Historico do Babalorixá José Jaime Rolim


Babalorixá José Jaime Rolim


É gratificante homenagear uma pessoa que tanto contribuiu para formação quanto para a divulgação da nossa história da qual é protagonista; Um dos maiores sacerdotes do culto á Umbanda da nossa terra; professor, escritor, historiador. Um homem de memória invejável que descreve a Areia Branca dos tempos de outrora e sabe o nome de cada rua, de cada praça, de cada monumento, como também conhece cada morador da época com seus nomes e alcunhas. Um exímio conhecedor de causos que aconteceram na salinésia; homem que sempre esteve à frente do seu tempo; de longa visão; de inteligência privilegiada; é esse o perfil do homenageado do mês o pai de santo José Jaime Rolim. Zé Jaime como é conhecido por todos, iniciou-se aos 16 anos de idade nos caminhos da espiritualidade em tempos que pra ser umbandista era preciso ter realmente vocação e coragem para enfrentar as duras doutrinas disciplinarias que eram impostas pela religião aos seus adeptos. Mas ele não se limitou apenas em seguir os penosos preceitos religiosos que lhe foram impingidos, por ter uma visão futurista sonhou em galgar novos horizontes em busca de respostas para suas indagações; e foi buscando respostas que ele tirou suas dúvidas e trouxe propostas para a nossa cidade. Quando viajou para a cidade do Natal com objetivo de estudar, lá conheceu uma nova realidade sobre a religião tendo acesso ao que melhor existia no meio umbandista daquela época. Zé Jaime foi iniciado espiritualmente com o Pai de Santo Luiz de Cordeiro e Pedro Medeiros de Souza – Pedrinho professor (in-memórian). Filho de Xangô com Oxum orixás guardiões da sua cabeça, sua filiação espiritual. Estudou no Colégio Isabel Gondin em 1958 em Natal onde fez o curso básico de contabilidade. Cursou ciências físicas, químicas e biológicas na antiga Faculdade de Filosofia também em Natal. Em Areia Branca concorreu a 6 mandatos eletivos de 1962 á 1982 obtendo expressa votação durante esses pleitos eleitorais. Foi presidente da câmara de vereadores por 2 vezes e foi prefeito interino no período de 11 de agosto á 10 de setembro do ano de 1987. Foi diretor da extinta Escola Técnica de Comércio - Centro Educacional Desembargador Silvério Soares – E.E. Cônego Ismar Fernandes – E.M. Vingt Rosado – E.M. Pereira Carneiro. Fundou seu terreiro em 1969, o Centro Espiritualista de Umbanda Pai José de Aruanda onde até os dias de hoje continua cumprindo com a missão espiritual que Deus lhe outorgou. Quando o redator deste jornal perguntou a Zé Jaime o que significava para o mesmo ser um umbandista, ele humildemente respondeu: “É cumprir uma missão espiritual a qual devemos ajudar os nossos irmãos materiais e espirituais”. Zé Jaime já completou 54 anos de iniciação nos caminhos da umbanda. O ritual praticado na sua casa se distingue das demais por ser uma umbanda esotérica e a única na cidade que contem elementos e praticas do Terecô, (denominação dada à religião afro-brasileira tradicional de Codó no Maranhão, derivada do tambor-de-mina semelhante à umbanda).

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Ass: Mariano de Xangó
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O QUE SÃO OGÃNS?

O QUE SÃO OGÃNS?
Ser Ogam é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do Terreiro, tocando pontos para as entidades, médiuns e assistentes. Ser Ogam é participar de forma efetiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, humildade, concentração, responsabilidade, mediunidade e amor. O Ogam é o responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação, pela parte física e equilíbrio harmônico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogam pode incorporar, porém, a sua mediunidade manifesta-se normalmente, de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta, principalmente, através da intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais. Os atabaques, quando devidamente consagrados e ativados pelos Ogãns, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogam como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins