18 julho 2017

RESPEITO A RELIGIÃO DO PRÓXIMO




RESPEITO A RELIGIÃO DO PRÓXIMO

Por causa da palavra religião, a humanidade está dividida. 
As pessoas não se referem as outras pelos nomes e sim aquele:
macumbeiro,crente,católico e por aí vai...
É muito triste ver uma pessoa de bem, que se engloba dentro dos 10 mandamentos das leis de Deus,
ser avaliada pela fé que professa.Deus deve ficar triste, em ver seus filhos brigando entre si,cada um querendo
mostrar, qual a melhor maneira de agradar ao Pai, que nos avalia pelos nossos atos
postura diante da vida,se plantamos boas sementes para colhermos bons frutos...
Um pai que tem mais de três filhos, ficaria feliz em ver seus filhos brigando entre si,
para provar quem o ama da maneira correto?
-Claro que não, pois os pais querem ver seus filhos unidos,se respeitando,cada um
fazendo a sua parte e trilhando no caminho do bem, mas jamais, se esconder atrás de religião, seja ela qual for e praticar maldades.
Aí sim, o pai repreende e os ensina a assumir e responder pelos próprios atos.
Será que Deus não gostaria que agíssemos assim!
Fôssemos mais unidos, respeitássemos o livre arbítrio do próximo, no que se refere, a maneira que escolheu de servi-Lo e deixássemos Ele decidir, quem está certo ou errado no modo de amá-Lo

e já que somos irmãos, por sermos criação de Deus, vamos nos olhar pelo bem que fazemos: amizade sincera, dignidade de vida, boa índole....etc
e não pela fé que professamos, pois este particular só diz respeito a pessoa e a Deus,
que nos conhece muito antes de nascermos e sabe realmente quem somos na realidade e não o que aparentamos ser.

Glorificado seja sempre Deus.-------------------((Título e texto são de autoria: Isa Soares -reflexoesedicas) Atenção: Este texto é de autoria de Isa Soares e está licenciado:

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16 julho 2017

A Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mary Regina, esteve nesta quarta-feira (13/07) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte participando da Audiência Pública proposta pela Deputada Estadual Larissa Rosado (PSB) sobre o desafio histórico na educação brasileira de conciliar a laicidade estatal com o Ensino Religioso nas escolas do Estado e do país.





A Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mary Regina, esteve nesta quarta-feira (13/07) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte participando da Audiência Pública proposta pela Deputada Estadual Larissa Rosado (PSB) sobre o desafio histórico na educação brasileira de conciliar a laicidade estatal com o Ensino Religioso nas escolas do Estado e do país.

A Equipe Gestora do Ministério da Educação (MEC) excluiu o Ensino Religioso da terceira versão da Base Nacional Curricular Comum, documento que serve como referência para todas as escolas públicas e particulares do Brasi. Com isso, diversos profissionais que atuam na área do ensino religioso se mobilizaram para pressionar por uma mudança no documento.

Na audiência, diversas pessoas que atuam na área explicaram que a disciplina é baseada no respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil.

"O momento é importante para se desconstruir uma equivocada e errônea visão sobre o Curso de Ciências da Religião e sobre o ensino religioso em nosso país. É preocupante a atual conjuntura de nosso país em que o ódio, a intolerância e o fascismo estão sendo fortalecidos cada dia mais. Por isso que a COEPPIR defende a construção de uma Política de Paz que combata a intolerância religiosa por meio do diálogo", afirmou a Coordenadora Mary Regina.

A titular da COEPPIR ainda lembrou que está para ser criado pelo Governo do Estado o Fórum Estadual Inter-Religioso para uma Cultura de Paz e Liberdade de Crença (FOIR) que tem por objetivo de estimular a atuação conjunta com igrejas, templos e comunidades religiosas, organizações não confessionais e instituições públicas, em programas de investigação, desenvolvimento e promoção da liberdade religiosa.

Professor e coordenador do curso de Ciências da Religião da UERN, João Bosco Filho, o atual momento do mundo requer que o ensino religioso continue nas escolas do Brasil e contribua na formação dos novos cidadãos.

Fonte: Coeppir RN

Em uma história de resistência, pernambucanos celebram Oxum no Dia de Nossa Senhora do Carmo, Saiu no www.g1.globo.com

Relacionado aos rios, orixá é homenageado no Recife por causa dos afluentes que cortam a cidade. Nos tempos da escravidão, africanos e descendentes usavam imagens da santa para reverenciar Oxum.


Por Pedro Alves, G1 PE
 



Grande Toque de Oxum homenageia o orixá da fertilidade na noite do sábado (15) (Foto: Marcello Nascimento/Divulgação)Grande Toque de Oxum homenageia o orixá da fertilidade na noite do sábado (15) (Foto: Marcello Nascimento/Divulgação)
Grande Toque de Oxum homenageia o orixá da fertilidade na noite do sábado (15) (Foto: Marcello Nascimento/Divulgação)
Enquanto na Igreja Católica se comemora, neste domingo (16), o Dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, os devotos de religiões de matriz africana celebram Oxum, orixá feminino das águas doces e do ouro, regente da harmonia e do equilíbrio emocional. Em Pernambuco, as terças-feiras são dedicadas ao orixá, mesmo dia em que se realizam as missas carmelitas da santa católica. O 16 de julho, dedicado à santa católica, tornou-se, para o povo de terreiro, dia de celebrar Oxum.
Por causa dos rios que cortam a capital pernambucana, local do reinado de Oxum, junto com as cachoeiras, o sincretismo religioso de relacionar o orixá à santa do catolicismo se intensifica. Antigas gerações de negros vindos do continente africano e seus descendentes, até os dias atuais, mantêm a devoção à própria cultura muito próxima da crença trazida e imposta pelo colonizador. Na história de repressão e violência deixada pela escravidão, o sagrado ultrapassa as barreiras culturais.
Afoxé Oxum Pandá, no Recife, homenageia o orixá feminino das águas doces e do ouro (Foto: Isabella Vale/Secult-PE)Afoxé Oxum Pandá, no Recife, homenageia o orixá feminino das águas doces e do ouro (Foto: Isabella Vale/Secult-PE)
Afoxé Oxum Pandá, no Recife, homenageia o orixá feminino das águas doces e do ouro (Foto: Isabella Vale/Secult-PE)
Historiador e sacerdote da jurema e candomblé, Alexandre L’Omi Lodò é filho de Oxum — assim são chamadas as pessoas regidas por um determinado orixá — e explica que, historicamente, o que era representação se tornou parte da própria fé dos africanos. Ele, que é coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, em Abreu e Lima, no Grande Recife, conta que o que surgiu como forma de sobrevivência dos povos africanos tornou-se tradição, em uma história de resistência da cultura negra entre os resquícios de mais de 300 anos de escravidão, que duram até hoje.
“O sincretismo só existiu por causa do medo, porque nunca existiu relação cordial. A tradição da igreja se relaciona por causa das cores e da aproximação dos elementos. Por exemplo, amarelo é a cor de Oxum e de Nossa Senhora do Carmo, assim como azul é a de Iemanjá e Nossa Senhora da Conceição. Juntando isso, deu-se a representação”, diz Alexandre.
Filho de Oxum, Alexandre L'omi L'odò é coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, no Grande Recife (Foto: Marina Mahmood/Divulgação)Filho de Oxum, Alexandre L'omi L'odò é coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, no Grande Recife (Foto: Marina Mahmood/Divulgação)
Filho de Oxum, Alexandre L'omi L'odò é coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, no Grande Recife (Foto: Marina Mahmood/Divulgação)
Ele explica também que os africanos, quando foram trazidos ao Brasil, precisavam criar uma estratégia de sobrevivência para si e para seu sagrado, ou seriam mortos. "Como forma de enganar quem os perseguia, eles colocavam imagens católicas nas senzalas e, em baixo, as oferendas e assentamentos africanos. Como os colonizadores não sabiam as línguas africanas, achavam que a prática era o cristianismo", conta.
Segundo Pai Messias, da Tenda de Umbanda Pai Francisco, no Arruda, na Zona Norte da capital pernambucana, existe um carinho específico do povo de terreiro de Pernambuco com os santos católicos. Na tenda, na noite do sábado (15), foi realizado o Grande Toque de Oxum, em homenagem ao orixá da fertilidade, aproveitando a data em que se celebra a padroeira do Recife.
"Pernambuco tem uma grande tradição dentro do candomblé e da umbanda, de venerar seus orixás em relação aos santos católicos, mas, além disso, a veneração aos orixás por si só é muito presente", afirma.
Terreiro de Xambá, em Olinda, é um dos que celebram o Dia de Oxum no 16 de julho (Foto: Reprodução/TV Globo)Terreiro de Xambá, em Olinda, é um dos que celebram o Dia de Oxum no 16 de julho (Foto: Reprodução/TV Globo)
Terreiro de Xambá, em Olinda, é um dos que celebram o Dia de Oxum no 16 de julho (Foto: Reprodução/TV Globo)
Ainda assim, o carinho do filhos de orixás pelos santos se mantém entre as gerações como parte integrante da cultura afrobrasileira. No Recife, o quarto grupo de afoxé mais antigo de Pernambuco, o Oxum Pandá, atua há quase 20 anos e é conhecido não só pela estética, mas também pela militância no movimento negro.
"Oxum é o orixá que nos dá força e poder pra não faltar pão de cada dia. Ela é mãe, assim como Maria. Os africanos tinham veneração pelos seus orixás e, para não passar sem venerar seus orixás, aproveitavam as missas e orações dos senhores de engenho. Colocavam uma pedra, faziam a oferenda em baixo de uma mesa e faziam a festa", relata Pai Messias.
Orixá dos rios e cachoeira, Oxum tem como elemento a cor amarela (Foto: Céu Mendonça/Divulgação)Orixá dos rios e cachoeira, Oxum tem como elemento a cor amarela (Foto: Céu Mendonça/Divulgação)
Orixá dos rios e cachoeira, Oxum tem como elemento a cor amarela (Foto: Céu Mendonça/Divulgação)
Ainda sobre o sincretismo religioso, Pai Messias diz que novas gerações de povos de terreiro já não mantêm tão ativo o culto aos santos católicos junto aos orixás, por terem nascido em contextos diferentes do da escravidão. O sentimento é compartilhado por Alexandre, que fala sobre o reconhecimento dos negros na própria cultura
"A gente sabe que existem pessoas do candomblé que gostam do catolicismo, é um resquício da memória. Apesar disso, não existe ‘tradução de orixá’. Existe uma Nossa Senhora do terreiro e da igreja, é completamente diferente. Julho ser o mês de Oxum e as terças serem dedicadas ao orixá é algo bem pernambucano. Essa relação é daqui", finaliza.

Oração a Pai Xangó

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Ass: Mariano de Xangó
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O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins