17 março 2017

Sessão especial na CMFor apresenta Carta Magna da Umbanda


Lançamento CARTA MAGNA DA UMBANDA em FORTALEZA/CE
Click na foto para ver ou vídeo.

Solenidade apresenta Carta Magna Internacional da Umbanda – Foto: Evilázio Bezerra



A Câmara Municipal de Fortaleza realizou na tarde desta quarta-feira, 15, sessão especial para o lançamento da Carta Magna Internacional da Umbanda. A solenidade, proposta pelo vereador Guilherme Sampaio (PT), evidenciou a importância do documento como uma “proposta em respeito às diferenças e a da construção da imagem pública de uma religião de fato e de direito”, como o requerimento nº 2889/2016.

A Carta Magna Internacional da Umbanda, como descreve o documento, está baseada na legitimação e informação em nível organizacional para entendimento social e religioso, atuando ainda no fortalecimento junto ao umbandistas, além de estabelecer uma linguagem interpretativa para a sociedade em geral. A Carta Magna aborda temas sobre o direito a vida, casamento, idosos na Umbanda, integridade pessoal, orientação sexual e identidade de gênero, dentre outros. Confira a Carta Magna na integra, clique aqui

Vereador Guilherme Sampaio (PT), propositor da solenidade – Foto: Evilázio Bezerra


O vereador Guilherme Sampaio ao fazer referência à Carta Magna da Umbanda chamou a atenção para o momento histórico vivenciado pelo Parlamento de Fortaleza. “É um privilégio para a Câmara Municipal de Fortaleza realizar este momento, fazendo a divulgação e discussão da Carta Magna”, destacou.

O parlamentar evidenciou ainda a importância de debates com foco na intolerância religiosa, reforçando o direito de cada cidadão expressar a sua religiosidade. “A solenidade representa o respeito e o reconhecimento à Umbanda. A CMFor deve respeitar e valorizar todas as expressões religiosas”, apontou Guilherme Sampaio frisando a laicidade do poder público.

O presidente do Superior do órgão de Umbanda de São Paulo e da Federação Espiritualista Reino dos Orixás (FERO), Pai Varelo ressaltou os diversos debates e vivencias que contribuíram para a construção da Carta Magna. Destacando as diretrizes do documento, Pai Varelo reforçou a união da Umbanda e da responsabilidade das autoridades no fortalecimento da mesma como expressão religiosa. Agradecendo o reconhecimento da CMFor, o umbandista salientou a força da sua comunidade. “A Carta Magna mostra que somos um povo trabalhador, que não caminha só, e que o respeito a hierarquia é importante”, afirmou.

Estiveram presentes no evento a coordenadora especial de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial do Estado do Ceará, Zelma Madeira; o coordenador de Políticas e Promoção a Igualdade Racial de Fortaleza, Cristiano Pereira; o advogado Robson Sabino da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB/CE. A solenidade contou com a participação de várias comunidades da Umbanda: Associação Cultural Afro-brasileira Pai Luiz de Aruanda – Mãe Bia, Associação São Miguel – Pai Juliano, Centro Espírita Umbanda São Jorge Guerreiro – Mãe Netinha, o Centro Cultural Rainha da Justiça – Pai Raimundinho Dente de Ouro, Associação Cultural Amigos do Zé – Paulo Mandú, e o Templo de Umbanda Filhos da Luz do Cacique Pena Branca em São Paulo, representado pelo Pai Dinho Cáceres, Pai Ricardo – Diretor Regional do Movimento Político Umbandista.


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O QUE SÃO OGÃNS?

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Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins