do Brasil), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados), 15 de novembro (Proclamação da República) e 25 de dezembro (Natal).
Zumbi
O dia 20 de novembro relembra a morte de Zumbi dos Palmares, que aconteceu em 1695. Zumbi foi um dos principais líderes do Quilombo do Palmares, em Alagoas, uma das áreas usadas pelos escravos quando fugiam do domínio dos senhores de engenho.
As primeiras referências à Palmares são de 1580, na região da Serra da Barriga, onde fica hoje o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. Há estimativas de que o quilombo resistiu a mais de 100 anos.
O líder do Quilombo dos Palmares, no final do século XV, era Ganga Zumba, tio de Zumbi. Em 1678, o governador da Capitania de Pernambuco ofereceu um acordo de paz a Ganga Zumba, que aceitou, mas nem todos concordaram. Aconteceu, então, uma rebelião, liderada por Zumbi, que governou o grupo por 15 anos. Foram necessárias 18 expedições do governo português, liderados por bandeirantes, para erradicar Palmares.
Zumbi adotou uma estratégia de defesa baseada em táticas de guerrilha. Os bandeirantes descobriram, por meio de um delator, o esconderijo do líder. E em 20 de novembro de 1695, eles mataram Zumbi em uma emboscada. Sem outra liderança, Palmares sobreviveu até 1710, quando se desfez. Desde 1995, Zumbi faz parte do panteão de Herois da Pátria.


Os quilombolas, nome dado atualmente aos descendentes dos moradores dos antigos quilombos, são reconhecidos e suas áreas são demarcadas. Assim, ajudam manter a tradição e a cultura negra.
Quilombolas
Os quilombolas são os descendentes dos habitantes dos quilombos. Em sua maioria, formada por escravos negros que fugiram do cativeiro na época da escravidão no Brasil. Eles escapavam dos engenhos de cana-de-açúcar ou fazendas de café e se refugiavam nos quilombos, locais de resistência e proteção.

27 agosto 2014

11° Encontro dos Religiosos de Matriz Africana na cidade de Areia Branca RN


23 agosto 2014

MARIA NAVALHA DAS ALMAS


Da Falange das Malandras Maria Navalha, é uma das mais sérias, raramente sorri, não gosta de falar muito, porém trabalha muito bem e costuma ser amiga de suas médiuns, é uma grande protetora, trabalha junto com Seu Zé Pelintra.

Gosta de desmanchar demandas, cortar feitiços, e defende muito bem aqueles que lhe são devotos, não é de pedir muitas coisas, trabalha magisticamente com seu chapéu de panamá, na maioria das vezes na cor branca, mas também pode usar preto.

Usa 7 Navalhas de Trabalho, espiritualmente elas estão distribuídas com 3 na perna esquerda, 3 na perda direita e uma presa no meio de seus seios.
Nem sempre pede as 7 para suas médiuns, podendo pedir apenas uma ou três, varia de terreiro para terreiro.

Não trabalha para amor, nem gosta muito de trabalhos desse tipo, trabalha bem tirando as pessoas de vícios, gosta de trabalhos relacionados a saúde e também emprego.(Pode até existir alguma que Trabalhe na coroa de algum médium, voltada para amor, mais nunca ouvi falar)

Não gosta de ser comparada a Malandras que tiveram vida fácil quando encarnadas, pois uma das únicas coisas que preservou em sua vida terrena, fora sua dignidade, nunca precisou vender seu corpo, porém trabalhou duro antes de morrer.

Não é de muitos amigos, são poucas as pessoas que ela gosta.

Sua vestimenta inclui sempre calça, ela pode até usar saia, mas só se for obrigada, coisa que não é muito fácil, bebe cerveja, fuma cigarro de filtro vermelho, come muitas coisas, mais gosta de ovo de codorna e batata calabresa. Usa na maioria das vezes um crucifixo ou algo relacionado a cruz, pois esse é um dos símbolos da sua falange ( As Almas ). Como Algumas Malandras da Calunga e do Cruzeiro das Almas também usam. ( Não são todas)

É quieta, na dela, porém se vacilar, ela mostra o quanto a pessoa tem que ter humildade e reconhecer o erro.

Por isso aproxima principalmente dos humildes e dos sinceros, gosta de simplicidade e sinceridade, nunca tente engana-la, pode fazer um grande estrago, é preferível te-la como amiga.

Salve Malandra Maria Navalha das Almas!
Salve a Malandragem!

Fonte:

21 agosto 2014

11° Encontro dos Religiosos de Matriz Africana da Salinésia (Areia Branca RN)

Ilê Axé Dajô Obá Ogodô

O Ilê Axé Dajô Iya Omi Sabá através do Babalorixá Noamã d´Obaluaiyê convida a todos e todas para participar do 11º Encontro de Religiosos de Matriz Africana da Salinésia, dia 28 de Agosto, as 19hs na Câmara Municipal de Areia Branca. O evento contará com a participação de Babá Melquisedec d´Xangô que irá palestrar sobre o tema do encontro:INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!

E dia 30/08 haverá o OLUBAJÉ - Ritual da Partilha - O Banquete do Rei Obaluaiyê no Ilê Axé Dajô Iyá Omi Sabá, Rua Duque de Caixias 362, Centro de Areia Branca, 18hs. Sejam Bem Vindos!!!!!

19 agosto 2014

O projeto mapeamento dos terreiros de Natal tem como objetivo conhecer o universo das religiões afro-brasileiras


Apresentação

O projeto mapeamento dos terreiros de Natal tem como objetivo conhecer o universo das religiões afro-brasileiras na cidade de Natal, principalmente àqueles relacionados aos aspectos sócio-culturais e demográficos. Pretende-se construir um banco de dados com a perspectiva de que este resultado possibilite a construção de políticas públicas que beneficiem este segmento religioso, o seu fortalecimento na luta pela liberdade religiosa e a valorização do patrimônio afro-brasileiro.

Levantamento que vimos efetuando nos últimos anos através de pesquisa nos arquivos da Federação de Umbanda e Candomblé do RN e trabalho de campo com a participação de alunos da UFRN, constatou uma quantidade aproximada de 327 terreiros na cidade de Natal. No entanto, a falta de condições objetivas de pesquisa inviabilizou sua continuidade e o conhecimento qualitativo desse campo religioso. Em conseqüência, a estratégia foi pensar um mapeamento realizado via internet, através da criação de um sitio, em que as informações iniciais disponibilizadas estimulem a elaboração/criação de novos dados.

Assim, o mapeamento pretende ser construído com a participação dos representantes dos terreiros. Participe. Se sua casa ainda não foi mapeada ou contactada pela equipe entre em contato conosco.

17 agosto 2014

Toque de Exu e Pomba Gira na Casa da Juremeira Maria de Pinheiro

que tem a frente da casa o seu filho O Babalorixá Noamã Jagun




A YÁ Maria de pinheiro e o seu filho Babalorixá Noamã Jagun

A Mãe de Santo Kathia de Oxalá da Casa de Umbanda Pai José de Aruanda prestigiando esse festa linda
  

uma das juremeira mais velha da nossa cidade mulher de muita ciência A YÁ Maria de pinheiro

 que paquete maravilhoso  

  LAROIÊ! SALVE EXU!




Exu é agente de ligação entre os homens e os Orixás. É guardião dos caminhos, soldado executor das ordens de Pretos-velhos e Caboclos, Executor da Justiça Cármica, e por isso mesmo, não faz mal a ninguém.

Alguns confundem Exu quando este executa a Lei de Justiça, confundindo-o com praticante do mal; nada mais equivocado. Exu dá aquilo que se pede. Se for o bem, devolve o bem, se pedirem o mal, devolve-o a quem o pediu, se este não tiver razão em seu pedido. De forma contrária, se percebe que o indivíduo que lhe pediu ajuda sofreu o mal de outra pessoa, devolve-o na mesma moeda que desejou aquele que lhe procurou.

Exus são espíritos de pessoas que tiveram encarnação na Terra, ou em outros orbes, ou seja, são seres criados pelo Pai que seguem o mesmo caminho evolucional que nós, seres encarnados. São compromissados com a espiritualidade superior e encontram-se como Exus nas falanges de Umbanda por resgate cármico ou por optarem em manter-se nesse estágio, auxiliando o trabalho das demais entidades da nossa querida Umbanda. Isso não quer dizer, no entanto, que não há entre eles espíritos que compõem a falange de Exus e Pombogiras em estágio evolucional que lhes permite seguir outro caminho nos planos superiores. Se permanecem auxiliando e guardando os planos inferiores vibracionais, fazem-no por opção e escolha, para combater o mal que ainda se encontra na criação divina.

Pelo fato de Exus e Pombogiras atuarem em planos muito próximos as faixas vibracionais da Terra, são espíritos profundamente conhecedores das paixões humanas, de seus desejos, defeitos e qualidades. Trabalham atuando nessa energia para ajudarem àqueles que buscam suas orientações. Dizem que Exu e Pombogiras são “devassos”, prostitutas, delinqüentes. Nada mais equivocado. Exu e Pombogira trabalham dentro da energia sexual, da energia animal que liga os homens à Terra. Por isso se apresentam como sedutores e encantadores aos seus consulentes.

Na verdade, por estarem os Exus e Pombogiras numa faixa vibracional mais próxima à Terra, sua energia é mais densa, exigindo do Médium, em sua incorporação um nível diferenciado de energia de quando vai incorporar com outras linhas de Umbanda. Normalmente, o que ocorre durante a incorporação das demais falanges é que o médium precisa elevar sua vibração durante a incorporação com os falangeiros dos Orixás, Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças, e durante a incorporação de Exu e Pombogira, por estarem esses atuando em campos vibracionais mais densos, faz com que o médium diminua seu padrão vibracional para uma incorporação perfeita.

O trabalho de Exu consiste em guardar nossos caminhos, nos protegendo de demandas e magias negras realizadas por espíritos obsessores ou desafetos encarnados. Eles são agentes da magia e dos processos sutis do uso das energias dessa magia. Em seu trabalho, cortam essas energias anulando o potencial do mal que nos foi mandado, e retirando e encaminhando a outros planos os espíritos inferiores que estiverem trabalhando para nos tirar de nosso caminho. Faz esse trabalho atuando dentro da Lei de Retorno, cobrando e resgatando espíritos das trevas para que estes encontrem um caminho que lhes possibilite encontrar-se de novo com os desígnios da Criação. Em vários casos, encaminhando tais espíritos a novos processos reencarnatórios.

Os Exus responsáveis pelas casas de Umbanda são os responsáveis pelo andamento correto dos trabalhos durante as giras e consultas.

Não podemos deixar também de ressaltar que Exus e Pombogiras não precisam entortar seus médiuns quando incorporam. Essa atitude provém do próprio médium que acredita que para incorporar essas entidades, necessita se fazer todo torto, com expressões de ódio no rosto e com os dedos das mãos em formato de garras. Exus de Umbanda não são espíritos zombeteiros que vivem de falar palavrão e que precisem beber o tempo todo. Como já se pôde perceber do texto sobre bebidas e fumo na Umbanda, presente em nosso site, a bebida tem funções outras e diversas do intuito de satisfazer o desejo de bebida de entidades, já que esse não existe dessa forma.

Os Exus possuem falanges distintas, bem como áreas de trabalho diferentes conforme se percebe pelos diversos terreiros de Umbanda. Os Exus atuam juntamente com uma Pombogira, formando o casal de guardiões do médium, que deve cultuar e respeitar a ambos.

As falanges de Exu também possuem uma hierarquia que é seguida entre os espíritos que a compõem conforme o grau evolutivo do espírito, e a atuação nos planos vibracionais mais próximo aos Orixás de Umbanda, ou próximo às trevas.

Muitas pessoas não gostam de Exu, porque dizem que Exu não satisfez seus pedidos. Na verdade, não entenderam essas pessoas como é a atuação dos Exus e Pombogiras. Eles não dão o que se pede; eles dão o que a pessoa merece, e esse merecimento deve ainda estar de acordo com a Justiça Cármica.

Laroyê Exu. Exu é mojubá! Salve a sua banda!

A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite “moça”. Exú é MOJUBÁ – Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja “armar emboscadas vivendo a noite”. Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião. Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo: Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas. Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo “Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas”.

(Exus e Pomba Giras, os guardiões dos terreiros)

A reunião de Exú ou Gira de Exu[bb] tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos[bb] e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho_de_separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem[bb], fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles são os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões…) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.

Cada médium que passa por esta Obrigação vai colaborar com eles acrescentando energia e equilíbrio ao trabalho que eles executam. É por este motivo que tantas vezes é falado que devemos ter cuidado com nossos pensamentos e pedidos, pois eles são energias. Os Exús precisam das nossas energias positivas para que possam desempenhar melhor o seu trabalho.

Nota: Os médiuns que vão fazer a obrigação de Exú[bb] devem permanecer em estado de seriedade, afastando-se de bebidas, festas, que neste caso exercem uma atração para as almas desorientadas. A função da obrigação de Exú é basicamente para fazer com que o Exú assuma no campo a função principal de guardião do médium, desde que este se comporte a altura de sua amizade e respeito.

Bebidas: Gostam muito de bebidas voláteis e o aguardente está entre elas ao qual dão o nome de malafo ou marafo, conhaque, cerveja e outras bebidas fortes. As Pomba-giras gostam de anis e champanhe. Não há necessidade de o médium ingerir a bebida, pois a mesma pode ficar num copo e o Exú ou Pomba-gira trabalhar com a sua energia utilizando o conteúdo astral da bebida.

Comidas: Os Exús e Pomba Gira gostam de farofa, dendê, cebola, pimenta, limão, semente de mamona, e as Pombas Giras de enfeites e adornos, sem contar que gostam muito se suas oferendas enfeitadas com Rosas Vermelhas.

Alguns Nomes de Pomba Gira: Pomba Gira do Cruzeiro, do Cais, da Calunga, do Cemitério, Padilha, Mulambo, Cigana, Ciganinha, da Calunga, Maria Bonita, Rosa Maria, Maria Rosa, Maria Rita, Rosa vermelha, Rosa do cruzeiro, Sete Véus, Sete cravos, da Encruza..

Alguns Nomes de Exú: Sete Encruzilhadas, Veludo, Caveira, Tranca Ruas, Caveirinha, Exú Campina, Exú do Cruzeiro, Calunga, do Lodo, Lalu, da Madrugada, da Meia Noite, Mangueira, Mulambo, Mulambinho, Malandro, Malandrinho, Gira Mundo, Tiriri, Marabô, Sete Capas, Cadeado, dos Rios, da Cachoeira, dos Ventos, da Praia, Quebra Galho, Sete Covas, Sete Catacumbas, Sete Luas, Sete Sombras, Três Punhais, Três Cruzes, Sete Chaves, Tranca Tudo, Tira Teima, Zé Pilintra e muitos outros.

Hierarquia dos Exús: Os Exús e Pomba-giras prestam obediência ao Chefe da Casa. No caso da Casa Branca é o Exú das Sete encruzilhadas.

Exú Tronqueira: Não confundir o trabalho do Exú guardião com o trabalho do EXÚ TRONQUEIRA. O Exú Tronqueira é aquele que guarda o Terreiro e passa por uma triagem às pessoas que entram no Terreiro. Por isso a sua casa é colocada junto à porta de entrada e é a primeira a ser saudada. Todos devemos ter o máximo de respeito do Exú Tronqueira, pois se uma Gira corre bem e firme devemos agradecer principalmente a ele.

O quadro abaixo traz a vinculação dos Exús às Linhas e o significado do seu nome.

OS EXÚS, SEUS NOMES E SEUS SIGNIFICADOS OU REPRESENTAÇÃO

SETE LINHASEXÚ GUARDIÃOSIGNIFICADO DO NOME
OXALÁSETE ENCRUZILHADASRepresenta os diversos caminhos abertos em nossas vidas; representa ainda o livre-arbítrio[bb] professado na religião de Umbanda e conseqüentemente nossa liberdade na escolha de nosso próprio caminho.
IEMANJÁ E NANÃMARABÔ[bb]MA: Verdadeiramente
RA: envolver
ABÔ: proteção
Aquele que envolveu perfeitamente com sua proteção ou Salve aquele cuja força protege
OMOLUCAVEIRARepresenta nossa mais profunda transformação, aquela onde nossa parte material já se encontra em profunda degradação e, no entanto, nossa alma permanece em evolução.
OXOSSI E OSSÃESETE CAPASRepresenta o momento de transição final; é o Exú da hora da passagem; responsável pelo corte do cordão fluídico no momento final dos filhos de Umbanda.
XANGÔ E IANSÃTIRIRITI: com grande força
RIRI: valor e mérito.
Aquele que protege com grande força aos que tem valor e mérito.
OXUM E OXUMARÉVELUDORepresenta a doçura, a delicadeza mas também a força, a resistência. Representa ainda a riqueza material e espiritual trazidas pela Linha à qual serve.
OGUM E IBEJITRANCA-RUAS[bb]Representa um grande poder de defesa para aqueles que a ele se dirigem; defesa contra aqueles que nos desejam o mal, contra nós mesmos e contra aqueles pensamentos e ações que tendem a impedir nossa evolução.

11 agosto 2014

Lançamento do Livro "Umbanda não é Macumba"

Convido a todos para:
Lançamento do Livro "Umbanda não é Macumba"
Bienal do Livro, dia 25 de Agosto, Segunda Feira, as 19:00hs
No Anhembi, Av Olavo Fontoura 1209

Muito, muito muito grato

Alê Cumino

UMBANDA NÃO É MACUMBA


Para uma reflexão sobre o título, algumas palavras:

Em primeiro lugar trazer este título não diminui em nada o conceito de Umbanda ou de Macumba. Tal titulo não entra como uma afirmação da Umbanda em detrimento do que se venha a entender como Macumba. Seriam títulos similares a este: "Umbanda não é Candomblé", "Umbanda não é folclore", "Umbanda não é batuque", "Umbanda não é espiritismo", "Umbanda não é qualquér coisa...". Quem sabe no futuro venham mais títulos como estes. Sabemos que Umbanda tem muito em comum com Espiritismo, Candomblé e até o folclore mas não é a mesma coisa.

Embora em algumas situações umbanda é considerada macumba, na situação em que se genralizam várias religiões no mesmo saco, umbanda não é sinônimo de macumba e nem macumba é sinônimo de umbanda.

Umbanda é uma religião brasileira, com fundamento próprio, história, e estrutura única no contexto das religiões. Macumba é um termo genérico que no conceito leigo, popular e ignorante adquiriu uma identidade pejorativa.

Para muitos macumba é sinônimo de magia negativa e se empregar esta interpretação da palavra à umbanda estará errado.

Para outros macumba é um despacho ou uma oferenda o que é realizado por muitas religiões e práticas mágicas, portanto não é exclusividade e nem sinônimo de umbanda.

Macumba é, também, o nome de um tambor, mesmo que se use um destes na Umbanda o nome de um instrumento não identifica ou muda o nome de uma religião como a umbanda que possui identidade própria.

Macumba era o nome de cultos afro-brasileiros de cultura banto realizados no Rio de Janeiro. Embora a umbanda guarde semelhanças com estes cultos é importante que se diga: parecido não é igual.

E finalmente para muitos umbandistas macumba é uma forma descontraída e irreverente de identificar sua religião e ironizar todo o preconceito e cargA pejorativa que a palavra em si carrega. Este umbandista está certo no emprego da palavra na qual ele sabe que entre outros umbandistas ele se faz entender.

Então é possível considerar umbanda como macumba o que de fato acontece todos os dias.

Identificar umbanda como macumba pode estar certo ou errado inclusive dependendo do tom de voz e a intenção com que se afirma umbanda como macumba. Por exemplo uma pessoa preconceituosa quando chama a umbanda de macumba e o umbandista de macumbeiro faz com a intenção clara de agredir, discriminar e diminuir a fé alheia desclassificando qualquer qualidade que possa ter relacionada ao sagrado. Agora quando um umbandista, que conhece sua religião e sabe que é chamado de macumbeiro e sabe que chamam sua umbanda de macumba, quando ele, assume esta identidade com irreverência e diz abertamente "vou à macumba". Ele não está errado pois o erro está muito mais na carga pejorativa da palavra do que no seu emprego em si. E desta forma quando duas pessoas estão afirmando a umbanda como macumba é possível que uma esteja certa e outra esteja errada. Cera e errada não com a afirmação em si mas com a interpretação da palavra macumba.

No entanto, porém, se falar para pessoas leigas que vai a uma macumba, independente do tom, pejorativo ou não, estas pessoas não vão entender que ele vai para um ritual de Umbanda e podem imaginar mil situações com relação a tal de macumba, inclusive acreditar que ele vai a alguma prática mágica duvidosa ou eticamente incorreta.

Logo, portanto, posso dizer que sou Macumbeiro ou que vou à Macumba mas tem hora e contexto para
Visite RBU - Rede Brasileira de Umbanda em: http://www.rbu.com.br/?xg_source=msg_mes_network
 

09 agosto 2014

"É com profundo pesar e tristeza que comunicamos o falecimento da Iyálorixá Sylvia Egydio de Oxalá


Casa de Oxumarê

Nota de Falecimento

É com profundo pesar e tristeza que comunicamos o falecimento da Iyálorixá Sylvia Egydio de Oxalá, líder de um dos mais antigos e tradicionais terreiros de São Paulo, o Axé Ilê Obá, o primeiro a ser reconhecido como patrimônio cultural do Estado.

A partida de Mãe Sylvia é uma significante perda para o candomblé paulistano e nacional. Rogamos que seja recebida por nossos ancestrais e com eles permaneça, fortalecendo assim a espiritualidade do povo de santo do Brasil. Assim como todo Ialorixá, Mãe Sylvia sera velada no Terreiro que liderava.

''Se awo kikun, awo kirun, nse awo mawo si Itula Ile Awo!"
(Os iniciados no mistério não morrem, os iniciados no mistério não desaparecem, os iniciados no mistério vão para o Itulá!)

Paulista nascida na liberdade, uma pessoa
de fibra, concentrada, estudiosa e trabalha-dora, com formação acadêmica multidis-ciplinar: enfermagem, administração, relações internacionais, empre-sária de sucesso, mas nascida, preparada e destinada a ser Ialorixá e substituir Pai Caio de Xangô, na importante tarefa de preservar
e ensinar o modo de vida, a valorização
e desestigmatização da religião da orixalidade -
o Candomblé.

Assim, em 1986, assume seu destino Mãe Sylvia de Oxalá à frente do Axé Ilê Oba - A Força da Casa do Rei. Seu destino foi confirmado por diversos pais e mães de santo, seguiu, então, o que lhe apontou Mãe Menininha do Gantois: “Você agora vai fazer suas obrigações para ser ialorixá, vai deixar a casa onde mora para viver na casa de candomblé, não vai mais trabalhar para fora e vai se dedicar plena e exclusivamen-te para a orixalidade. Se precisar de qualquer coisa nessa vida, não se preocupe: ela vai chegar até você”.

Com o desencarne de Pai Caio de Xango, Mãe Sylvia Oxalá foi confirmada por Pai Air de Oxoguiã, babalorixá de Pilão de Prata, na Bahia. ara as necessárias mudanças para que o respeito seja estabelecido, e que se rompa com todo e qualquer tipo de preconceito e discriminação.

Sua vocação é trabalhar para divulgar e melhorar cada vez mais o ambiente em que orbita, ensinando e apontando para as necessárias mudanças para que o respeito seja estabelecido, e que se rompa com todo e qualquer tipo de preconceito e a disriminação.
Seus trabalhos sociais já lhe renderam incontáveis prêmios e homenagens no Brasil e no exterior. Tanto preparo para vida renderam a Mãe Sylvia de Oxalá reconhecimento e respeito no Brasil e no exterior.

Mãe Sylvia de Oxalá atende todas as pessoas que batem à porta do Axé Ilê Obá. Desde as pessoas mais simples até empresários nacionais, interna-cionais, políticos, e pessoas de todo o mundo.

Mãe Sylvia de Oxalá teve sob sua tutela muitos projetos importantes para comunidade:

Instituto Axé Ilê Oba,

Instituto Cultural, Educação, preservação das raízes Africanas Acervo da memória e do viver afro-brasileiro “Caio Egydio de Souza Aranha”

Centro de Documentação e Levantamento da escravidão no Brasil,

*Centro de Educação Infantil Jardim Aeroporto.
Mãe Sylvia de Oxalá através de palestras, ajuda a disseminar uma outra história: a de que a civilização negra é a mais antiga do mundo, tendo 15 mil anos de tradição, e que os faraós, reis do Egito, eram negros. Contar um outro lado da história deste povo como forma de aumentar a auto-estima das crianças afro-brasileiras e de evitar o preconceito das brancas.

Mãe Sylvia de Oxalá recebeu inúmeras homenagens e prêmios por seu valoroso trabalho de defesas das tradições e atuação em obras sociais junto à comunidade.

Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo.
(13 de maio de 1998).

O diploma de Gratidão de São Paulo e a Medalha Anchieta em ano de 1998 em razão das obras sociais realizadas pelo Axé Ilê Obá desde o início de sua gestão. Por esta mesma razão o Axé Ilê Obá foi declarado órgão de utilidade pública em 1991 e tombado também pelo SPHAM.

“Prêmio Niños de la Calle” em Madrid por seu trabalho junto aos menores carentes.

“Prêmio Humanista” da Universidade de Moscou.

“Prêmio Ambientalista - Humanitas” oferecido pela CETESB “Prêmio de Recuperação das Crianças Carentes” em Diadema e São Bernardo do Campo.

07 agosto 2014

Ilê Axé Dajô Obá Ogodô em Extremoz - RN

Mês de Agosto que chega e com ele os festejos de Obaluaiê!!! Estão todos e todas convidados para o Olubajé - O Banquete do Rei - Ritual da Partilha.

Quando? - 09 de Agosto
Onde? - Axé Obá Ogodô
Qual o horário? A partir das 10hs de acordo com a programação do dia. Fique de olho!!!!

PROGRAMAÇÃO OLUBAJÉ:
10 AS 12:30 HS - RODAS DE CONVERSA SOBRE DIREITOS TRABALHISTAS E DIREITOS HUMANOS COM DRA. ANDRÉA E DR. EMANUEL PALHANO

12:30 AS 14:00HS - ALMOÇO (FEIJOADA DE OBALUAIÊ

14HS AS 17HS - OFICINAS DE HEIKI com o grupo de Heikianos do TEMPLO UNIVERSAL DESPERTAR & PERCUSSÃO com Pau & Lata e Nação Zambêracatu.

E DURANTE O DIA TEMOS TEREMOS TAMBÉM A FEIRA PRETA DE ECONOMIA SOLiDÁRIA ( aos convidados, amigos e colaboradores convidamos também para ocupar o espaço da feirinha e comercializar seus produtos)

18:00hs - OLUBAJÉ

21:00HS - JANTAR

SEJAM BEM VINDOS AO OBÁ OGODÔ!!!!

SAUDAÇÕES

BABÁ OBÁ WALÊ
Melqui d´Xangô

05 agosto 2014

Exus


CLASSIFICAÇÃO MORAL (BEM OU MAL): EXÚ PAGÃO OU EXÚ BATIZADO?

Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando a própria evolução.

O chamado “Exú Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.

Já o Exu Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.

Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exú com um espíritos zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Kiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de “Guias”.

Para evitar essa confusão, não damos aos chamados “Exus Pagões” a denominação de “Exu”, classificando-os apenas como Kiumbas. E reservamos para os ditos “Exus Batizados” a denominação de “Exu”.

CLASSIFICAÇÃO PELOS PONTOS DE VIBRAÇÃO DOS EXUS

Exus do Cemitério:

São Exus que, em sua maioria, servem à Obaluaiê. Durante as consultas são sérios, reservados e discretos, podem eventualmente trabalhar dando passes de limpeza (descarregando) o consulente. Alguns não dão consulta, se apresentando somente em obrigações, trabalhos e descarregos.

Exus da Encruzilhada:

São Exus que servem a Orixás diversos. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também participam em obrigações, trabalhos e descarregos. Alguns deles se aproximam muito (em suas características) dos Exus do cemitério, enquanto outros se aproximam mais dos Exus da estrada.

Exus da Estrada:

São os mais “brincalhões”. Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas “brincadeiras” devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente. São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo.

ORGANIZAÇÃO E HIERARQUIA DOS EXUS:

Os Exus, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos desde Exus muito ligados aos Orixás até aqueles Exus ligados aos trabalhos mais próximos às trevas.

Os exus dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus e a divisão está formada “de cima para baixo” :

TERCEIRO CICLO

Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus.

Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Coroados. São aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de mando. São os chefes das falanges. Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da Umbanda. Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium. Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exu Coroado como o seu guardião pessoal. São os guardiões chefes de terreiro. Não mais reencarnam, já esgotaram há tempos os seus karmas.

• Sétimo Grau - Estão os Exus Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda, temos Um Exu no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exus Chefes de Legião

• Sexto Grau - Estão os Exus Chefes de Falange. São Sete Exus Chefes de Falange subordinados a cada Exu Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exus Chefes de Falange.

• Quinto Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Falange. São Sete Exus Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exu Chefe de Falange, portanto, são 343 Exus Chefes de Sub-Falange.

SEGUNDO CICLO

Contém o Quarto Grau.

Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Cruzados ou Batizados. São subordinados dos Exus Coroados. Já tem a noção do bem e do mal. São os exus mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro. O campo de atuação destes exus está nas sombras (entre a Luz e as Trevas). Estão ainda nos ciclos de reencarnações.

• Quarto Grau – Estão os Exus Chefes de Agrupamento. São Sete Exus Chefes de Agrupamento e estão subordinados a cada Exu Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2401 Exus Chefes de Agrupamento.

PRIMEIRO CICLO

Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus.

Temos dois tipos de Exus neste ciclo :

o Exus Espadados – São subordinados do Exus Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas.

o Exus Pagãos (Kiumbas) - São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal. São conhecidos, também como “rabos-de-encruza”. Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem. Não são confiáveis, por isso.

São comandados de maneira intensiva pelos Exus de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada.São kiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus.

O campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exus dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas.

• Terceiro Grau - Estão os Exus Chefes de Coluna. São Sete Exus Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exus Chefes de Coluna.

• Segundo Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exus Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exus Chefes de Sub-Coluna.

• Primeiro Grau - Estão os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função.

Os Exus, em geral, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei.

Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus.

7º Grau
7 – Chefes de Legião
Exus Coroados
6º Grau
49 – Chefes de Falange
Exus Coroados
5º Grau
343 – Chefes de Sub-Falange
Exus Coroados
4º Grau
2401 – Chefes de Grupamento
Exus Cruzados ou Batizados
3º Grau
16807 – Chefes de Coluna
Exus Espadados e Pagãos
2º Grau
117649 – Chefes de Sub-Coluna
Exus Espadados e Pagãos
1º grau
? – Integrantes de Coluna
Exus Espadados e Pagãos



Além destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis vibracionais, onde os espíritos ligados à Terra, habitam.

Estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo. Os níveis estão mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou seja, são mais estados de consciência do que um lugar fisicamente localizado.

Como são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta. Portanto, quando vemos descrições de camadas umbralinas localizadas em abismos sob a crosta terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico.

Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas Concêntricas Inferiores.

A divisão está sempre formada “de cima para baixo” :

Camadas Concêntricas Superiores

Sétima, Sexta e Quinta Camadas – Zonas Luminosas

Seres iluminados, isentos das reencarnações. Cumprem missões no planeta. Estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores.

Quarta Camada – Zona de Transição

Espíritos elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores.

Terceira, Segunda e Primeira Camadas – Zonas Fracamente Iluminadas

A maioria dos espíritos que desencarnam, estão nestas camadas. Estão em reparações e aprendizados para novas reencarnações.

Superfície

Espíritos encarnados

Camadas Concêntricas Inferiores

Sétima Camada – Zona Sub-Crostal Superior

Espíritos sofredores de um modo geral que serão em seguida socorridos e encaminhados a planos mais elevados para adaptação e aprendizado, antes de reencarnarem.

Sexta, Quinta e Quarta Camadas – Zona das Sombras, Zona Purgatoriais ou de Regeneração

Espíritos sofredores purgando parte de seus karmas, e que serão encaminhados o mais rápido possível à reencarnação para novas provas e expiações.

Quarta Camada – Zona de Transição

Entre as sombras e as trevas. Zona de seres revoltados e dementados.

Terceira, Segunda e Primeira Camadas – Zona das Trevas ou Zona Sub-Crostal Inferior

Estes espíritos estão em estágio de insubmissos, renitentes e rebelados às Leis Divinas. Não reconhecem Deus como o Ser mais superior.

A atuação dos Exus, está praticamente em todas as camadas inferiores, com exceção das Terceira, Segunda e Primeira Camadas, que eventualmente eles “descem” para missões especiais ou mandam os rabos-de-encruza, pois estão mais “ambientados” com as baixas e perniciosas vibrações. Não que os Exus não possam “descer” até lá, mas porque é desnecessário criar uma guerra com os seres infernais, apenas porque se invadiu aquelas zonas.

A maioria dos livros espíritas, que tratam do assunto dos níveis vibracionais, não chega sequer a mencionar algo além das camadas intermediárias ou médio e alto umbral. Descrevem na maioria das vezes as camadas que ficam as sombras e não as trevas, pois os espíritos que fazem tais incursões não podem ou não devem “baixar” mais, pois somente cabe aos exus, espíritos especializados “descer” tanto.

CORRESPONDÊNCIA ENTRE OS EXUS E AS DIFERENTES IRRADIAÇÕES DOS ORIXÁS


Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Oxalá:
Exú 7 Encruzilhadas
Comando negativo da linha
Exú Sete Chaves
intermediário para Ogum
Exú Sete Capas
intermediário para Oxossi
Exú Sete Poeiras
intermediário para Xangô
Exú Sete Cruzes
intermediário para Yorimá
Exú Sete Ventanias
intermediário para Yori
Exú Sete Pembas
intermediário para Yemanjá
Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Yemanjá:

Pombo Gira Rainha
Comando negativo da linha
Exú Sete Nanguê
intermediário para Ogum
Maria Mulambo
intermediário para Oxossi
Exú Sete Carangola
intermediário para Xangô
Exú Maria Padilha
intermediário para Yorimá
Exú Má-canjira
intermediário para Yori
Exú Maré
intermediário para Oxalá
Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Ibeiji:

Exú Tiriri
Comando negativo da linha
Exú Toquimho
intermediário para Ogum
Exú Mirim
intermediário para Oxossi
Exú Lalu
intermediário para Xangô
Exú Ganga
intermediário para Yorimá
Exú Veludinho
intermediário para Oxalá
Exú Manguinho
intermediário para Yemanjá
Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Xangô:

Exú Gira Mundo
Comando negativo da linha
Exú Meia-Noite
intermediário para Ogum
Exú Mangueira
intermediário para Oxossi
Exú Pedreira
intermediário para Oxalá
Exú Ventania
intermediário para Yorimá
Exú Corcunda
intermediário para Yori
Exú Calunga
intermediário para Yemanjá
Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Ogum:

Exú Tranca-Ruas
Comando negativo da linha
Exú Tira-teimas
intermediário para Oxalá
Exú Veludo
intermediário para Oxossi
Exú Tranca-gira
intermediário para Xangô
Exú Porteira
intermediário para Yorimá
Exú Limpa-trilhos
intermediário para Yori
Exú Arranca-toco
intermediário para Yemanjá
Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Oxossi:

Exú Marabô
Comando negativo da linha
Exú Pemba
intermediário para Ogum
Exú da Campina
intermediário para Oxalá
Exú Capa Preta
intermediário para Xangô
Exú das Matas
intermediário para Yorimá
Exú Lonan
intermediário para Yori
Exú Bauru
intermediário para Yemanjá
Os Setes Exus Chefes de Falange da Vibração Espiritual de Yorimá:

Exú Caveira
Comando negativo da linha
Exú do Lodo
intermediário para Ogum
Exú Brasa
intermediário para Oxossi
Exú Come-fogo
intermediário para Xangô
Exú Pinga-fogo
intermediário para Oxalá
Exú Bára
intermediário para Yori
Exú Alebá
intermediário para Yemanjá

RELAÇÕES EXISTENTES ENTRE AS LINHAS DA QUIMBANDA E UMBANDA

Uma vez se entendendo que há uma perfeita harmonia entre as ações dos elementos que compõe as linhas da Quimbanda e da Umbanda, cada elemento destes há um paralelo, um elo de ligação entre a Umbanda e a Quimbanda.

Linhas da Umbanda
Linhas da Quimbanda
Linha de Oxalá
Linha Malei
Linha de Ogum
Linha do Cemitério
Linha de Oxossi
Linha dos Caboclos Quimbandeiros
Linha de Xangô
Linha de Mossorubi
Linha de Yorimá
Linha da Almas
Linha de Ibêji
Linha Mista
Linha de Yemanjá
Linha Nagô
Há ainda outros elos de ligação entre os Orixás da Umbanda com os Exus da Quimbanda.
No caso de Ogum, há uma manifestação de Ogum, para corresponder com cada uma das sete Linhas da Quimbanda. Vejamos:

Ogum de Malei
Linha Malei
Ogum Megê
Linha do Cemitério
Ogum Rompe Mato
Linha dos Caboclos Quimbandeiros
Linha de Mossorubi
Ogum Megê
Linha da Almas
Ogum Xoroquê
Linha Mista
Ogum de Nagô
Linha Nagô

Retirado da Apostila da Sociedade Espiritualista Mata Virgem
Fontes de Pesquisas: Não informadas
Imagens Retiradas da internet



Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins