25 dezembro 2014

Toque do Pai Oxalá dia 23-12-14 ( e a Historia da Casa de Umbanda Pai José de Aruanda )


Mãe Kathia de Oxalá
 Babalorixá José Jaime Rolim (in memoria)

É gratificante homenagear uma pessoa que tanto contribuiu para formação quanto para a divulgação da nossa história da qual é protagonista; Um dos maiores sacerdotes do culto á Umbanda da nossa terra; professor, escritor, historiador. Um homem de memória invejável que descreve a Areia Branca dos tempos de outrora e sabe o nome de cada rua, de cada praça, de cada monumento, como também conhece cada morador da época com seus nomes e alcunhas. Um exímio conhecedor de causos que aconteceram na salinésia; homem que sempre esteve à frente do seu tempo; de longa visão; de inteligência privilegiada; é esse o perfil do homenageado do mês o pai de santo José Jaime Rolim. Zé Jaime como é conhecido por todos, iniciou-se aos 16 anos de idade nos caminhos da espiritualidade em tempos que pra ser umbandista era preciso ter realmente vocação e coragem para enfrentar as duras doutrinas disciplinarias que eram impostas pela religião aos seus adeptos. Mas ele não se limitou apenas em seguir os penosos preceitos religiosos que lhe foram impingidos, por ter uma visão futurista sonhou em galgar novos horizontes em busca de respostas para suas indagações; e foi buscando respostas que ele tirou suas dúvidas e trouxe propostas para a nossa cidade. Quando viajou para a cidade do Natal com objetivo de estudar, lá conheceu uma nova realidade sobre a religião tendo acesso ao que melhor existia no meio umbandista daquela época. Zé Jaime foi iniciado espiritualmente com o Pai de Santo Luiz de Cordeiro e Pedro Medeiros de Souza – Pedrinho professor (in-memórian). Filho de Xangô com Oxum orixás guardiões da sua cabeça, sua filiação espiritual. Estudou no Colégio Isabel Gondin em 1958 em Natal onde fez o curso básico de contabilidade. Cursou ciências físicas, químicas e biológicas na antiga Faculdade de Filosofia também em Natal. Em Areia Branca concorreu a 6 mandatos eletivos de 1962 á 1982 obtendo expressa votação durante esses pleitos eleitorais. Foi presidente da câmara de vereadores por 2 vezes e foi prefeito interino no período de 11 de agosto á 10 de setembro do ano de 1987. Foi diretor da extinta Escola Técnica de Comércio - Centro Educacional Desembargador Silvério Soares – E.E. Cônego Ismar Fernandes – E.M. Vingt Rosado – E.M. Pereira Carneiro. Fundou seu terreiro em 1969, o Centro Espiritualista de Umbanda Pai José de Aruanda onde até os dias de hoje continua cumprindo com a missão espiritual que Deus lhe outorgou. Quando o redator deste jornal perguntou a Zé Jaime o que significava para o mesmo ser um umbandista, ele humildemente respondeu: “É cumprir uma missão espiritual a qual devemos ajudar os nossos irmãos materiais e espirituais”. Zé Jaime já completou 54 anos de iniciação nos caminhos da umbanda. O ritual praticado na sua casa se distingue das demais por ser uma umbanda esotérica e a única na cidade que contem elementos e praticas do Terecô, (denominação dada à religião afro-brasileira tradicional de Codó no Maranhão, derivada do tambor-de-mina semelhante à umbanda).


Festa do grande arquitetor do universo nosso pai Oxalá.
e um pouco da nosso historia

  filha de santo socorro de Iansá


 filha de santo Tania de Yemanja e Mãe Kathia de Oxalá

  filha de santo Anaide de Xangó e Mãe Kathia de Oxalá

 Jaime de Oxalá e Mãe Kathia de Oxalá

 O nosso irmão Felipe de Oxosse da Casa Ilé ase Dajo Íyà Omí Sàbá e Mãe Kathia de Oxalá


 Mãe Kathia, Mãe Lúcia, Babalorixá Noamã e mestre Zedequias 
A casa agradece a presença de todos.

 Mãe Lúcia, Ivonete de Ogum a Mãe pequena da casa, e Mãe Kathia

Mãe Kathia de Oxalá e Mariano de Xango


  


OXALÁ, O ORIXÁ DA CRIAÇÃO

Na Umbanda, Oxalá representa o mais alto na hierarquia dos Orixás, tendo como contraparte nosso Mestre Jesus, o médium supremo. Nos pontos riscados é representado por uma estrela de cinco pontas. Como Orixá na Umbanda, Oxalá se apresenta sob três formas:

OXAGUIAN: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.

OXALUFAN: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.

OXALÁ: sincretizado com Jesus Cristo.

Tanto na Umbanda quanto no Candomblé é de Oxalá a tarefa de criação da Humanidade. Por isso a equivalência a Jesus, manifestação máxima de Deus trino: Pai, Filho, Espírito Santo. Além de responsável pelo molde dos primeiros seres humanos na Terra, é considerado também o criador da cultura material.

Oxalá é representado nos Congas por Jesus e é a autoridade suprema na Umbanda. É ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm em Terra. Sua imagem é a de Jesus Cristo, sem a cruz e sua cor é branca. Oxalá é considerado o Orixá maior na Umbanda, porque é capaz de atuar em todos os elementos e vibrações através dos outros Orixás.

Éter e Luz: são o elementos e a força da Natureza correspondentes à Linha de Oxalá.
Dia da Semana: Sexta-feira.
Vibração: atua no chacra coronário.
Cor: Branca, com raios dourados.
Cores da Guia: Contas brancas leitosas.

OXALÁ NOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS

O mais importante e elevado do Panteão lorubá; foi o primeiro Orixá criado por Olorum (O Deus supre­mo). E um dos Orixás Fun-Fun (da cor branca).

São muitas as suas lendas e extensa sua origem e história na África. No Brasil, são mais conhecidos Oxalufan “o velho” e Oxaguian “o moço”. Na sua forma “guerreira”, Oxalá carrega uma espada, cheio de vigor e no­breza; na condição de velho e sábio, curvado pelo peso dos anos, é uma figura nobre e bondosa que carrega um cajado, o Opaxorô, de forte sim­bologia, utilizado para separação do Orun (o Céu) e o Ayié (a Terra). No Brasil é o mais venerado e sua maior festa é uma cerimônia chamada “Águas de Oxalá”, que diz respeito à sua lenda dos sete anos de encar­ceramento, culminando com a cerimônia do “Pilão de Oxaguian”, para festejar a volta do Pai. Esse respeito advém da sua condição delegada, por Olorum, da criação e governo da Humanidade.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXALÁ

Os filhos de Oxalá são pessoas tranqüilas, que tendem à calma até nos momentos mais difíceis. São amáveis e pensativos, mas não cos­tumam ser subservientes. São articulados, reservados e às vezes muito teimosos, sendo difícil con­vencê-los de que estão errados na resolução de um problema. Em Oxalufan, o Oxalá mais velho aparece com a tendência para o debate e a argumentação.

A LENDA AFRICANA

Orixalá ou Obatalá foi encarregado por Olorum de realizar uma grande e importante tarefa: a da criação do mundo. Para isso, recebeu de Olorum o “Saco da Criação”. Mas antes de iniciar sua viagem para o cumprimento da mis­são era necessário que Oxalá realizasse oferendas para Bará. Mas, com seu caráter um tanto orgulhoso, não o fez.

Iniciou então sua caminhada, e, ao chegar à porta do além, encontrou Exu-Bará, fiscal das comunicações entre os dois mundos. Ao saber que o Grande Orixá não havia feito as oferendas, fez com que ele sentisse muita sede durante a caminhada. Oxalá não teve outra saída senão tomar o líquido refrescante que escorre do dendezeiro – o vinho de palma. Com isso ficou bêbado, perdeu o rumo e adormeceu.

Veio então Odudua, criado depois de Oxalá, e, vendo-o adormecido, roubou-Ihe o Saco da Criação e levou até Olorum, que disse: “Vá você Odudua, vá e crie o mundo”. Odudua encontra uma grande extensão de água e deixa cair o conteúdo do Saco da Criação – a terra; formou-se um monte que ultra­passou as águas. Odudua colocou sobre o monte de terra uma galinha de cinco patas, que espalhou a terra sobre as águas. A terra foi se alargando cada vez mais criando a cidade de llê-lfê.

Quando Oxalá acordou e não encon­trou o Saco da Criação procurou Olo­rum, que o castigou proibindo-o de beber vinho de palma e usar azeite de dendê. Como consolo, ordenou-lhe que moldasse no barro o corpo dos seres humanos, sobre os quais Ele, Olorum, sopraria a vida.

Texto e pesquisa: Virgínia Rodrigues – base de consulta: http://www.auxiliadora.org.br

Fonte: Revista Espiritual de Umbanda – Nº 12

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O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins