21 janeiro 2017

21 de Janeiro Todos Contra a Intolerância Religiosa!


Veja programação da Semana do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa no DF


quinta-feira, 19 / janeiro / 2017 by Ascom

Órgãos de direitos humanos nas esferas distrital e nacional, juntamente com organismos inter-religiosos, ecumênicos e lideranças, construíram uma agenda para a semana do “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa – 21 de janeiro” que será realizada em Brasília e Entorno. Convidam a todos e todas para participarem desta importante e necessária programação.

Esta data, instituída pela Lei Federal nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, advém como espaço de reflexão no sentido de que sejam construídas ações que busquem fomentar culturas de paz entre as expressões religiosas. Com o anseio de que as diversas crenças ou convicções religiosas não venham se constituir em motivos para a prática de crimes de intolerância.

Lembramos que nesta data, Mãe Gilda, uma sacerdotisa de matriz afro-brasileira, por ter seu templo invadido e depredado por fundamentalistas religiosos, teve complicações de saúde vindo a falecer.

Infelizmente os ataques e agressões não cessaram. São práticas comuns em todo o país, de maneira que é papel da sociedade e os organismos estatais atuarem para que não tenhamos como legado para as gerações futuras uma sociedade intolerante e que considere normal o desrespeito às crenças e convicções aliada a total quebra da laicidade.

PROGRAMAÇÃO

DIA 19 DE JANEIRO – QUINTA

Evento: Catedral em Debate – “Ameaças à diversidade religiosa e à laicidade no Brasil”.
Data: 19/jan
Horário: 19h30
Local: Catedral Anglicana de Brasília – EQS 309/310, Asa Sul.
Palestrantes: Babalorixá Pai Babazinho do Ilê Orinla Fun Fun - Candomblé. Iyá Rejiane do Ilê Orinla Fun Fun – Candomblé. Fernando La Rocque Couto da Igreja Céu do Planalto – Santo Daime. Glória Silva da Associação Ateísta do Planalto Central.
Coordenação: Dom Maurício Andrade (Bispo da Diocese Anglicana de Brasília)

DIA 20 DE JANEIRO – SEXTA

Evento: Secretaria Especial de Direitos Humanos pelo Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa – CNRDR.
Data: 20/jan
Horário: (manhã) 9h às 12h
Local: SCS, Qd. 9, Edifício Park Cidade Corporate, Torre “A“, 9º Andar (próximo ao Venâncio Shopping) Brasília – DF
Programação:
•Apresentação do “Rivir – Relatório sobre Intolerância e Violência Religiosa no Brasil (2011-2015)”, Clara Adad (Consultora OEI/SEDH) e Andréa Guimarães (Consultora OEI/SEDH)
•Apresentação do livro “Intolerância Religiosa no Brasil”, Ivanir dos Santos (CCIR/RJ)
•Apresentação das conclusões da pesquisa “Diversidade Étnico-racial e Pluralismo Religioso no Município de São Paulo”, Hédio Silva (OAB-SP)
•Debatedores: Elianildo Nascimento (CNRDR) e Rodrigo Vitorino (UFU)

Evento: Mobilização na Rodoviária do Plano Piloto da Rede de povos de terreiro e jovens de terreiro.
Data: 20/jan
Horário: (tarde) 12h às 17h
Local: Rodoviária do Plano Piloto. Brasília – DF

Evento: Apresentação do Comitê Distrital da Diversidade Religiosa – CDDR.
Data: 20/jan
Horário: (tarde) às 16h
Local: Salão Nobre do Palácio Buriti – Brasília – DF

DIA 21 DE JANEIRO – SÁBADO

Evento: Dia Mundial da Religião.
Sobre: A ser realizado em 21 de janeiro (sábado), das 9 às 11 horas, na Instituição (SalveaSi – Tratamento a dependentes químicos – Cidade Ocidental-GO), com o objetivo de oferecer gratuitamente para as pessoas que estão acolhidas no local, serviços visando a promoção da saúde, higiene, cultura e cidadania. Corrente Ecumênica de Oração em prol da Paz Mundial, pela harmonia das famílias e pelo fim da intolerância, das diversas formas de violência.
Tel. Confirmar presença até 19/1/2017 - (61) 3114-1050 (Lindelma)
Data: 21/01
Horário: (manhã) 9h às 11h
Local: SalveaSi – Tratamento a dependentes químicos – Cidade Ocidental-GO

Evento: Celebração inter-religiosa com lideranças e organizações seguida de um momento social.
Data: 21/01
Horário: (tarde) às 17h
Local: Templo Shin Budista de Brasília, EQS 315/316. – Brasília- DF

Promoção/apoio:
Associação Ateísta do Planalto Central
CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
Igreja Episcopal Anglicana – IEAB DF
Iniciativa das Religiões Unidas – URI Brasília
Ilê Orinla Fun Fun – Templo Candomblé
Jovens de Terreiro – DF
OLIR – Observatório da Liberdade Religiosa – DF
Rede Ecumênica da Juventude – REJU DF
SEDESTMIDH/Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos – GDF
Fundação Cultural Palmares – MinC

Área da Diversidade Religiosa – SEDH.


Combate à Intolerância Religiosa

Uma forma de preservar as tradições, idiomas, conhecimentos e valores dos primeiros negros africanos escravizados trazidos para o Brasil, as religiões de matriz africana foram incorporadas à cultura brasileira e se tornaram uma importante característica da identidade nacional. Entretanto, o racismo ainda tenta impedir o culto à ancestralidade negra tornando seus adeptos vítimas recorrentes do preconceito e da intolerância.

Visando coibir outras atitudes discriminatórias e, como um ato em homenagem a Mãe Gilda, símbolo de um dos casos mais marcantes de preconceito religioso no país, em 2007 foi sancionada a Lei nº 11.635 que faz do 21 de janeiro o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data, que é celebrada por todos os praticantes das religiões de matriz africana, serve ainda como reflexão e motivação na busca pela liberdade do culto religioso e combate ao racismo.

O limite da intolerância – Em outubro de 1999 o Brasil testemunhou um dos casos mais drásticos de preconceito contra os religiosos de matriz africana. O jornal Folha Universal estampou em sua capa uma foto da Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos – a Mãe Gilda – trajada com roupas de sacerdotisa para ilustrar uma matéria cujo título era: “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. A casa da Mãe Gilda foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente, e seu Terreiro foi depredado por evangélicos. Mãe Gilda não suportou os ataques e, após enfartar, faleceu no dia 21 de janeiro de 2000.

Confira o que outras líderes religiosas falam sobre intolerância religiosa:

Mãe Jaciara – Sucessora de Mãe Gilda no Terreiro Axé Abassá de Ogum, Mãe Jaciara é taxativa quando expressa sua opinião. “O maior problema para mim como Yalorixá de um Terreiro de Candomblé é o preconceito que as pessoas tem pela história e imagem distorcida que tem a respeito ao candomblé. As pessoas relacionam a nossa religião a práticas de magias negras e cultos demoníacos. Não poderia estar mais longe da verdade”.

Makota Valdina – Makota Valdina Pinto, do Terreiro Tanuri Junsara, em Salvador/BA, defende o direito à crença religiosa assegurado pelo Artigo 5º, inciso 6º da Constituição Federal. “Não podemos falar de intolerância sem relacioná-la ao racismo praticado contra as religiões afro-brasileiras”.

                                                                  Mãe Beata – Filha de Exu com Iemanjá, Mãe Beata de Yemanjá é descendente de africanos escravizadose defensora da ancestralidade africana. “Quando eu observo que alguém está levando a conversa para caminho da intolerância religiosa, eu uso o respeito e vivência para derrubá-lo. Precisamos estimular a consciência de que o Brasil é uma mistura de todas as raças e religiões”.


                                                       Mãe Stella - Mãe Stella de Oxóssi, Ialorixá do terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, fundado em 1910 em São Gonçalo do Retiro-BA, afirma que sua luta é, e sempre será, pela igualdade de direitos: “Sigo esforçando-me para que a religião trazida pelo povo africano ao Brasil seja devidamente respeitada”.


Reações:

0 comentários:

Postar um comentário

Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins