09 junho 2017

Primeiro Pé de Jurema Sagrada plantado em uma escola pública no Brasil Um ato histórico para a educação pública em prol do respeito à diversidade

Alexandre L'Omi L'Odò sacerdote responsável pela palestra e pelo plantio do Pé de Jurema. Foto de Alyne Pinheiro.

Primeiro Pé de Jurema Sagrada plantado em uma escola pública no Brasil
Um ato histórico para a educação pública em prol do respeito à diversidade

Já era para eu ter feito este registro aqui. Demorei um ano para fazê-lo. Contudo, disponibilizo abaixo um pouco do nosso momento mais lindo de 2016.

Não escreverei muito sobre este dia tão especial. Apenas deixarei aqui as fotografias que marcaram este momento histórico na vida de todos nós, que acreditamos em um mundo sem racismo, sem intolerância e que respeita a diversidade religiosa e cultural. Em cada foto tentarei fazer um breve comentário, para ilustrar o que cada uma representa. Vigem nas imagens, elas são o relato de tudo que vivemos. 

A emoção é forte em rever cada detalhes deste dia. Dia difícil... Onde pudemos ver a face real do racismo institucional. Mas somos fortes, resilientes e enfrentamos tudo com dignidade e plantamos juntos e juntas o primeiro pé de Jurema em uma escola pública no Brasil.

Vale lembrar que esta árvore sagrada, foi plantada em homenagem ao líder quilombola negro/indígena Malunguinho, herói do povo Pernambucano e divindade na religião Jurema Sagrada.

Diretora fazendo fala de abertura do ato do plantio da primeira Jurema prantada em uma escola pública no país. Foto de Alyne Pinheiro.

Abertura das atividades com uma palestra sobre a Jurema Sagrada e a diversidade afro religiosa. Foto de Alyne Pinheiro.

Aluno fazendo perguntas sobre a Jurema Sagrada. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò explicando a importância do cachimbo da Jurema. foto de Joannah Mendonça.

Aluno fazendo afirmações sobre sua identidade negra. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò e professor Rodrigo Correia em momento de emoção e fechamento da palestra. Nesta ocasião, a ancestralidade indígena do professor se fez presente para afirmar o agradecimento pela luta vencida. Foto de Alyne Pinheiro.

Ritual de plantio do primeiro pé de Jurema em uma escola pública do país. Foto de Alyne Pinheiro.

Ritual de plantio do primeiro pé de Jurema em uma escola pública do país. Foto de Alyne Pinheiro.


Professor Rodrigo Correia e Alexandre L'Omi L'Odò umedecem as raízes da árvore sagrada para seu plantio. Foto de Alyne Pinheiro.

Sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò profere fala ritual acompanhado do professor Rodrigo Correira. Foto de Alyne Pinheiro.

Sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò faz ritual de plantio da Jurema Sagrada. Foto de Alyne Pinheiro.

Momento sagrado. Plantando a esperança e enterrando o racismo e a intolerância religiosa. Foto de Alyne Pinheiro.

Alunos e alunas participam colocando areia com as mãos no momento do plantio da Jurema. Foto de Alyne Pinheiro.

Momento de celebração com alunos e alunas, onde a água foi jogada na mão de todos e todas para que eles também fossem parte deste ato sagrado. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò e professor Rodrigo Correia, idealizadores do plantio. Foto de Alyne Pinehiro.

Momento final do ato. Foto para posteridade. Registro de Joannah Mendonça.

Consagração final com a fumaça sagrada da Jurema. Momento de elevação de nossas felicidades para as Cidades da Jurema. Foto de Joannah Mendonça.

Assim foi nosso ato. Muitas outras fotografias foram postadas em nossas redes sociais. Fiz esta breve seleção para deixar registrado aqui no blog a memória imagética deste ato considerado por todos nós como histórico e fundamental.

Que fique claro que a nossa proposta foi a partir deste ato, contribuir para que os alunos e alunas pudessem vivenciar um momento pedagógico que viesse a educá-los para a luta contra o racismo, a intolerância e para o respeito à diversidade religiosa. Respeitamos a laicidade do Estado e queremos vê-la efetivada de fato. Plantar a Jurema, foi uma mensagem de que a luta dos ancestrais indígenas ainda se mantém viva e dialogando com o aqui agora. Não estamos excluídos da sociedade, pelo contrário, estamos dentro dela e contribuindo inclusive na formação de todas e todos.

Salve a Jurema Sagrada. Salve os ancestrais indígenas. Salve a luta do Catucá. Salve Malunguinho. Salve os alunos e alunas. Salve o professor Rodrigo Correia, que foi muito corajoso e honrado em ir até o fim nesta luta. Salve meus afilhados e afilhadas que se fizeram presentes neste momento. Obrigado à todas e a todos. Foi lindo, emocionante e com certeza este momento ficar'a guardado para sempre em nossas almas.


Sobô Nirê Mafá!

Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com


Reações:

0 comentários:

Postar um comentário

Oração a Pai Xangó

Juntos Somos Mais Forte!

Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguém reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento e manter viva a nossa historia"

Ass: Mariano de Xangó
mariano_xango@yahoo.com

O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins