14 setembro 2014

SOUESP, Federações de Umbanda espalhadas pelo Brasil e Órgãos Federais: Pedimos que apoiem e oficializem a Carta Magna da Umbanda

Por que isto é importante

 No dia 16 de maio, um juiz do Supremo Tribunal do Rio de Janeiro, em decisão contra as religiões de origem afro - Candomblé e Umbanda - que estão sendo alvos de perseguições religiosas no Brasil através de vídeos veiculados na internet por fundamentalistas, declarou que essas "crenças" não poderiam se configurar como religiões por não terem um documento que lhes reconheçam como tal. Há quase um ano o Congresso Nacional de Umbanda - www.congressonacionaldeumbanda.com.br e o MPU chamaram todos os órgãos máximos da Umbanda e várias lideranças religiosas e se organizaram para a Criação da Carta Magna da Umbanda, um documento que, além de demonstrar os fundamentos e dogmas desta religião, ainda coloca a Umbanda como uma das religiões mais avançadas em termos de direitos humanos na defesa de minorias perseguidas e desprivilegiadas deste país. Infelizmente, interesses políticos ocultos emperram a oficialização desta Carta Magna e mesmo a vontade dessas lideranças participarem ativamente de sua criação, lhe dando apoio para a sua oficialização a nível Nacional. Compreendemos que essa Carta Magna da Umbanda, por seu conteúdo de elevado caráter humanitário, não é importante apenas para a Umbanda em si, mas também para todos aqueles que necessitam e lutam por direitos humanos nesse país. Nessa carta, todas as minorias perseguidas como a comunidade LGBT, as mulheres, negros e mesmo outras religiões perseguidas recebem apoio incondicional da Umbanda, mostrando que uma nova visão dentro das religiões é possível. Por isso, pedimos o apoio não só de umbandistas, mas de todos aqueles como nós que acreditam ser possível a superação da discriminação e do preconceito por parte de todas as religiões.

Segue trechos da Carta Magna da Umbanda:

"RACISMO
A Umbanda é uma religião brasileira e assim como seu povo que é miscigenado, existindo a representação de várias etnias. A Umbanda é o exemplo inter-étnico e responde por ela mesma, pois tem em sua base o negro, o indígena e o europeu. Mostra-se como exemplo de cultura e educação, coibindo qualquer forma preconceituosa. O racismo é, antes de tudo, uma demonstração de atraso espiritual e desconhecimento das leis divinas. Aquele que diminui ou persegue o irmão pela cor da pele ou por qualquer outra característica étnica, viola o grande mandamento, síntese de toda a lei e dos profetas, "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

ORIENTAÇÃO SEXUAL E IDENTIDADE DE GÊNERO
Na Umbanda todo ser humano é visto como irmão (a) espiritual, sendo aceita qualquer orientação sexual e identidade de gênero. Assim a religião entende e acolhe espíritos e não o gênero ou a sexualidade. Discriminação e preconceito não são ensinados pelos nossos guias, entendendo que a Umbanda acolhe a todos. Encarnamos com propósitos e meios para alcançá-los, sendo fundamental respeitarmos a condição de cada indivíduo. Homossexualidade e transexualidade é somente questão de foro pessoal.

O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE
A Umbanda defende o direito de igualdade, onde a mulher deve ocupar qualquer posição com o mesmo tratamento.
As mulheres na Umbanda estão em todos os níveis hierárquicos da religião, mostrando a toda sociedade o exemplo a ser seguido. Entendemos que a religião de Umbanda é exemplo a todos os segmentos religiosos, pois valorizamos as mulheres em seu exercício sacerdotal, promovendo a igualdade de gênero.

CANDIDATOS A POLÍTICA NA UMBANDA
Seus representantes políticos se comprometem a não interferirem na conquista de direitos individuais baseados em dogmas religiosos da Umbanda."

Apoiem à Carta Magna da Umbanda - mais do que reparar uma injustiça que perdura à 40 anos, representa uma forma elevada e humana de agregar a diversidade humana que poderá ser seguida por todas as outras religiões.

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O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins