22 fevereiro 2016

Ogãs - São aqueles que cantam, os responsáveis pela orientação das curimbas (cânticos) e os que tocam atabaques.


OGÃS



São aqueles que cantam, os responsáveis pela orientação das curimbas (cânticos) e os que tocam atabaques.

ATRIBUIÇÕES DO OGÃ

preparar o atabaque;
cuidar do atabaque;
puxar todas as curimbas do terreiro, mediante a orientação do Babalorixá. O Ogã precisa ser feito no santo para saber diferenciar os toques próprios de cada Orixá e falange;
conhecer os pontos da gira mediante a orientação do Babalorixá;
preparar novos Ogãs, ensinando-lhes o uso e o trato dos atabaques.

TIPOS DE OGÃS

A palavra “Ogã” significa originalmente “aquele que bate, toca e canta”. Entretanto, com o passar dos tempos, torna-se cada vez mais difícil achar um Ogã que ao mesmo tempo “bata” corretamente para todas as vibrações e igualmente cante. Então surgiram as denominações:
Ogã de canto – aquele que só emite as curimbas;
Ogã de atabaque – aquele que “bate” em busca das vibrações;
Ogã de caboclo – embora já não seja mais realizada, a preparação do Ogã de caboclo refere-se a uma segurança muito importante para aqueles que, pelo toque dos atabaques, atraem as diversas falanges.

Normalmente, o Ogã não desenvolve sua mediunidade de incorporação, julgando muitos que até não a possua, embora na maioria das vezes tal fato não seja verdadeiro, pois, quando um médium se dedica mais a um tipo de mediunidade, os outros tipos diminuem, não significando que não existam. Assim , batendo e cantando para os Orixás e falanges, o Ogã torna-se um imã importantíssimo. Dessa forma, há necessidade de preparação, não pura e simplesmente como Ogã, que é amplamente realizada, mas sim no tocante ao assentamento do seu guia-chefe.

Todo médium tem um guia, mesmo que não tenha a mediunidade de incorporação desenvolvida e assim, para o Ogã, além da preparação normal, ou seja, o cruzamento para todos os Orixás e falanges, deve haver o assentamento para o seu guia-chefe, que deverá ser identificado pelo Babalorixá ou Ialorixá, o que permitirá maior firmeza ao Ogã, isolando-o de qualquer negatividade.

Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu e Ngomana nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum,Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominaçãoJeje.No Candomblé Jeje os Ogãs são classificados como:

PEJIGAN que é o primeiro Ogã da casa Jeje. O mais velho de todos os Ogãs é geralmente o mais sábio.

RUNTÓ é o segundo, que é o tocador do atabaque Rum.

AXOGUN é um ogã de suma importância no Candomblé, pois é o responsável pela execução sacrificial dos animais votivos, e é um especialista no que faz.

No Candomblé Ketu os Ogãs são classificados como:

ALAGBÊ – O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.

OGÃ GIBONÃ – Zelador da casa de Exu, outro ogã de suma importância, pois seus conhecimentos ajudam na firmeza da casa.

OGÃ APONTADO – Pessoa apontada como possível candidato a Ogã. Equivalente ao Ogã suspenso.

OGÃ SUSPENSO – Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogã, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogãs da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas as obrigações para ser um Ogã.

Há também outros Ogãs como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.

No Candomblé Bantu os Ogãs são classificados como:

Tata NGanga Lumbido – Ogã guardião das chaves da casa.

Kambondos – Ogãs. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba – Ogã responsável pelas folhas.

Tata Kivanda – Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji – Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.Tata Mavambu – Ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher menstrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não menstruar mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).

Xicarangoma – O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos

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O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins