10 junho 2016

A Escola de Referência em Ensino Médio Professor Cândido Duarte, localizada no bairro de Apipucos, realizou nesta quinta-feira (09) o plantio de uma muda de Jurema, planta com grande significado para seguidores das religiões de matriz!





 

Secretaria de Educação de Pernambuco publica matéria sobre o plantil do Primeiro Pé de Jurema Sagrada em uma Escola Pública no Brasil. Foi lindo e histórico. Estou realmente muito feliz. Estamos firmes na luta contra o racismo e a intolerância religiosa!

Segue texto integral da matéria no site do Estado:

A Escola de Referência em Ensino Médio Professor Cândido Duarte, localizada no bairro de Apipucos, realizou nesta quinta-feira (09) o plantio de uma muda de Jurema, planta com grande significado para seguidores das religiões de matriz indígenas brasileiras. Essa é a primeira vez que uma Jurema é plantada em uma unidade de ensino público no Brasil. A ação foi realizada em comemoração à Semana do Meio Ambiente.


O ato foi considerado religioso e cultural por também homenagear o rei Malunguinho, que é um herói negro que viveu no Século XIX. Na ocasião, houve uma palestra com Alexandre L'Omi L'Odò, historiador e membro do Quilombo Cultural Malunguinho, que também é sacerdote do candomblé e juremeiro. Alexandre tratou o tema com os estudantes a fim de quebrar preconceitos e mitos existentes a respeito da religião. “Hoje foi um dia muito especial para a escola e também para a memória do povo indígena de matriz africana no Brasil. Pela primeira vez estamos plantando, oficialmente, um pé de Jurema, que representa um patrimônio imaterial do povo indígena em um espaço público de educação. É um símbolo importante na luta contra intolerância religiosa, o racismo institucional”, fala L’Omi L’Odò.

O objetivo da atividade é fazer uma reflexão sobre a importância da preservação da natureza e o conhecimento sobre as religiões Afro-indígenas combatendo, assim, o preconceito e a discriminações. As religiões Afro-indígenas brasileiras têm a natureza como expressão maior do sagrado e, portanto, precisam da natureza preservada para as realizações das suas práticas religiosas. “Com base na lei 12.635/2007, que defende a questão da inclusão da religião Afro-indígena nas escolas, pensamos em realizar esta ação para fortalecer essa questão e contribuir para o meio ambiente”, pontua Eda Cabral, gestora da unidade.

“Foi uma experiência muito gratificante, uma ação de conscientização de forma democrática que serviu para que fossem quebrados os preconceitos dos jovens em relação à religião”, pontua o estudante do segundo ano, Cláudio Batista.

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