23 agosto 2016

Intolerância Religiosa será tema de encontro na Câmara Municipal de Areia Branca - R/N

(foto de Arquivo) de Mariano Silva.

A intolerância religiosa será tema de debate na Câmara Municipal de Areia Branca-RN, nesta sexta-feira (26), as 19h. O assunto é a temática principal do 13º Encontro de Religiosos de Matriz Africana da cidade, promovido pela Casa de Cultura de Matriz Africana Ilê Asé Dajó Ìyá Omì Sàbá.

Conforme adiantou à reportagem o babalorixá Noamã Pinheiro, palestrantes e convidados discutirão sobre o assunto em diversas perspectivas. “Sabemos que os adeptos de candomblé e umbanda são vítimas cotidianas de preconceito e intolerância por suas crenças e convicções, mas seguidores de outras doutrinas bastante difundidas como o cristianismo e o espiritísmo também são atacados de diversas formas”, explicou.



Ritual da partilha será realizado no sábado (27), em via pública na Duque de Caxias, nº 362, centro. (Foto: Carlos Júnior)

Estarão presentes no debate, a antropóloga e professora da UERN, Dra. Eliane Anselmo e o babalorixá Melquisedec da Rocha. Os organizadores esperam receber adeptos de umbanda e candomblé da cidade e da região, universitários, representantes do governo através da Fundação de Cultura e representantes dos diversos segmentos da sociedade interessados no assunto. “Será mais um evento de cunho extremamente social, no qual a população é convidada para participar de forma ativa, contribuindo e debatendo com os oradores sobre a intolerância e o combate ao preconceito.

Festa do Olubajé 2016

O Encontro de Religiosos antecede a programação religiosa do Olubajé 2016 – O banquete do rei, que será realizado na sede da Casa de Cultura de Matriz Africana no sábado (27), a partir das 19h em ritual público na Rua Duque de Caxias, nº 362, centro de Areia Branca-RN.

Fundada em 27 de setembro de 1992, a Casa de Cultura de Matriz Africana Ilê Asé Dajó Ìyá Omì Sàbá tendo como matriarca a yalorixá Maria Pinheiro é um dos centros religiosos mais antigos e respeitados na cidade.

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O QUE SÃO OGÃNS?

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Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins